domingo, 6 de outubro de 2013

6º Capitulo - «Tu tiras a tua camisola e depois logo vemos o que fazemos a seguir.»

- Incomoda-te o meu pijama?
- Não por mim… até podias estar sem ele.
- És tarado! Querias não? Já agora era já aqui na sala.
- Não podemos chegar a um acordo?
- A um acordo? Talvez , talvez. Tu tiras a tua camisola e depois logo vemos o que fazemos a seguir.
Sentei-me no sofá e ele ficou á minha frente estava a olhar para mim. Ai que eu vou-me divertir tanto. Cruzei as pernas e ele tirou a camisola oh Deus , meti-me com a pessoa errada.
- Olha que tu… exercitas aí a zona abdominal!
- Nem tu imaginas como! Aquilo que era lindo era exercitar-mos os dois o que achas?
- Não preciso de exercitar zona abdominal nenhuma!
- Podemos exercitar outra coisa desde que exercitemos!
- O que eu te exercitava era a cara!
- Oh eu também estou com imensa vontade de te beijar.
- Não eu estava-me mesmo a referir a um par de estalos.
- Não te faças de má e anda cá.

Pois anda cá e lá fui eu direita a ele, o meu corpo mais precisamente a minha camisola de pijama em interação com corpo de Stephan sem camisola.


Beijo á Italiana , acho que deve ser o melhor nome para dar aquilo. Não é que seja mau a sério que não , apenas é diferente e bem apaixonado. Apaixonado? Mas o que é que eu estou a dizer?
- E o nosso dia?
- Nosso!?
- Sim , nosso vamos ter o nosso dia , e nem penses em escapar! Vais-me mostrar Paris!
- Talvez , talvez.
Olhamos os dois um para o outro, o barulho que nos despertou. Já o ouvia á dias! Parecia que andavam a bater com a cabeça na parede. Estava decidida a ir lá. Já andava para o fazer á muito mas agora é que eu ia mesmo. Dirigi-me á porta e sai e fui bater á outra. Passado pouco tempo abriram-me a porta e atirei tudo de uma vez.
- Mais qu'est-ce que tu fais? ( mas o que é que tu estás a fazer? )Tu cogner ta tête contre le – ai faltava-me a palavra - parede – ai não, não é parede que se diz - mur ? ( Estás a bater com a cabeça na parede).
- Que dis-tu? – finalmente olhei para ele a cara não me era nada estranha - Je ne peux pas metre placard á sa place.
Este meu francês , está um pouco enferrujado , mais devagar eu percebia.
- Répète s'il vous plaît plus lentement. Je ne suis pas française.
Lá me explicou , que andava a mudar um armário, o Stephan não estava ali achei estranho. De repente apareceu quando o rapaz me acabou de explicar.
- Ibra? – perguntou o Stephan.
- El Shaarawy? – perguntou o rapaz.
Oh não , Ibrahimovíc , sueco! Sim sueco! A minha ideia de suecos = a gajas bons loiros acabou de mudar. Pensando melhor acho que dispenso Suecos e contento-me com Italianos.
Começou a olhar para nós de cima a baixo.
Posso dizer que a nossa figura não era a melhor. Eu estava de pijama com a camisola do Stephan na minha mão, e ele estava sem camisola.
- Voi due! – pronto tinha que se sair com esta.
- Nós nada! – respondi pasmada!
Saí, de ao pé deles e voltei ao apartamento deixando a porta encostada.
Nós os dois a sério? A nossa figura não era muito boa , mas daí a pensarem que nós coiso.
Fui até ao quarto ver se encontrava algo para vestir, tenho a certeza que este dia me vai deixar marcas.
- Então demoras? – assustou-me ao entrar assim no quarto.
- De certeza que não me demoro se tu saíres do quarto!
- Não posso ficar?
- Não!
Empurrei-o para fora do quarto até á sala. Deixei-o e ia seguir para o quarto quando ele me agarrou.
- Tens algo que me pertence princesa!
Olhei para mim , sim tinha a camisola dele nas minhas mãos.
-É melhor dar-te não é verdade?
- É – puxou-me para ele – e não é só a camisola!
Já estava a chegar perto de mim , dos meus lábios novamente , mas foi ele quem se afastou com o barulho da porta.


- Ei , ei , ei ! Mas o que é que está acontecer na minha sala. – foi o meu irmão quem entrou por aquela porta. Estava com uma vontade enorme de me rir , mas não o ia fazer , não perante a cara de assustado do meu Stephan e cara séria do meu irmão.
- Oh Salvador! Mas tu achas? Nós…coiso na tua sala? – ele olhava para mim muito sério como o Stephan- Se tivesse que ser era logo na tua cama!
Ficaram os dois pasmados a olhar para mim.
- Eu vou-me vestir – avisei – vou passar o dia com o Stephan! Áh e tu não ias trabalhar?
- Só vim a casa buscar umas coisas. – Respondeu-me.
Dirigi-me para o quarto , para ver o que escolhia para vestir. Acho que me vou arrepender de os ter deixado os dois sozinhos.

