domingo, 10 de novembro de 2013

12º Capitulo - «(...) mas eu confio nele de olhos fechados (...)»

(Rita)
A casa estava invadida, e eu estava sem saber bem onde me meter. Sentei-me no sofá e o Stephan trouxe uma rapariga para  ao pé de mim, disse que se chamava Erika e estivemos um bom bocado a conversar, nada de muito interessante. Claro que ela me perguntou o típico, se eu era namorada do Stephan, nem sabia bem onde me meter quando ela perguntou isso, disse-lhe que eramos apenas amigos, bons amigos.
A Erika foi ter com o namorado e, bem, eu não ia ficar ali. Levantei-me e fui até ao Stephan que estava com os amigos. Percebi que estavam a falar sobre mim, porque no fim do Stephan falar tudo se calou, até que um fala e diz:
- Qualquer dia acusam-te é de pedofilia!
Fiquei um pouco petrificada, percebi bastante bem o que quis ele dizer, nada que tivesse a ver com as idades, até porque tenho 17 anos e ele tem 20. O que me espantou é a comparação que ele fez, porque todos eles bem sabem o que o Stephan fazia, o comer e deitar fora. Quando o disse, referia-se ao facto de eu ser mais nova e poder ser uma boneca nas mãos dele, daí a palavra pedofilia usada neste contexto.
Assusta-me o facto de poder ser comida e deitada fora? Acho que não, não sei porquê nem como, mas eu confio nele de olhos fechados, conseguiu ganhar a minha confiança facilmente, com pequenos gestos fez com que eu ganhasse confiança ao ponto de lhe ter confiado o meu passado.
Não me arrependo nada mesmo de o ter feito, só o olhar dele me dá confiança, basta um toque dele para me sentir protegida.
Cheguei-me perto dele, agarrei-lhe a mão, ficamos de mãos dadas atrás das costas. O toque dele, aquele que faz sentir protegida, olhou-me, aquele olhar que me dá confiança. Agora acho eu estou pronta, para enfrentar tudo e todos.
- Para ser acusado de pedofilia era preciso ele fazer alguma coisa!
Ficaram todos a olhar para mim, bastante admirados.
- Sim senhora, arranjas-te uma rapariga á tua altura!
***
Paro no momento em que acordo e tenho a sensação que estou em lugar estranho, o que é verdade, um lugar estranho sim, olho para o lado lugar onde ele está a dormir serenamente, e eu…eu não sei o que fazer.
Por momentos pergunto-me se não terá sido tudo isto muito repentino. É certo que o tenho aqui, é certo que ele é muito especial para mim mas daí a…daí a achar que ele é o homem da minha vida e que vamos ter netinhos…é difícil, daí a ver estes dias como os melhores da minha vida, e achar que isto é um mar de rosas…é ainda mais difícil. Ele está aqui e é aqui que vai ficar, eu estou lá e é lá que vou ficar.
Por muito que ele me diga coisas bonitas, por muito que me diga que eu sou diferente, e por muito que me diga que me adora, não sei…simplesmente não sei, tantas inseguranças, tantos receios.
Tenho que ser racional, tenho que pensar no real, há muitos rapazes em Portugal, há muitas raparigas em Itália, será que vamos aguentar? Será que conseguimos manter esta ‘’relação’’ á distância?
Sei que estou a ser pessimista, coisa que não sou…a razão é fácil, a razão é que a verdade…a verdade é que ele é mesmo diferente, por isso todas estas inseguranças, todos estes receios, simplesmente tenho medo de o perder, por uma Italiana qualquer, a verdade é que eu sinto que ele é o homem da minha vida, não quero acreditar , mas não posso negar o que sinto.
Já me estava a mexer demasiado, o mais provável era ele acordar, e eu não queria, muito devagar sai da cama, fui até ao sofá do quarto e tirei um casaco dele, já que o meu pijama era bastante mini.Desci as escadas, com a intenção de… sei lá sair dali.
Para ser verdadeira, não me lembro da noite de ontem, não me lembro de ir para a cama não me lembro de todos se terem ido embora, sinceramente acho que adormeci no sofá.
Entrei na sala e assustei-me, assustei-me seriamente , estava alguém no sofá, acho que por mínimo que possa ter sido o grito, eu gritei, pensava estar sozinha em casa só com o El mas acho que sozinhos não estamos. Tapei a boca, como um ato involuntário não queria acordar ninguém o que acabou por acontecer.
- Buongiorno – disse o Manu ainda ensonado.
Estava ele deitado no sofá, foi abrindo os olhos, eu olhava séria para o que via, esquisito pensei, mas não disse nada , enquanto foi abrindo os olhos ele  mexeu-se e finalmente reparou que tinha alguém ao lado dele, o que o fez cair do sofá assustado.
Foi impossível não rir com a reação dele. O Niang acordou também e ficou bastante sério a olhar para tudo, comecei a rir tanto, mas tanto, tinha uma ideia muito diferente daqueles dois, agora Niang e Manu , aqueles dois? Ainda por cima dormiram juntos.
Saí da sala em direção á cozinha, ou muito me engano ou não vou conseguir olhar para a cara daqueles dois nos próximos tempos sem me lembrar disto.
Entrei na cozinha e reparava que o Niang me seguia. Lá vinham as desculpas, em italiano afrancesado aposto.
- Nós não…- olhei-o – nós não nada! – disse bastante rápido.
- Vocês tudo, o que é bem diferente!
- Não, não eu gosto de mamas, gosto de rabos!
- E o Manu não tem isso?
- Não gozes com a minha cara. Eu gosto de miúdas assim – quando disse assim apontou para mim – com curvas.
- Quem diz que os rapazes não têm curvas?
- Não! Gosto de raparigas, mesmo raparigas.
- Está bem – disse saindo da cozinha.
Aquele miúdo é mesmo doido, e eu sei bem, ou não, que eles nunca iriam virar, mas bem nunca se sabe.
Subi outra vez, queria voltar para o quarto precisava de mimo.

