domingo, 13 de outubro de 2013

7º Capitulo -«Para acabar tudo no dia a seguir e descobri que tudo o que se vive é uma mentira? »

- Sim, princesa, há um nós.
- Não sei se há.
- Mas pode haver – disse-o como de uma forma esquisita.
- Isso é uma pergunta , ou uma afirmação?
- Não sei , eu digo-o como afirmação mas…não sei o que sentes, não sei o que pensas por isso acho que é uma pregunta para ti.
Talvez , chegou a hora de termos a conversa.
- El..
- El?
- Sim , El ,  vejamos tipo os teus nomes são muito grandes , Stephan é uma cena que me custa a pronunciar , El Shaarawy nem consigo dizer, o teu ‘’El’’ do meio é a palavra mais simples que eu consigo dizer.
- Então ficamos com o El.
- Onde eu ia, tipo eu não sei, percebe que temos uns dois mil quilómetros que nos separam percebes? A ultima coisa que eu quero é começar uma cena sem futuro.
- Quem diz que não tem futuro?
- Não sei – baixei a cabeça – não sei – voltei a repetir.
Chegou-se perto de mim e levantou-me a cabeça.
- Não vamos pensar no futuro! Vamos pensar no hoje no agora, vamos viver o momento e o resto…o resto há de vir com o tempo.
- Mas esse resto é o importante! Podemos viver hoje o dia maravilhosamente, mas…mas e amanha, amanha quando tu não estiveres aqui? O que vai acontecer? Vou virar-me para o outro lado e continuar com a minha vida, como se nada se tivesse passado? Como se tu nunca tivesses existido na minha vida?
- Não, não! – Agarrou-me as mãos -Eu quero pertencer á tua vida , ao teu futuro ao teu presente quero ser teu, e só teu.
- Mas El! Eu estudo, estou a acabar o 12º ano e quero ir para a Universidade, tu…tu jogas futebol, hoje podes estar aqui e amanha do outro lado do mundo, temos vidas diferentes, temos futuros diferentes.
- Não propriamente, somos nós quem fazemos o nosso futuro! Ele não está escrito, somos nós quem o escrevemos, somos nos que o fazemos! Eu quero o meu futuro ao teu lado, não ao de mais ninguém.
- É bonito , dizer essas palavras, mas e depois?
- Porque pensas tanto no amanha?
- Porque foi o amanha que me estragou a vida.
-Mas Rita! Se eu for o teu amanha, eu juro-te que não vou ser eu quem te vai fazer sofrer! Era incapaz de o fazer, não a ti! Talvez…talvez sejas tu…
- Talvez seja eu?
- Não! Não é talvez! Eu sei que és tu, eu sinto que és tu, como é que conseguistes?
- Como é que consegui o quê?
- Como conseguiste? Tu estás a fazer-me acreditar em coisas que eu não sonhava serem possíveis, tu…tu és tão – fez uma pausa – és tão quilo que eu nunca pensei encontrar.
Não tinha reação, não havia nada a dizer , não sabia o que fazer, fugir era uma boa opção , mas não a melhor, ele não merece , não no fim do que disse, não no fim de admitir que eu sou a pessoa que ele sempre pensou em encontrar, não no fim do que me apercebi. Apercebi-me que ele é diferente, apercebi-me que se calhar estou mesmo a apaixonar-me por ele…mas será que é possível?
- Então? – perguntou. Afastei-me daqueles pensamentos.
- Então o que? – perguntei.
- Como ficamos? Vais confiar em mim? Podemos construir algo?
- Eu não sei!
- Do que é que tens medo?
- Ultimamente... Eu tenho medo de tudo.
Ele já andava de um lado para o outro, estava nervoso eu sentia-o, finalmente sentou-se ao meu lado.
- Rita, eu nunca tive uma relação, não uma relação sério, onde um se completa ao outro. Estou assustado com a ideia de ter uma relação , de ter alguém, claro que estou assustado mas, quando olho para ti esse medo passa todo. Nunca pensei em ter uma relação séria. Para quê? Para acabar tudo no dia a seguir e descobri que tudo o que se vive é uma mentira? Nunca me arrisquei a isso, porque nunca quis mais do que uma simples noite. Mas agora, agora eu quero tentar, quero tentar contigo, porque nunca quis construir um futuro, porque para mim o futuro não se construía, mas agora sinto que o posso construir contigo, sinto que necessito de construir esse futuro ao teu lado.
As lágrimas não ficaram cá dentro, e escorreram pelos olhos. A emoção que sinto ao ouvi-lo dizer aquilo é enorme, e a forma como o diz, a forma com ele se abriu para mim, coisa que eu não consigo, não agora. Tenho medo, medo do que ele vai achar, medo de voltar ao que era.
Estou decidida a tentar, acho que tudo me faz tentar, o facto de ter vindo ter comigo a Paris tira-me do sério, acho que poucos eram os que faziam isso por uma rapariga. E ele fez, ele veio ter comigo. Quem diria que uns simples dias em Itália, iam mudar a minha vida? Que a minha vida de um dia para o outro podia mudar bruscamente.

