domingo, 27 de outubro de 2013

10º Capitulo - «Eu simplesmente sorria, só para não chorar.»

Passado 12 dias
Esta semana e meia, demorou tanto a passar. Foi naquele domingo que eu tomei uma decisão, uma decisão louca. Hoje sexta-feira dia 26 vou para Itália.
Ainda não entrei bem na realidade, eu não lhe disse nada, temos trocado umas mensagens de vez em quando apenas isso. Se calhar estou-me a meter numa loucura, mas ele faz anos amanha e eu não o vejo á 17 dias, 17 dias horríveis, porque eu sinto a falta dele, sinto tanto mas tanto a falta dele. Sinto cada vez mais a falta do seu toque, daqueles beijos que me fazem esquecer tudo, e apenas pensar nele.
Quando decidi naquele dia que ia para Itália hoje , surgiram muitas perguntas, não só da minha mãe como também do meu pai. O meu pai percebeu, eu sei que ele percebeu, por isso deixou de questionar o porquê e apenas me deu autorização para ir, a minha mãe estava sempre de pé atrás, com aquelas perguntas irritantes, mas o Salvador lá lhe conseguiu dar a volta e disse que ia comigo.
A verdade é que ele vai mesmo comigo, não sei porquê mas duvido que seja por mim, sei que ele o fazia mas duvido que seja isso. Bem lhe tentei arrancar alguma coisa, mas ele não disse nada, esclareceu-me que ia comigo, mas só no avião, disse que no fim da viagem de avião eu estava livre, claro sempre com aquelas coisas de tem juízo, e não faças porcaria, porque eu confio em ti.
O Afonso só me disse um ‘’O Milan vai jogar com o Génova em casa, se calhar vai ser fixe’’, e eu fiquei bastante desconfiada de que ele sabe alguma coisa. Se sabe não sei bem como, nem porquê.
Parece que o dia nunca mais acaba, estas aulas de Português são tão mas tão secantes. A professora passa maior parte do tempo a falar na vida dela do que na matéria. Enfim, abri o caderno e comecei a escrever, nada a ver com a aula claro, mas sim uns desenhos e uns traços e um S e depois T e depois um E, sim eu estou a escrever o nome dele no meu caderno, o meu azar é que tenho um miúdo ao meu lado.
- O que é que estás a escrever? – perguntou o rapaz a olhar para o meu caderno.
- Olha o raio do miúdo! – fechei o meu caderno – deves ter muito a ver com isso!
Ele ia responder mas a campainha tocou, foi a minha sorte.
Sai da aula e fui ver se via o Afonso, pelo campo de futebol. O miúdo tem uma sorte de não ter aulas á tarde, mas espera sempre por mim o meu pequeno.
Fui até ao campo, e fiquei a olha-lo estava com os amigos, fui ter com ele.
- Vamos embora? – perguntei.
Tudo olhou para mim. O Afonso diz que eles tem uma fixação por mim mas eu não acredito, tirando aquele miudito o Martim que de duas em duas semanas diz que quer sair comigo.
- Sim vamos lá.- pegou nas coisas dele – adeus pessoal, bom fim de semana.
Começamos a caminhar, para nos irmos embora.
- Oh Rita! – pronto lá vinha o miúdo- não achas que podíamos sair amanha?
- Oh Martim! – aproximei-me dele e ele sorriu, acho que ficou contente porque eu sabia o nome dele – Sabes eu gostava muito! Mas amanha não estou cá.
- Oh, está bem combinamos para outro dia- disse o rapaz.
Voltei para o meu caminho, e começamos a caminhar em direção a casa.
- Mentir é feio, mana!
- Mentir? Eu disse a verdade, amanhã eu não estou cá!
- Não é isso, tu disseste que gostavas muito!
-Afonso, uma mentirinha não faz mal nenhum, eu não gosto de desiludir os meninos. Já viste se eu lhe tivesse dado uma tampa? Um dia ele perceberá que nós os dois e tal, não vai dar nada.
Continuamos a conversar até casa, sobre como tinha corrido este nosso dia. Estava ansiosa para ir para Milão.