( Stephan)
Ela é louca , responder aquilo ao irmão? Ela leva as coisas na boa sem se preocupar muito com o que os outros pensam.
Estava um pouco constrangido, ficar ali com o irmão dela não estava a ser muito bom.
- Eu acho que devíamos ter uma conversa mas não quero que te assustes! – Assustado já eu estava , mas tentava não o mostrar.
- Diz - acabei por responder um pouco a medo.
- A minha irmã não é igual ás outras.
- Eu sei que não.
- Ela não se deixa levar por qualquer um, ela tem sentimentos mesmo que não os demonstre , ela é frágil e á mínima desilusão , volta ao que era.
- Ao que era? – perguntei.
- A Rita tem um passado – fez uma pausa – claro que toda a gente o tem, mas ela tem um passado mau, algo que ela já conseguiu ultrapassar com o tempo mas que deixou marcas e ele pode voltar ao mínimo deslise. Ela já foi muito magoada, magoada de mais, coisa que ela não merecia.
Não conseguia falar , a forma como ele me falava dela não coincidia com a Rita que eu conhecia. Ela é forte, divertida, alegre ela é direta e muito louca. Se calhar as aparências iludem.
E este passado, este passado do que ele fala deixa-me curioso. Mas ao mesmo tempo com medo. Medo de saber que ela passou por coisas que a magoaram, e que a mudaram. Como ele fala percebo que ela não era assim como é agora. Consigo entender que ela não era tao forte , tao direta, tao fria, mas há momentos que mudam as pessoas e ela , ela provavelmente foi forçada a mudar.
Eu não a vou magoar sei que não, sei que ela é diferente. A minha vida sempre foi uma loucura e a verdade é que ainda é, mas sei que vai deixar de ser. Durante a minha juventude quanto mais liberdade tive, mais abusei, abusei de mais. As raparigas passaram por mim, sim passaram porque nenhuma ficou.
Por isso nunca me apaixonei nem nunca parei para pensar o que é o amor , o que é ter uma pessoa ao meu lado, alguém que me apoie , que me ame. Aquela pessoa que sei que no fim de cada jogo, tenha ele corrido bem o mal está lá para me apoiar. Essa pessoa sempre faltou na minha vida. E se ela for essa pessoa não a vou deixar fugir.
- Se ela sentir que é a tal pessoa ela vai contar-te tudo, e se te contar é sinal que confia em ti e que acredita que és diferente.

(Rita)

Bonito eu não sou assim , e agora o que é que me está a dar? É sempre a primeira roupa que me aparece á frente e pronto. Hoje acho que nada é suficiente bonito , sexy ou apresentável.
Por fim escolhi algo. Mesmo assim acho que não é suficiente. Mas suficiente para que? Acho que já ando com pensamentos estranhos.