Limpou-me as lágrimas. E sorriu para mim, acho que me sinto protegida só com o facto de o ter perto de mim.


- Tenho medo…- admiti.
- Eu estou aqui!
- A distância El a distância, é tanta. E…eu não te quero dividir com a distância.
- Se for verdadeiro…acredita que a distância não significará nada.
Abracei-me a ele do nada.
Ele dizia aquilo como se ele soubesse o futuro, dizia-o com tanta confiança que ate a mim me fazia acreditar e…e porque não? Porque não tentar? Parece tão simples. Sei que simples não vai ser mas, pode-me fazer tão bem mas…a verdade é que também me pode fazer mal. Tento pensar no lado positivo das coisas mas há sempre algo que não me deixa. Aquele passado, aquele horrível passado.
Mas por um lado sei que devo esquecer, sei que quando olho para o El quero começar algo com ele, quero tanto! Da maneira como fala faz-me acreditar que tudo é perfeito, e que a felicidade é mais fácil de alcançar do que me parece a mim.
Este vai ter que ser o momento da minha maior decisão, será que devo ou não?
A emoção é tanta, e estar assim frente a frente com ele é ainda pior. Deixei-me levar e abracei-me a ele com força, precisava de o sentir.


- Vamos tentar! – Disse por fim.
- Vamos o quê? – Disse sorrindo a olhar para mim.
- Não, eu não faço a mínima ideia de onde me estou eu a meter, mas…porque não tentar? Eu só te conheço á praticamente dois dias, mas não sei, tu estas a dar-me uma confiança e uma segurança que eu estou a precisar á tanto tempo.- parei um pouco e olhei para ele - Mas não há nomes certo?
- Nada de nomes- respondeu-me – há um eu, um tu e o momento.
Sorri, ele em dois dias conseguiu-me fazer mais feliz do que várias pessoas em anos. Sinto que com ele posso ser eu própria sem rodeios, sem esconder partes de mim. Mas depois há aquele pormenor do meu passado. A dor que sinto cá dentro vai desaparecendo aos poucos, mas á sempre algo que não desaparece, há sempre algo que fica que nunca vai sair de mim, que além de psicológico é físico. Quanto a isso tenho que aprender a aceitar. Tento esconder e fingir que não existe, mas todos os dias vejo o meu passado no meu corpo.
Sei que quando estiver preparada lhe vou contar, só não sei se algum dia estarei preparada para lhe revelar tudo.
- Temos um resto de dia lindo pela frente, não é verdade?
- É sim.
- Mereço um beijo? – perguntou.
- Olha que se calhar ate mereces.
Tentei pôr-me em biquinhos de pés, mas com saltos é complicado.
- És mesmo baixinha. – disse a rir.
- Não reclames! Que eu estou de saltos!
- É tão giro baixar-me para te dar um beijo.
- Que engraçado! – disse com ironia- Vá dá mas é cá o beijo e cala-te.
- Uhh temos uma barbie revoltada!
- Vamos lá ver quem é a barbie! Estas a ver-me com cara de loira? – agora lembrava-me que tínhamos um assunto em atraso – e quem era a loira já agora? No outro dia?
- É namorada do meu irmão, a rapariga é fixe.
- É fixe é! Duvido, há algo que me diz que não nos vamos dar nada bem.
- Esquece lá a rapariga! – Chegou-se mais perto de mim agarrando-me - Que eu tenho uma barbie bem morena para beijar.


Almoçamos com calma, a trocar sorrisos a trocar olhares, sinto-me mesmo bem ao lado dele.
- Onde vamos á tarde? – perguntou.
- Não sei, não sei mesmo.
- Confias em mim? – perguntou.
- Acho que sim. Não me vais raptar pois não? Nem és nenhum pedófilo?
- Não, não te vou raptar. Pedófilo? Aquela cena de abusar de menores?
- Sim, isso mesmo.- respondi.
- Sabes que se formos os dois a querer não é pedofilia.
- Isso é o que tu achas! E quem diz que eu quero?
- Digo eu!
Chegou-se perto de mim e beijou-me mais uma vez.
- Mas confias em mim, no sentido de eu te levar a um sitio cá em Paris?
- Acho que confio, não me vais levar a sítios menos impróprios pois não?
- Mas tu só pensas nisso?
- Aqui o pedófilo és tu!
- Não sejas tonta, e vamos sim?
- Até tenho um certo medo.
- Não tenhas, vais ver que vais gostar.

(…)

Apanhamos o metro, e em pouco tempo chegamos ao tal sitio, por momentos pensei que era o Museu do Louvre, era o que se via de longe.
            Ele começou a caminhar, e eu fiquei um pouco para trás, puxei-lhe a camisola para ele esperar por mim.



