segunda-feira, 25 de novembro de 2013

14º Capitulo - «- Acho que ela lá no fundo sabe que são um casal, um casal lindo. »

7:30, só faltam 15 minutos, só 15 minutos.
Estava no sofá com as pernas em cima da pequena mesa que estava ali, tinha o Afonso ao meu lado e acho que o nervosismo me está a invadir, nervosismo junto com um pouco de raiva e com muitas saudades, tudo junto dá uma mistura muito esquisita de sentimentos e uma vontade enorme que aquele jogo comece.
- Ai, sabes quem me dera ser gajo, assim um Falmini ou um Alexandre Pato, sabes o que isso é?
- Eu sou gajo, por isso não sei o que isso é! O teu desejo de ser gajo passa pela parte de dormir no mesmo quarto que o El Shaarawy?
- Eu não sou! E é nestes momentos que o gostava de ser! acredita que a parte de o ver de boxers me deixa ainda mais animada.
 O Afonso riu-se tanto que só depois pensei no que tinha dito, quer dizer não acredito que disse aquilo na presença do meu irmão.
- Ai que eu não acredito que estou a ter esta conversa contigo!
- Nem eu acredito que me disseste aquilo, eu não sou uma Gabi maninha.
- É isso falta-me a Gabi, mas a Gabi não vê jogos de futebol e tu vês.
Ele saiu da sala, e voltou rapidamente com as pipocas.
- Grazie.
- Estás em modo italiano já?
- Parece que sim.
O jogo começou, escusado será dizer que cada imagem que mostravam dele eu babava completamente, com um sorriso parvo na cara. Enquanto o meu irmão via aquele jogo como um bom jogo de futebol eu simplesmente o estava a usar para ver o El.
- Ele é mesmo fofo não é? – saiu-me sem pensar.
- Não Rita! É que tu nem penses, podes-me pedir tudo mas eu não aprecio gajos.
- Não é preciso apreciar gajos para ver o quanto ele é fofo! – fixei na televisão com aquele remate falhado dele – viste? É mesmo fofo.
- É fofo e falha o que não deve.
- Livra-te de o criticares comigo aqui! Expulso-te a sala.
- Rita, olha ele pode ser muito fofinho mas se falha mais daqueles, o Milan não ganha hoje.
Não consigo ter conversas sobre o El com o Afonso. Ouvimos a porta bater quando o Salvador entra.
- O que é que se passa aqui? – perguntou – pipocas?
- Estamos a ver o Milan.
- Ah, isso explica o porquê da Rita estar ali fixada.
Ignorei os comentários deles e continuei a ver o jogo.
- Salvador? – chamou o Afonso.
- Traz um balde que a Rita faz aqui um rio de baba daqui a um bocado.
- Parvo! – dei-lhe uma palmada no ombro.
Continuamos a ver o jogo, Milan a perder aquilo estava bonito, o jogo estava a acabar quando a minha coisinha boa marcou, bem babei mas babei mesmo, tanto com o golo como com ele.
- Olha ali Afonso! Diz lá se ele não é fofo?
- Se fofo quer dizer, finalmente no fim de falhar tanta coisa marcou, sim ele é fofo.
- Não critiques o Stephan, juro que me chateio contigo.
- Vá mana, não te chateies, não temos culpa que ele não acerte na baliza quando deve.
- Não vou comentar o que tu acabas-te de dizer, não vale a pena, estás na adolescência e mudas muitas vezes de opinião. Agora tu livra-te de contares a alguém, e quando digo alguém refiro-me à tua mãe, que eu e o Stephan somos amigos.
- Ela também é tua mãe. E vocês não são amigos!
- Isso de ela ser minha mãe não sei, e não vou dizer mais nada quanto a isso. E sim nós somos amigos.
- Amigos especiais, porque tu não vais ter com o Francisco todas as semanas.
- Também não vou ter com o Stephan todas as semanas.
- Não vais porque não podes.
- Sim isso é verdade. – disse antes de me levantar e de me dirigir ao quarto.
Deitei-me já com o pijama vestido e mandei uma mensagem ao Stephan.
Já desespero para o voltar a ver, acho que não aguento nem mais um dia, mas eu não posso tenho a consciência disso, tenho aulas tenho a minha vida cá em Portugal e não sei como passar por isto tudo.
Agarrei-me bem à minha almofada, fechei os olhos, quem me dera voltar aquela noite em que tinha o cheiro dele naqueles lençóis, naquela cama, naquele quarto.