***

- Quando é que voltamos? – perguntei já no avião.
- Domingo á tarde, 5 horas acho. Eu já vejo isso.
Já estávamos no avião, tinha mandado mensagem ao El minutos antes a dizer que ia sair de Portugal ás 7:05 e que chegava por volta das 22:45 de lá.
Ainda não obtive resposta, e a verdade é que tenho medo. Medo de eu ter sido apenas uma, medo de ele estar com outra. Medo de tudo. Quando penso bem no que estou a fazer acho que sou louca, aviso-o umas horas antes que vou ter com ele a Milão, sim eu sou completamente maluca.
Vou tentar não pensar muito nisto, ele amanha faz anos e…e eu não tenho prenda.
- O voo é ás 16:40 de lá e chegamos ás 18.35 de cá.- disse o Salvador.
- Salvador? O que é que se costuma oferecer a um rapaz que é um famoso jogador de futebol que tem 19 anos mas que vai fazer 20?
Disse aquilo tão rápido que ele não deve ter percebido nada.
- O quê? O quem?
- Nada quer dizer…nada esquece mesmo.
- Ou muito me engano ou a tua presença vai ser a melhor prenda do mundo.
Vai? Será? Nem sei o que pensar. E ele…ele nunca mais me responde, isto é uma estupidez, só que agora não posso voltar atrás. Finalmente o telemóvel deu sinal de mensagem, uma mensagem dele.
‘’ Eu não estou a sonhar? Tu vais mesmo para Milão hoje?
  Eu vou buscar a Malpensa, e ficas comigo o fim de settimana.
  Quero tanto estar contigo. Tenho molti saudades tuas principessa.’’
Esta mensagem com verbos mal usados,falta de palavras e muito italiano á mistura fascina-me bastante.
Agora sim, tenho todas as certezas do mundo, quero ir e quero estar com ele. Eu sinto a falta dele.

***

A viagem de avião, é cansativa demorou perto de três horas. Três horas que serviram para pensar em como lhe vou contar tudo. E quando digo tudo, refiro-me mesmo a tudo. Sinto que preciso de lhe contar o meu passado. Ele merece sabe-lo, e com passado enterrado, é o nosso futuro que está á espera de ser construído.
Eu estava um pouco constipada, desde hoje de manha. A minha voz estava esquisita, mas isso não foi impedimento para eu vir.
Quando aterramos e saímos do avião, fomos buscar as coisas. O meu irmão disse que ia ficar por Milão, precisava de resolver umas coisas, algo que na minha cabeça continua a não fazer sentido nenhum.
- Já podes gritar! – disse o Salvador cá fora, estava assim um bocado de frio.
- Eu não vou gritar! Nem quero!
- Queres sim! Olha para a tua cara!
- Cala-te!
- Olha eu vou-me embora mas será seguro deixar-te sozinha?
- É segura deixares-me sozinha.
- Eu vou confiar em ti mais uma vez, tu nunca me desiludes-te.
- Gosto muito de ti, beijinho, adeus!
- Estás mesmo a despachar-me é incrível Rita! Eu que sempre te apoiei.
Pela cara dele, estava mesmo numa de gozar comigo.
- Cala-te e vai-te embora que eu também vou.
- Porta-te bem piolha, e dá os parabéns ao rapaz por mim.
- Gosto muito de ti.
- Eu também.
Dei-lhe um beijinho e seguimos para lados opostos.
Mas para onde é que eu vou? Boa pergunta. Não havia mensagens dele, o mais certo era estar no parque de estacionamento, mas aquilo é enorme. Comecei a caminhar para lá sempre com calma.
Vi-o ao longe era ele, e não á forma de enganar aquelas cristas não são muito comuns.
O meu coração começou a bater, tão mas tão rápido. Tinha vontade de correr para os braços dele. E foi o que fiz eu corri, corri para os braços dele, corri para ele.
Deixei a mala no chão e corri até ele, e ele abraçou-me , ele beijou-me e eu senti-me protegida.




- Tinha tantas saudades tuas – estava abraçada a ele apenas.
Assim sentia-me tão protegida, sinto-me mesmo bem ao lado, é inacreditável como ele conseguiu de um momento para o outro que eu me tornasse assim, uma apaixonada outra vez.
- Mi manchi!
O meu italiano anda mesmo bem, que eu até já percebo o que ele diz. Este é o tenho saudades tuas, acho eu.
- Eu estudei Italiano a sério que sim, mas continua a falar o teu português esquisito.
Ele riu-se e abraçou-me mais uma vez.
- Estás mais pequena que o normal.
- Estou sem saltos é o que dá.
- Eu gosto de ti assim.
Sorrimos os dois e prepara-mo-nos para ir embora.