            Olhou para trás e sorriu-me, deu-me a mão e continuamos a andar.
            A verdade é que parecíamos um casal a andar em Paris, de mãos dadas e sorridentes, mas casal não é o melhor nome para dar á nossa relação, se é que isto de relação se pode chamar.
            - Vamos ao Louvre? – perguntei – A Mona Lisa é super feia.
            - Não, não vamos ao Louvre! Pareces uma criança. E sim a Mona Lisa é muito feia. Achas que eu ia ver a Mona lisa com uma princesa ao meu lado.
            - Ai não me deixes curiosa. Falta muito?
            - Se te calares não.
            - El! Falta muito ou não?
            Parou e olhou para mim.
            - Princesa! Não, não falta muito! Mas tem calma sim? Estás muito ansiosa, ansiosa demais, tem calma e relaxa sim?
            Sorri, colocou as mãos no meu pescoço e fui eu quem o beijou.


- Agora, vamos continuar a andar! Que estamos a chegar.
Parei de fazer perguntas e continuamos a andar, até que ele parou estávamos em frente a uma ponte.


- Uma ponte?- perguntei confusa.
- Mais de que uma ponte.
Caminhamos de mãos dadas, e reparei que a parede estava cheia de cadeados, cadeados escritos, com nomes.

Agarrou-me por trás com todo o carinho, em frente aqueles cadeados todos.


- Os casais veem aqui e deixam os cadeados com os nomes deles escritos, é tão romântico. Trouxe-te aqui porque a primeira vez que vim aqui prometi a mim mesmo que voltaria cá, não com a minha mãe, mas com alguém, alguém especial, e esse alguém és tu. Não há forma alguma de eu voltar aqui sem ser contigo, e sei que a próxima vez que aqui vier, estarás ao meu lado, chamar-te-ei de namorada e deixaremos aqui um cadeado o nosso cadeado, com os nossos nomes. Tu tornaste-te tanto em tão pouco tempo princesa.

-------------------------------------------------------------------------------------------

Olá meninas :)
Bem este sim é pequenino mas um pouco mais sentimental. 
Quanto ao capitulo não estou 100% segura mas aqui está ele.
Sempre que puderem deixem os vossos comentários, são muito importantes.
Beijinhos :*

Mahina 

4 comentários:

  1. Olá!
    Por onde começar princesa? É que não sei mesmo...é provável que vá ficar super estranho, mas vai ser do coração.
    Na minha opinião, eles são o par mais intenso e verdadeiro que as histórias nos dão a conhecer. Não os consigo comparar a ninguém porque não há ninguém assim. Eles são únicos, são verdadeiro, têm medos que vêm com o passado deles, mas amam-se e isso não é de agora, no primeiro instante em que se viram eles começaram a amar-se.
    O passado da Rita...é algo que só iremos saber quando ela contar ao El. Acho que só assim é que iremos saber porque ele deverá ser a primeira pessoa que vai saber, fora o irmão e os pais possivelmente.
    É épico o capitulo! Tal como te tinha dito! Está tão perfeito que me fez chorar com o que disseram. Amo-os tanto que os considero o meu casal modelo! E ainda nem são nada com nome!
    Cada vez tenho mais orgulho em ti princesa Mahina. Tenho orgulho por ter sido a primeira a ler a tua fic e por ter feito com que a divulgasses. Estás a escrever coisas tão lindas que me deixam toda arrepiada e com aquela vontadinha de ter uma história assim para mim!

    Sabes bem que te amo minha linda <3
    Espero o próximo.
    Besos.

    Ana Patrícia.

    ResponderEliminar
  2. Olá!
    OMG eu gosto tanto mas tanto mas tanto mas tanto (...) mas tanto desta historia!!!!
    Esta vertente mais apaixonada deles é linda e adorei ver a faceta...romantica (?) do Stephan [Epah El é muito estranho xD É mesmo coisa à Rita! xD] Mas adorei as frases fofinhas dele, a faceta terra a terra da Rita, adorei que ela decidisse arriscar. Mas e esse passado? Hum...fisico? Sera que ela foi vitima de violencia no namoro? Violada? Hum nao sei nao sei!
    "A Mona Lisa é bue feia" AHAHAH cá esta a Rita que eu adoro xD
    E os cadeados? Sabes que acho que os retiraram? É estupido porque era algo mesmo lindo!! Mas pronto, espero que eles voltem e que seja tudo como o Stephan disse!!
    Espero o proximo porque sou VICIADISSIMA nisto!!

    Beso
    Ana Santos

    ResponderEliminar
  3. Olá!
    Adorreiiii! Está perfeito! Pequeno mas cheio de sentimentos bons!
    Ai tava a ver que a Rita não arriscava ! Foi tão bem ler aquele "Vamos tentar!" e deu para imaginar o sorriso dele!
    Eu amo as conversas deles e as respostas da Rita!
    E não é que o homem da crista também é romantico, estes momentos finais foram lindos e só espero que eles voltem lá como namorados!!
    Quero o próximmoo!!

    P.S.: Na minha opinião, não tens de estar insegura quanto ao capítulo porque está lindo e fofinho! E a fic a mesmo coisa, estou vciada!

    ResponderEliminar
  4. Olá...amei este capitulo *.*
    Foi tão bonito e finalmente o casalinho resolveu o que tinha a resolver :D
    Estou curiosa pelo passado da Rita...suspeita-me que seja um passado um pouco mau :/
    Próximo sff :*

    ResponderEliminar