Cheguei perto da porta da sala , o meu irmão estava sentado com o Stephan com umas caras muito sérias. Ouvi um pouco da conversa.
‘’- Se ela sentir que é a tal pessoa ela vai contar-te tudo, e se te contar é sinal que confia em ti e que acredita que és diferente.’’
Tinha que acabar a conversa por ali, o meu irmão não lhe contou mas, mas ele falou-lhe do meu passado , e se ele falar nesse assunto , e se ele me perguntar? O que lhe vou dizer? Que fui uma boneca nos braços de uma criança? Que fui fraca? Que tenho um passado que me atormenta?
Eu não quero ter essa conversa não agora que estou feliz. Não agora que ele começa a ser importante para mim. Não quero estragar tudo com meia dúzia de palavras.
Voltei á Rita que sou e invadi a sala.
- Então vamos embora? Temos um dia pela frente.
Olharam-me sérios e o Stephan levantou-se.
- Sim vamos!
- Juízo ! – disse o meu irmão.
- Em plena Torre Eiffel queres ver? Ou então no meio do Louvre!
- Rita!
- Pronto, nós vamos embora, não devemos almoçar.
- E ele consegue aturar-te? – perguntou o Salvador dirigindo-se ao Stephan.
- Até parece que sou chata!
- Que ideia! – disse o Salvador.
- Quem atura por gosto não cansa.
- Vá é quem corre por gosto não cansa , mas obrigada. – dirigi-me para a porta levando o Stephan comigo – Adeus maninho!
- Adeus meninos.
Saímos , de casa estava agradável cá fora. Começamos a caminhar pelas ruas , tinha sorte de eles terem casa perto do centro da cidade, assim podíamos andar á vontade.
- Achas que estás preparado? Hoje levo-te a conhecer melhor Paris, mas temos que andar muito a pé, consegues?
- Com a tua companhia? Consigo até ao fim do mundo.
Ele tinha esta capacidade esquisita de me deixar sem nada a dizer. Talvez porque não houvesse mais nada a dizer.
Conseguia provocar e no momento a seguir ser um fofo.
- O que conheces de Paris? – perguntei.
- Quase tudo.
- Então e vamos voltar a ver tudo?
- Ao teu lado tem outra graça.
- Torre Eiffel á tarde?
- Torre Eiffel á tarde!
Continuamos a caminhar, tinha em mente começar pelo arco de triunfo, aquela retunda como lhe chamo.
- Agora que tal irmos á retunda? – perguntei , mas sabia que ele não ia levar no sentido normal.
- Rita! – ficou bastante sério.
- Aleluia , já sabes pronunciar melhor o meu nome! – fiz uma pausa- E tu também só pensas nisso , lá na Itália elas também andam nas retundas?
- Acho que nem te vou responder a isso!
- O Arco de triunfo , que era ao que me referia! Fica um pouco longe apanhamos um táxi é o melhor.
***
- Que tal é a sensação de teres uma mega retunda á tua frente? – perguntei a gozar.
- É suposto eu sentir alguma coisa?
Foi impossível não rir com o que ele perguntou.
- Acho que não!- respondi.
- Olha mas tipo, passamos pelos carros todos assim no meio? Isto não tem passadeiras!
- Claro que passamos no meio disto tudo os carros param e tudo! – fui irónica.
Olhava-me confuso e surpreendido.
- Tens tipo uma cena subterrânea , por onde é suposto passares , desces as escadas , andas e quando subires outras escadas é suposto veres o arco de triunfo percebes?
- Mais ao menos, vamos?
- Sim , vamos!
Descemos as tais escadas e subimos as outras tais escadas, quando chegamos ao de cima, o arco de triunfo não é uma cena assim linda e muito especial , e bonito para aqueles chineses ou para pessoas mais velhas que gostam de historia e isso.
- Sensação? – perguntei.
- Nenhuma. – respondeu.
- Vá diz-me o que sentes de estar nesta rotunda com carros a passar á volta.
- Sinto o vento , sinto que esta cena do arco do coiso não tem nada de interessante mas sinto que passa a ter interesse quando a companhia é boa.
- Bem interessante porque a única coisa que eu sinto é mesmo o frio do vento.
- Anda cá! – disse abrindo os braços.
Ir não ir eis a questão, por um lado quero ir para os braços dele , quero sentir o calor do seu corpo , quero ser dele quero que ele me proteja. Porque ao pé dele por incrível que pareça sinto-me protegida , sinto que nada nem ninguém me vai conseguir deitar a baixo.
Mas por outro lado, não quero, não quero sentir-me bem ao lado dele , porque se me sentir bem é sinal que ele é especial, é sinal que ele é diferente e que preciso dele. Mas isso não pode acontecer não porque há mais de 2000 quilómetros que nos separam.
Temos vidas diferentes , vidas que não se cruzam. Não quero ficar agarrada a algo que não tenha futuro , a algo que a única coisa que tem é um fim , que já devia ter sido posto a isto tudo.
Mas depois a minha cabeça, não pensa como o meu corpo, e o meu corpo quer o Stephan, o meu corpo precisa do corpo dele.
Rendi-me, e cheguei-me perto dele e abraçou-me.


Com aquele abraço, com aquele contacto entres os nossos corpos passou tudo , os medos, as preocupações. Naquele momento só eu e ele é que importava-mos. Já não havia o medo de ficar agarrada a ele.
O que sentia era bom, o facto de estar nos braços dele. O cheiro dele , sentia-me bem por incrível que pareça.
- Sabes? – perguntou , larguei-o e olhei-o – acho que nos devíamos beijar debaixo do arco de triunfo.
- Achas?
- Sim acho – respondeu-me.
Só ele para me fazer voltar ao meu estado normal, e acabar com os pensamentos mais coisos, não sei bem a palavra para descrever estes pensamentos.
- E porquê? Que eu saiba não estamos no Natal, e o arco de triunfo não é nenhum azevinho.
- E porque é que tem que ser debaixo de um azevinho no Natal ? Porque é que não pode ser debaixo do arco de triunfo em pleno Outubro?
- Vai dar assim tipo sorte é?
- Vais ver que vai!
- Acho que vou confiar em tia a primeira vez na vida.
- Cá para mim, não é o confiar estas é com uma enorme vontade de me beijar.
- Ai vamos já embora!
- Não vamos nada!
Agarrou a minha mão e levou-me para debaixo do arco de triunfo.
- Agora anda cá.
Chegou-me a ele e beijou-me.