***

Passado uma meia hora, parece que chegamos. Chegamos a uma casa super fofa. Eu não via bem a casa porque estava mesmo de noite, era perto da meia noite.
Ele abriu a porta o suposto era entrarmos mas ele agarrou-me e beijou-me. Deixou-me um bocado perdida, foi tão rápido.
- Beijo à chuva é sexy! – disse puxando-me para dentro de casa.
- Não está a chover Stephan!
- Olha e eu a pensar que sim.
Aquele rapaz de vez em quando é mesmo parvo. Entramos e senta-mo-nos num sofá.

- Já passa da meia noite. – disse eu – Parabéns.


- É tão bom ter-te aqui ao meu lado.
- E tão bom estar ao teu lado, mas eu preciso de te contar uma coisa.
- Mas tu estás preparada para o fazer?
- Sim, eu quero enterrar o meu passado e construir um futuro contigo.
- Futuro sem nomes?
- Sim, por enquanto futuro sem nomes.
- Quando quiseres podes falar eu estou aqui para te ouvir princesa.
- Tudo começou quando engordei para aí uns 6 quilos á um ano mais ao menos. Os comentários começaram a aparecer que eu estava mais gorda, se eu não parasse por aqui que ia ficar uma bola. E essas simples frases magoavam-me, faziam odiar-me a mim mesma. Se eu já não me sentia bem comigo, por ter ganho aqueles quilos sem o desejar, o facto de me estarem sempre a apontar a minha ”gordura” baixou imenso a minha autoestima. E a partir daí foi sempre a descer, sentia-me sozinha, sentia-me feia, gorda, odiava-me totalmente.
À frente das pessoas encarava o estar mais gorda com a maior naturalidade do mundo, mas cá dentro custava tanto –fiz uma pausa quando ao lembrar-me de tudo me fazia chorar – magoava tanto as criticas , fazia-me de forte dizia e então? Qual é o mal, mas quando chegava a casa a raiva toda vinha cá para fora passava noites a chorar, porque não era amada , não tinha apoio no que estava a passar.
- E os teus pais? E o teu irmão?
- O meu pai já tinha ido trabalhar para a Costa e tanto ele como a minha mãe andavam entre cá e lá. O meu irmão andava entre Paris e Portugal. Foi um ano de muitas mudanças. Sei que não é desculpa a verdade é tinha medo , tinha muito medo de lhes contar , possivelmente iam julgar , dizer que fui eu quem causou isto tudo , as minhas inseguranças é que me fizeram ficar assim. Preferi passar por tudo sozinha , guardar a dor para mim e fingir que tudo estava bem.
- E as tuas amigas?
- Essas desaparecerem quando mais precisei delas, havia sempre a Gabi mas nesse ano ela mudou-se para o Porto, e com todas essas mudanças sentia-me casa vez mais sozinha.
E num desses dias, quando cheguei a casa a minha frustração era tanta que nem o choro chegou, precisava de algo, de algo que apagasse a dor que estava cá dentro. Foi nesse momento que fiz a pior asneira d a minha vida, eu peguei naquela maldita tesoura e eu espetei-me eu cortei-me, o desespero era tanto que eu cortei-me cheguei a esse ponto, ponto que nunca pensei chegar…E eu senti-me tão, mas tão bem nesse momento que pensei ter achado a forma de ultrapassar todos os meus problemas, ou simplesmente de me esconder deles.
Os cortes passaram a ser diários, e cada vez que me cortava a dor desaparecia simplesmente. Eu sabia que eles não me iam levar a nada, mas eu continuava…porque quantos mais cortes eu fazia mais aliviada me sentia, e sempre que eu olhava para os meus braços eu sentia-me lixo. Mas isso já era normal, era o que eu me sentia nesses tempos. Quanto mais criticavam , quanto mais me gozavam, mais eu me cortava…era só mais um motivo.
Sei que há pessoas que passam por muito pior, e que não têm essa necessidade de se cortar, mas eu tinha, porque eu não era forte. Eu simplesmente sorria, só para não chorar.
Não conseguia perceber , o que estaria ele a pensar. Olhava-me apenas com atenção, e estava-me a ouvir, algo que sempre precisei.
Tinha que continuar, que ir para a parte mais difícil a parte onde entra o Filipe.
- Nesse tempo emagreci muito. Não estive com nenhum distúrbio alimentar apenas emagreci, acho que fui fazendo uma pequena dieta aos poucos e deixei de sentir necessidade de enjerir a comida toda que eu enjeria. Mas os cortes continuavam menos frequentes e menos profundos.
 Passado algum tempo veio alguém, alguém que me vez acreditar que talvez pudesse ser amada. Acho que me deixei levar estava sozinha não havia ninguém para me amar como eu precisava, e eu pensava que sim que eu havia de ter sorte na vida e essa sorte tinha chegado. Foi quando o Filipe entrou na minha vida. Quando o conheci deixei-me de cortar, foi ele quem me pediu, ele descobriu e disse para eu deixar e eu própria deixei de sentir essa necessidade. Vivi provavelmente os melhores 2 meses da minha vida até aquele momento. Só que o que é bom acaba depressa e descobri que ele não andava só comigo, mas com meio mundo. Isso fez-me cair lá no fundo outra vez, fez a dor voltar ao de cima. Ele humilhou-me, ele disse que só andou comigo para se aproveitar de mim, que eu não era nada de jeito, e que tudo o que ele me disse era mentira, disse que eu era gorda e feia, o que fez a minha auto estima ir ao fundo novamente. Nesse momento a pessoa que disse para eu parar era a razão pelo qual eu o voltava a fazer
Com uns cortes e uns sorrisos falsos, consegui passar bem um mês, até que começaram o final das aulas e houve uma festa, uma festa numa casa abandonada. Eu fui a essa festa, e nessa festa fui drogada, ele drogou-me.
- Ele abusou de ti? Ele violou-te? – perguntou o El visivelmente preocupado e irritado.
- Não, ele drogou-me, ele agrediu-me enquanto eu estava inconsciente e ele e os amigos dele pegaram fogo á casa. Casa essa onde eu fiquei inconsciente enquanto ela ardia.
Fui atingida com um estilhaço de vidro nas costas, e acordei no dia a seguir no hospital.
Nesse momento era o meu irmão quem eu tinha ao meu lado no hospital, e foi ele quem soube de toda a historia e é ele quem sabe de tudo. É ele e a Gabi e agora tu as únicas pessoas que sabem de tudo, desta historia, deste meu passado. Que eu amava ter evitado.
- Ficas-te com marcas, certo?
- Muitas.
Ele pegou-me nos braços, a sua intenção era ver cicatrizes, cicatrizes que não encontrou.
Desapertei as calças e desci-as levemente , e mostrei-lhe a parte da minha coxa direita.
- Aqui estão as cicatrizes dos cortes. Mas isto não é o que me incomoda mais mas sim – apertei as calças e tirei a camisola ficando só de roupa interior, virei-me de costas para ele – esta sim é a pior cicatriz que eu podia ter.
Ao lembrar-me de tudo isto, e mostrar-lhe a minha cicatriz as lagrimas vieram-me aos olhos.