Entrei no quarto e ele já estava acordado, sorri e deitei-me com o casaco dele, pus as pernas em cima das dele e dei-lhe um pequeno beijo na bochecha.


- Acordas-te cedo – disse-me.
Não respondi, apenas olhava para ele, aquele momento em que parece que o tempo para, eu e ele , ele é tão perfeito, levei a minha mão ao braço dele e comecei a fazer diagonais com a minha unha, o quanto é bom estar aqui.
- Temos mais um pequeno almoço e um almoço a partilhar. – disse-me.
- Se fosse só o pequeno almoço e o almoço.
- Sim, verdade, também temos muita saliva para partilhar até te ires embora.
- Não sei se me quero ir embora.
- Vais ter de ir, mas vais voltar.
Encostei-me mais a ele, ele tem razão, tenho de ir embora mas vou voltar.
- O teu irmão e o Niang.
- O meu irmão o quê? – perguntou estupefacto.
- Quando fui lá baixo, encontrei-os aos dois a dormir no sofá e agarrados.
- Eles ficaram cá em casa?
- Estás a perguntar-me a mim? A casa é tua, tu é que devias saber não?
- Sim , mas quando eu vim para cima, porque a menina adormeceu no sofá – bem me parecia, que não me lembrava de ter vindo para a cama – o meu irmão disse que arrumava as coisas , e como tinha a chave ia embora.
- Mas olha que estão os dois na sala, e dormiram juntos.
- Não, eles os dois gostam mesmo de raparigas, tanto um como outro, o meu irmão pode ter namorada mas não é por isso que deixa alguma passar em branco, e o Niang não dispensa uma boa diversão, que era o que ele queria contigo ontem.
- Comigo? Ontem?
- Sim ele disse que podiam ser amigos.
- E porque não?
- Porque tu és minha amiga! Não te quero partilhar com ninguém.
- Não sou nenhum chocolate para ser partilhado.
- Não era isso que eu queria dizer, sabes que não, refiro-me ao facto de te querer só para mim és a minha principessa chegou-se ainda mas perto de mim, e ficamos colados-  e quanto aquela parte do chocolate, olha que não sei, eu dava-te umas trincas.
- Também gostava de saber a onde é que tu não davas umas trincas!
- No Niang, nem em nenhum rapaz.
- Olha que não sei, será que não dormiram os três lá em baixo?
- Não, eu dormi contigo. A sério que rapazes não é a minha onda.
- As ondas mudam.
- És tão parva.
- Muito obrigada pelo insulto.
- A minha parva.
- Assim está melhor.- sorri e ele também.
- Eu não dormi com o Niang! – disse o Manu entrando no quarto.
- Bate-se á porta oh!
- Pronto está bem, desculpem , mas eu não dormi com ele.
- Ai isso é que dormiste, e não podes negar que eu vi.
- Sim, mas só dormimos.
- Ninguém pensou o contrário – disse o El.
- Pensaram sim!
- Tu é que pensas-te, ou já não te lembras o que é que fizeste de noite?
- Olha calem-se não se consegue ter uma conversa com vocês, arrivederci.
Quando ele saiu por aquele quarto rimo-nos bastante. Eu não perco uma oportunidade para gozar e o El é igual, por isso é que nos damos tão bem.
Ele passava a mão dele pelas minhas pernas, aquele toque fazia-me tremer, mas fazia-me sentir bem. Levou as suas mãos ao meu pescoço e a sua boca também, mordeu-me, mordida essa que me chegou a doer.
- Stephan meu amor – levantei-me indo até ao espelho da casa de banho - fraquinho, eu a pensar que me deixavas uma marca assim toda fixe.
- Posso deixar, e não é preciso ser só no pescoço.
- Fraquinho! – disse entrando no quarto novamente e sentando-me na cama.
- Eu já te digo quem é o fraquinho digo!
- Uh, que eu até tenho medo.
Atirou-me para a cama e fez-me cocegas, e mordeu-me ao mesmo tempo.