***
Passou uma semana desde aquele jogo, feio dia 6 de novembro que está hoje, estes dias têm passado tão devagar.
O Salvador foi para Paris na quarta e voltou ontem, mas ainda não pôs os pés em casa, o Afonso têm-me deixado sozinha estes dias, por isso tem sido uma seca. Na escola as coisas também não têm andado nada animadas, ganhamos as eleições da associação de estudantes, o que é normal porque só havia a nossa lista.
Já era fim de tarde e estava na sala já de pijama com uma taça de  chocapic, quando o Salvador entra.
- Sabes? – sentou-se ao pé de mim.
- Não, não sei, tu ainda não me disseste nada.
Ele ia falar, mas eu interrompi-o, havia um assunto a falar e era agora.
- Olha lá oh Salvador! Temos que falar, que conversa foi aquela de teres ido para Itália ter com uma gaja?
- O que é que estás a dizer?
- Tu não me enganas oh miúdo! Quem é ela?
- Ninguém! – disse aquilo com uma convicção meu Deus.
- Mentes pior que o Afonso devias ter vergonha!
- Rita tu tens uma moral para falar, foste para Itália ter com quem?
- Com o meu namorado!
Sim eu acabei de dizer ‘’ o meu namorado’’, não acredito que o disse, saiu-me assim sem querer. Mas nem soou mal, o meu namorado, a única coisa que não me agrada é o compromisso que isso implica, namorados implica distância por vezes, mas eu quero-o como meu namorado sem distâncias.
- Isso já anda a evoluir! Já admites que são namorados.
- Nem penses! Nada de mudar de assunto. É loira?
- Não, mas o que é que isso interessa?
- Muito! Interessa muito! Quando é que a conheço?
- Rita, percebe ela é minha amiga.
- Então há mesmo uma ela!
- Há.
- Sei que mais tarde ou mais cedo a vou conhecer, mas agora preciso da tua ajuda!
- Para quê?
- Eu preciso de estar com o El.
- O que é que eu tenho a ver com isso?
- Preciso de ti maninho, preciso assim de uma coisa.
- O quê?
- Itália e eu, este fim-de-semana.
- Eu falo com os pais.
- Falas mesmo?
- Falo mesmo.
- E vais comigo?
- Não, lamento mas vais ter de ir sozinha.
- Está bem.
- Sabes que ele tem jogo dia 11?
- Sei mas é ás duas da tarde, consigo passar tempo com ele.
- Sabes que é jogo com a Fiorentina e são capaz de levar uma goleada?
- Isso a mim não me interessa, interessa que vou estar com o Stephan.
- Nunca te pensei voltar a ver assim!
- Assim como?
- Assim, apaixonada!
Sorri, sim ele conseguiu trazer a Rita de volta, a Rita sem medos, a Rita apaixonada, a Rita solta.
- Obrigada Salvador, por tudo, por tudo mesmo.
Passei mais algum tempo com ele, ali na sala.
No fim de jantar enfiei-me no quarto precisava de falar com o Stephan sem interrupções como a entrada do Afonso no quarto no outro dia.
Passado pouco tempo já estava com a imagem dele á minha frente e a ouvir a voz dele.
- Sabes? Amanhã faz um mês que nos conhece-mos. – disse ele.
Que sorriso que se formou na minha cara, ele não se esquece, ele contou os dias desde que nos conhece-mos, eu percebo que sou importante para ele, sinto mesmo. Quero tanto voltar a estar com ele, quero tanto abraçar-me a ele, quero tanto ser a pequena dele.
- Contas os dias?
- Conto tudo, e acredita que não gosto de matemática, mas sim eu conto tudo, há oito dias que disseste a primeira vez que me amavas.
Será que foi tão marcante para ele como foi para mim? Aquele amo-te que eu disse aliviou muita coisa em mim, fez me ter certezas, certezas que ele é muito importante para mim, e que eu o amo…sim é a melhor palavra eu amo-o. E ele lembra-se do dia em que eu o disse pela primeira vez, contou os dias.
- Sabes eu conto é os dias, as horas para estar novamente contigo?
- E vai demorar muito?
- Deixa-me fazer contas, bem daqui umas 72 horas já devo estar nos teus braços. – olhei para a cara dele, estava a pensar mas não estava a lá chegar – Stephan, Stephan não penses muito! Dia 9 vou para aí.
- Vens? – um sorriso lindo formou-se na cara dele.
- Vou, e ai de ti que me deixes pendurada no aeroporto, juro que te mato.
- Eu nunca deixaria a minha princesa à espera nem vou deixar. Sabes que te amo?
- Tenho assim uma ligeira ideia disso, acho que já me disseste isso uma ou duas vezes.
- Não sei se vou dizer muitas mais vezes!
- Então porque?
- Depois ficas convencida!
- Quem é que não fica convencida de ter assim o rapaz mais perfeito do mundo a dizer que a ama?
- Sabes ele diz esse amo-te á rapariga mais especial do mundo..
- Tenho inveja dela.
- E eu tenho inveja dele.
- São assim o casal mais fofo do mundo.
- Achas que ela os vê como casal?
- Acho que ela lá no fundo sabe que são um casal, um casal lindo.
- E ela gosta de os ver como casal?
- Ela ama.
- Ele ama-a a ela. – disse o Stephan.
- E ela ama-o a ele.
- E eu amo-te a ti.
- E eu também te amo.