Eu tinha-me aberto com ele, tinha lhe contado tudo mas ele não dizia nada, não tinha reação. Vesti-me novamente, e fiquei a olhar para ele. Queria que ele disse-se alguma coisa.
Fez-me sinal com os braços e eu aconcheguei-me nele.
- Como é que conseguiste passar por isso? Como é que tão nova já vives-te tanto?
Tu não mereces-te Rita, eu agora tenho medo de não ser o suficiente para ti, tenho medo de te magoar sem me aperceber, tenho tanto mas tanto medo que te venhas a baixo, coisa que eu não quero.
Tu és uma rapariga espetacular , és tão perfeita. Agora percebo o porquê de me dares tanto para trás. Eu não quero ser mais um eu quero ser o único, e tu serás a minha única também.
Tu és a minha princesa, a minha única princesa sim?
Sei que me confias-te muito da tua vida, por isso eu não te vou desiludir sim?
Agora vamos comer gelado.
- Quanto mais velho menos juízo! – comentei e sorri. – Eu vou vestir o pijama, mas supostamente a onde? – perguntei.
- Sobes, é a segunda porta á direita.
Subi as escadas enquanto ele foi buscar o gelado, bem grande quarto sim senhora.


Vesti o pijama e desci outra vez. Ele já estava no sofá com uma grande taça de gelado.
- Já viste as horas? – perguntei.
- Sim, são 3 e meia da manhã.
- Vamos fazer direta?
- Porque não?
- Amanha tens jogo ou já te esqueces-te.
- Oh pois é! E tu vais ver?
- Só se for na televisão estou a ficar doente.
- Diz-me lá porque é que vieste para Milão.
- A minha ideia era mesmo ir ao médico, mas como ele não estava lá vim mesmo para Milão.
- Eu sou melhor que qualquer médico. – disse chegando-se perto de mim e pondo-me a mão na parte a baixo das costas.
- E eu sou melhor a dar chapadas, do que o teu cabeleireiro a fazer essa tua crista.
- Duvido, olha que duvido seriamente.
- Não bato em meninas se não ias ver.
- Tu muito gostas de criticar não é? Olha que se não fosse aqui a menina a esta hora estavas na rua á chuva.
- Não esta a chover! Tu tens assim desejos loucos de chuva.
- Se tu soubesses quais são os meus desejos loucos.
- Nem sei, nem pretendo saber! Acho que tu só pensas nisso.
- Nisso no quê?
- Nisso que estás a pensar!
- Sim tens razão eu estou sempre a pensar em ti.