- Stephan! – disse enervada, mas a continuar-me a rir – Para!
- Quem é o fraquinho agora?
- Continuas a ser tu, mas vá para por favor.
Ele não parava, e eu já não me conseguia rir mais.
- Chuchu, para lá- disse outra vez, mais calma.
Ele estava meio em cima de mim , e eu poisei as minhas mãos no rabo dele.
- Aviso que tudo o que me fizeres a mim eu faço-te a ti. – disse ele.
- Olha agora! Vou-me já embora!
- Para isso era preciso conseguires sair daqui!
Sim , vai ser um bocado complicado sair daqui amas nada é impossível, tentei sair debaixo dele, mas ele continuava a agarrar-me e não me deixava fugir pelo que fomos os dois parar ao chão.
- Bonito! – disse eu. – és pesado oh meu!
- Oh minha eu só peso 70 kilos.
- Mais quantos?
- Vá mais uns 5 para aí. Eu sou magrinho.
- É, quase isso,
Continuamos com os mimos no chão.
Quando chegou a hora de almoço, almoçamos só os dois, entre muita brincadeira e risos,
***

A tarde passou rápido, talvez rápido demais, aproveitamos os últimos momentos juntos e aquela incerteza de não saber quando nos vamos voltar a ver é horrível.
Fomos até ao aeroporto quando já estava na hora, o meu irmão estava lá dentro já me tinha dito, tinha apenas que me despedir dele, já não era novidade as despedidas, mas custava sempre e cada vez mais.
Quando saímos do carro, ele pos o capuz da camisola na cabeça, percebi porquês mas estava numa de gozar.
- Vamos assaltar um banco? – perguntei no gozo.
- Não, mas acho que não queres aparecer amanha na primeira página da ‘’Diva e donna’’!
Andamos um pouco, até mais perto do aeroporto.
- Vou ter saudades tuas – disse-me abraçando-me.
- Eu também e muitas.
Chegou-se mais perto de mim e beijou-me , o ultimo beijo até…até nos voltarmos a encontrar, não sei bem quando. 



Tinha que ir embora, não queria mas tinha que ir, comecei-me a afastar dele e quando estávamos quase a largar as nossas mãos ele impediu que nos largássemos, apertou a minha mão com força
- Ti amo amore mio.
Ele disse, ele disse que me amava, ele disse aquilo que é tão pouco mas que significa tanto, não tinha reação não havia forma de reagir.
Largamos as mãos finalmente, e despedimo-nos uma ultima vez com o olhar, as saudades que vou ter daquele simples olhar.