***
Finalmente instalada naquele avião, agora são só umas duas horas e meia mais ao menos até chegar a Itália.
 Estava ao pé da janela e tinha uma rapariga ao meu lado. Era bonita, morena e com uns olhos mesmo lindos, tinha aparência de uma rapariga nova.
Olhei para o telemóvel e tinha uma mensagem do Stephan, a dizer que me ia buscar e claro no fim disse que me amava, nunca a palavra amar teve tanto significado para mim. Passei a mão pelo ecrã do telemóvel onde estava uma foto dele, sussurrei um ‘’ti amo’’.
- Italiana? – Perguntou a rapariga que estava ao meu lado.
- Portuguesa – respondi.
- Oh, eu também– sorriu-me – Francesca.
- Rita. – Respondi – nome italiano?
- É, mas bem portuguesa. Amizades em aviões não sei se é possível mas não custa tentarmos!
Ri-me com a afirmação dela, porque não? Parece tão simpática, e tenho a certeza que é.
- Tens cara de novinha, de certeza que se és portuguesa não vives em Milão!
- Tenho 17 anos, e vou visitar uma pessoa, e tu?
- Eu vivo mesmo em Milão, vim visitar a minha família, e agora volto para casa.
- De onde é que és?
- Braga e tu?
- Coimbra, mas a viver em Setúbal.
- És gira! Aposto que há Italiano á tua espera! E por essa cara estás mesmo apaixonada.
- Fazes mesmo o quê em Milão?
- Sou jornalista.
- Começo a achar que devias ter ido para psicóloga.
 A conversa alongou-se até chegarmos a Milão, a Francesca era divertida e senti que podia partilhar tudo com ela, apesar de a ter conhecido á pouco mais de uma hora, ela conseguiu que eu confiasse nela, e ela em mim. Partilhamos de todo o tipo de assuntos. Não lhe falei o El apenas porque é um assunto complicado, porque há um ‘’nós’’, essa palavra que apesar de tudo, ainda me mete um pouco de confissão.
Quando saímos do avião fomos as duas buscar as malas e continuamos a falar, despedi-me dela minutos depois, para de seguida ir á procura do El.
De longe mirei a silhueta dele, mesmo estando escuro aquela crista é inconfundível.
Ele estava de costas quando cheguei junto a ele, poisei a mala com cuidado no chão e tapei-lhe os olhos.
- Esse teu cheiro é inconfundível oh princesa!
Tirei-lhe as mãos dos olhos e ele virou-se para mim agarrando-me pela cintura. Beijou-me, que saudades daqueles beijos, desesperei tanto para que este dia chegasse e agora tê-lo aqui ao me lado é tão bom.
Agarrei-me ao pescoço dele, e ele continuou com as mãos dele na minha cintura.
- Eu amo tu – disse-lhe.
- Não gozes com o meu português menina Rita! Eu quando disse isso não sabia o que estava a dizer.
- Foi lindo á mesma, as calinadas que dás no português dão-me uma certa vontade de rir.
- Não te rias de mim, que o teu italiano é horrível.
- Ah, não insultes o meu italiano!
- Ti amo – disse-me dando-me um grande beijo.
- Eu também amo tu.
Rimo-nos os dois, e continuamos aos beijos.
- Stephan? – ouvi chamar.
Olhei para o lado e vi a loira que á um mês e uns dias me estragou a noite quando se agarrou ao Stephan.
- O que é que ela está aqui a fazer? – perguntei.
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Olá, bem aqui está ele o 14º
Peço desculpa por ser mais pequeno que o normal, e estar um bocado atrasado ao normal.
Se não conseguir publicar nas próximas semanas, compenso-vos no Natal (:  sim porque só falta um mês.
Beijinhos,