Ele consegue ser simplesmente fofo, de vez em quando.

***
Acordei, abri os olhos e peguei no telemóvel, eram 3 da tarde. Eu não posso acreditar que dormi tanto.
Recordei a noite passada, tínhamos ficado até ás 6 e pouco da manhã acordados, conversamos tanto e vimos o nascer do sol. Não me esquecerei do que ele disse ‘’ Este é o primeiro de muitos nasceres do sol a dois’’ , depois viemos para a cama dormir. Sim e foi mesmo dormir, ele não ressona o que é muito bom e é muito quentinho.
- Buongiorno principessa.
Deu-me um beijo na cara e agarrou-se a mim.


- É mais: boa tarde, já viste as horas?
Pegou no telemóvel.
- 3 da tarde não é muito!
- Parabéns outra vez.
- Gazie.
Deu-me um beijo, sorri e ouvi um barulho.
- Que barulho é este? – perguntei.
- É a campainha.
- É suposto eu esconder-me no armário?

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Olá :)
Bem, aqui está o 10º capitulo.
Espero mesmo, mesmo que vocês gostem e que deixem as vossos comentários.
Como vêm estou ‘’atrasada’’ 1 ano, ao real,
Tanti Auguri Ste 

           Como a Rita diz: ‘’ quanto mais velho menos juizo’’
Beijinhos,

Mahina 

5 comentários:

  1. Lindo, amei *-*
    Quero mais, por favor...
    Sou fã da tua fic <3
    Tenho pena da Rita :(
    Rita e Stephan juntos, eu quero... :P
    Ansiosa pelo proximo capitulo...
    Beijinhos :*

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  2. Olá!
    Por onde começar? Que palavras dizer?
    Eu disse que me ia identificar com o passado dela. Disse e acertei. Estou a chorar...é incrível como me conseguiste por neste estado. Por muito mau que o passado dela seja, eu sei que agora é passado e que o El vai ser o melhor da vida dela. A nossa Rita merece ser feliz, merece ter o homem da vida dela do seu lado.
    Palavras para descrever este capitulo (senão a fic toda): perfeição, amor, amizade, dor, sofrimento, carinho, parvalhões, lindos, eles são simplesmente perfeitos e eu derreto-me TANTO com eles! Amo cada vez mais aquilo que estás a escrever.

    Espero pelo próximo.
    Besos.
    Ana Patrícia Moreira.

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  3. Olá!!!!
    De manha andava pelos meus blogs e lembrei-me "Hoje o rapaz da crista faz anos e vai haver capitulo! Yey!"
    E este capitulo? Wow! Eu escrevo ha mais de dois anos e quando comecei a escrever era um atentado à escrita, precisei de muito tempo para ir melhorando. Mas tu? Tu começaste ja com um nivel enorme! Nao sei se ja tinhas escrito antes, se esta e a tua primeira experiencia, se es novinha ou nem por isso, mas a verdade é que escreves muito bem! É um prazer ler-te!
    Mas indo ao que interessa que e comentar o capitulo:
    O passado dela chocou-me, foi arrepiante. Ler a parte em que ela contou que se cortava foi dificil, essas coisas deixam-me toda arrepiada! Foi realmente um passado demasiado feio para uma pessoa tao nova, tao inocente!
    Mas estes dois sao tao mas tao fofinho! Uma pessoa ri, uma pessoa baba a olhar para eles! Nunca nos cansamos deles! Nao sei se ja disse (provavelmente ja porque eu sou muitooo repetitiva) mas esta fic esta no meu top5! Sou muito muito fa!!!!
    Espero o proximo!!!

    Beso
    Ana Santos

    P.S. Por mim o Stephan fazia anos todos os dias so para te poder ler!!

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  4. Só hoje cobsegui ler toda a história.
    Estou a adorar!

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  5. Olá...amei este capitulo *.*
    Continua pq esta fic é linda ;)

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