***
Cheguei a casa com o Salvador, a minha mãe estava na loja e o meu pai tinha ido ao hotel, como me revolta o facto de a minha mãe não estar com o filho mais novo, enquanto ele esta sozinho em casa. A loja é dela, abre quando quiser fecha quando quiser, não a percebo, a sério que ás vezes acho que não a percebo ela tem um filho, um filho que precisa da atenção dela.
Quando chegamos perto da sala percebi que afinal ele não estava sozinho muito pelo contrário. Estava o Afonso, o Martim e um outro que penso que se chama Tiago em frente a televisão a ver um jogo qualquer.
- Boa tarde oh meninos! – disse entrando na sala e poisando as malas. O Salvador ainda tinha ficado para trás.
- Hei mana! Já chegas-te da lua-de-mel!- pronto, raça do miúdo que ás vezes se sai com cada uma.
- Mas que lua-de-mel? Não digas asneiras! O que é que estão a ver?
- O Milan, está a repetir o jogo de ontem. – respondeu o Tiago.
- Fazem bem , fazem bem. A quanto tempo é que está?
- 67 minutos- respondeu o Martim.
- Está bem.
Aos 77 já tem golo, pensei para mim. Fui até ao meu quarto deixar a mala, e arrumar umas coisas. Tinha saudades daquele quarto. Precisava de procurar um comprimido, estou cá com umas dores de cabeça. Fui até á casa de banho quando me deparei com um cenário um bocado esquisito.


- Afonso Miguel! – gritei.
Saí da casa de banho disparada até á sala.
- O que é que estão oito patos a fazer no lavatório da casa de banho? – perguntei.
- Não são oito Rita! São nove! – disse o Martim , que se queixou logo a seguir com a cotovelada do Afonso.
- Ai…há patos na casa de banho? – disse o Afonso.
- Não eu devo andar a sonhar!
- E eles estão na água do lavatório…a nadar?
- Não, achas? Estão na agua do oceano a andar num barco a remos! – fui irónica.
- Olha que eu não sei, era suposto eu saber?
- O que é que tu vais dizer á mãe? Olha estava a passear quando encontrei nove patos na rua, e decidi traze-los para casa porque está quase a nevar e eles podem-se constipar!
- Rita relaxa, a mãe não vai saber!
- Ai não? Ela nem costuma ir á casa de banho nem nada! Vais esconde-los debaixo da tua cama? Qual foi a tua ideia de trazer patou para casa?
- Goloooo – gritou o Tiago.
- Olha, o teu namorado marcou um golo! – disse o Afonso.

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Olá meninas, aqui está ele um pouco pequeno. 
Agradeço os vossos comentários , e espero-os.
Bem e venho anunciar-vos uma coisa, as ideias vieram e quem sabe não se concretizam, aqui está o meu novo blog Boundless love , por enquanto só tem personagens mas quando puder deixo-vos um pouco do primeiro capitulo.
Beijos*
Mahina 

6 comentários:

  1. Joder!!! Eu tinha escrito um comentario e o blogger tramou-me. Grrrrrr
    Eu tinha dito que adoro estes dois! Ate a mim me custa quando eles se separam :(
    Mas pelo menos ainda deu para rir com os outros dois machoes xD A Rita e o Stephan nao perdoam!! :p
    Agora espero que voltem rapidamente a encontrar-se porque isto de estarem separados nao da com nada! Eu gosto é deles juntinhos, a picarem-se, a dizerem asneiras... Sim, isso eu gosto :D Hum e aquele amo-te do Stephan? Opá ia derretendo!!
    Espero o proximo!!

    Beso
    Ana Santos

    P.S. Ja estou de olho na tua nova fic!! :D

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  2. Olá...vou-te ser sincera...eu fartei-me de rir com este capitulo desde a parte até ao manu a dormir no sofã com o outro até á parte dos patinhos :P
    Agora a sério...amei este capitulo e espero pelo próximo sff
    bj

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  3. Olá!
    Amei!!! (apesar de algumas coisas)
    O capítulo está lindo!
    Opa eles são a coisa mais fofa! E fartei-me de rir com a parte do manu a dormir no sofá com o outro xD E com as desculpas do Niang :D
    Depois veio a despedida :( Não gosto nada de despedidas! E muito menos de casais lindos e que devem é estar juntinhos como eles!
    Ai e esta ultima cena do patos ai o que eu me ri! Qual foi a ideia dele? Não percebi mas só sei que foi muito engraçado! Isso e as respostas da Rita! Eu adoro-a!
    Agora quero o próximo e quero mais capítulos depressa para vê-los juntos outra vez!
    Próxximmmoo!
    Beijinhos!

    Sofia

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  4. Oláaaa


    Ameiii o capitulo :))) Quero mais sim ???


    Beijinhos


    Catarina

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  5. olá olá. Estou a adorar a fic, a sério que sim. esperando pelo próximo capitulo :))
    Beijitos *

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  6. Olá! Tá espetacular. Está mesmo muito bem, tens imenso jeito.
    Tou super curiosa para continuar a ler! Continua estás a ir muito bem!
    Beijinho amiga!
    Inês

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