Mahina

6 comentários:

  1. Olá!
    Já lá vão 14 capitulos e sinto que ainda ontem te dizia para publicares, para não teres medo, para seguires em frente. Não sei se deva...mas sinto-me culpada por tudo estar a ser publico, por tudo estar a ser dado às outras pessoas.
    Conhecemo-nos à quase um ano e há cerca de quatro meses me revelaste que escrevias. Deveria estar a comentar o capitulo em si, mas já lá vou. Hoje estou carente e tenho de te dizer umas quatas coisas. Vai testamento e lista:
    1- Amo-te como se fosses do meu sangue, como se te tivesse na minha vida desde que nasci. Podes ser mais nova que eu, podemos ter ainda uns aninhos de diferença mas não os sinto. Esqueço-me disso e parece que temos a mesma idade. Quero-te para sempre na minha vida, quero abraçar-te, dar-te montes de beijinhos, rir à gargalhada até que me doa a barriga. Quero-te!
    2- El & Rita será sempre El & Rita. Irei lembrar-me deles quando for velhinha e nunca, mas nunca esquecerei este capitulo. Porque? Porque simplesmente eles...são perfeitos e aquela chamada? Foi épica e nada a mudará! Ele são a minha inspiração, juro-te. Eles (TU!) inspiram-me todos os dias! Isto hoje inspirou-me taaaaanto! «- Acho que ela lá no fundo sabe que são um casal, um casal lindo.// - E ela gosta de os ver como casal? // - Ela ama. // - Ele ama-a a ela. – disse o Stephan. // - E ela ama-o a ele. // - E eu amo-te a ti. // - E eu também te amo.» INSPIRAÇÃO EM TUDO! EU AMO-OS e não só a eles e tu sabes que me refiro às nossas conversas.
    3 - Raio da Giulia vem aí..filha de uma grande p***! Bruxa...já te disse que não suporto a fronha dela? E que não a suporto ver agarrada ao meu extra? Acho que já mas fica aqui dito! Odeio loiras! Sobretudo esta italiana de um raio.
    4 e só para terminar- QUERO MAIS E MAIS CAPITULOS!

    Te quiero Mahina de mi corazón!
    Besos.
    Ana Patrícia Moreira.

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  2. Olá :) Tudo bem?
    Bem, o que é que hei de dizer? Não tenho muito para te dizer, eu sou péssima com palavras, por isso, vou ser breve: Amo a tua fic, a tua escrita e este capitulo (obviamente) que não foi exceção...
    Adoro o casalinho El & Rita <3 <3 <3 Eles amam-se e amo vê-los juntos :P
    A loira outra vez? Mau mau Maria...
    E queria te fazer um pedido: ESCREVE MAIS POR FAVOOOR, estou ansiosa por ler o próximo capitulo. Escreve mais e rapidinho, pleaseeeeeeee
    Bem, e acho que está tudo dito: Amo a fic e quero mais :D

    Beijinhos,
    Joana

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  3. Olá!
    jewngskdjfzhcknjamszbhfcv,csdg,xb *-* que fofos!
    Aquela conversa deles foi taooooo fofa, babei!
    E a Francesca? Nao é loira, tal como a rapariga que deixou o Salvador apanhadinho...
    E a loira o que quer?? Que nao venha com coisas, porque sao so dois diazitos e com jogo pelo meio -.-
    Espero o proximo!

    Beso
    Ana Santos

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  4. Oláaaa

    Fantástico ..... Que venha o próximo :)


    Beijinhos


    Catarina

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  5. Próximoooooooooooooooooooooooooooooooooooooo sff *.*
    bjs

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  6. Olá!
    Mais um capítulo que eu amei! Como todos os outros que já publicaste até agora!
    Como já tinha lido e não comentado...agora decidi fazê-lo mas vou ser breve.
    Amo as conversas da Rita com os irmãos! O salvador foi um querido em ajudar a irmã para ela poder ir ter com o El!!
    E depois aquela conversa entre o El e a Rita *_* ai ai que lindos! Aquela frases deles mataram-me! Eles são perfeitos um para o outro!
    Depois gostei muito daquela rapariga que a Rita conheceu no avião, era muito simpática!
    Ai amei tanto o reencontro deles e ela a gozar com o português dele! Agora o raio da loira que é que faz ali?? Ela que desapareça! Fogo!
    Quero que o casalinho possa aproveitar os poucos dias juntos!
    Por isso que venha o próximo! Continua que eu amo o que escreves!
    Beijinhos,

    Sofia

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