Está a deixar-me mal habituada, estes beijos estão a tornar-se um vício. São tão perfeitos e…e está a começar a chover.
Não me mexi apenas o abracei e ficamos ali um pouco de tempo , o coração dele batia a um ritmo acelerado.  Passado um pouco a chuva parou, já não estava ninguém á nossa volta se calhar abrigaram-se da chuva que era o que devíamos ter feito. Mesmo debaixo do Arco de Triunfo apanhamos a chuva toda. E fiquei assim um pouco molhada.
- Grande sorte que nos deu este beijo! Realmente! – comentei com ironia.
- Então o melhor mesmo é não nos beijarmos mais! – disse ele.
- Olha! Querias não? Agora fico sem beijos só porque tu tens umas ideias de porcaria.
- As minhas ideias são muito boas só para a tua informação! Vais dizer que não adoras-te ali o nosso beijo.
- Não!
- Não? Que ideia estás ai cheia de medo que os nossos beijos se acabem e tudo!
- Ai sim , vivia muito bem sem eles.
- Vivias dizes bem , antes de me conheceres , agora não queres outra coisa!
- Continuo a dizer que VIVO – disse bem alto a palavra vivo para ele entender – muito bem sem os teus beijos.
- Sim, sim eu ate acredito nisso!
- Não me testes!
- Vá Rita – disse fazendo deslizar os seus dedos pelo meu braço e dando-me a mão.


- Já estás a ficar mal humorada! Já viste a falta que os meus beijos fazem?
- É!
- É? Admites-te?
- Oh cala-te e vá toma lá a iniciativa.
Beijou-me novamente, o que ainda ontem eram 3 beijos hoje já duplicou.
- Sabes , podíamos ir almoçar a casa.
- Tinhas dito que não ias.
- Mas a Mariana não deve estar lá! Vou mandar mensagem.
Peguei no telemóvel e mandei mensagem á Mariana , a preguntar se ela ia almoçar a casa ao que me respondeu.
’ Eu fico com as minhas amigas hoje , mas RITA! Lembra-te:
- Não incendeies a casa.
- Não inundes a casa.
- E tem cuidado com o que fazes com esse teu desconhecido.
Bom almoço, beijinhos. Gostii* ’’
- Agora voltamos por onde viemos!

***
Abri a porta de casa , e entrei e o Stephan seguiu-me.
- Vou conhecer os teus dotes culinários?
- Talvez , talvez!
- Podíamos – disse chegando-se perto de mim – começar de forma bem boa o almoço.
- Era não era? – disse afastando-o – ou podemos começar mal!
- Princesa!
- O que foi? – disse indo para o quarto , reparei que ele me seguia.
- Ainda não falamos!
- Não? Passamos a vida a falar!
- De nós!
- Há um nós?
- Sim , princesa , há um nós.

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Olá , aqui está mais um capitulo , assim um pouco grande.
Agradeço os vossos comentários e pedir que os deixassem porque são bastante importantes.
Beijinhos e boa semana meninas ;) 
Mahina 

4 comentários:

  1. Olá!
    Adoreiiii!!
    Eles são tão fofos mas a Rita está sempre a dar-lhe para trás...tadinho do Stephan! Mas pronto vai aceitando os beijos já não é mau.
    Mas eles realmente precisam de falar! Já deu para ver que gostam um do outro,agora têm de assumir isso! Em relação à distância de certeza que vão arranjar uma solução para isso....a Rita pode ir para ao pé dele!
    Agora quero muito o próximo para saber se vão mesmo ter a conversa sobre o "nós" como ele disse. Têm de ter e espero que corra bem! E também quero muito saber este passado da Rita!
    Próxxiimmmmooo!!
    Sofia

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  2. Olá!!!!
    Ai sou cada vez mais viciada nisto! Ja disse que esta fic esta no meu top5 de fics favoritas? (se calhar ja e estou a ser tremendamente repetitiva!)
    Mas eu adoro o feitio da Rita e adoro aqueles dois juntos! Picam-se, provocam-se, beijam-se, abraçam-se, voltam a picar-se! Ai adoro adoro adoro adoro! E quero muitoooo saber o que vai vir nesta conversa!
    Este capitulo so peca por ser PEQUENO! Acho que ficava a noite toda a ler!!!
    Venha o proximo!

    Beso
    Ana Santos

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  3. Ohpah!! Adoro estes dois! E esta Rita é demais, a rapariga é mesmo dificil xD
    Bem estou ansiosa pelo próximo

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