domingo, 3 de novembro de 2013

11º Capitulo «A maior prenda que me podiam oferecer está no meu quarto.»

- Não, não. Fica aqui, que eu vou ver quem é.
Saiu da cama, e estava sem crista, ficava cá com um ar de menino de coro. Deu-me um beijo e ia sair da porta de boxers.
- Mais um bocado e vais nu não?
- Áh pois é!
Foi até o sofá que tinha um monte de roupa, tirou uns calções e uma camisola, vestiu-se e foi-se embora, para o andar de baixo.
Tapei-me e enfiei a cabeça no meio das duas almofadas. Que rapaz mais descarado que eu fui arranjar, ir abrir a porta de boxers.

(Stephan)

Desci as escadas e fui até á porta, abri e vi o meu irmão, o chato do meu irmão.
- Tanti Auguri maninho.
- Obrigada. – chegou-se perto de mim – nem penses que me vais dar dois beijinhos. Guarda isso para a Giulia.
- Fazes anos! 20 anos.
- Pois é. E vais pensar ficar aqui muito tempo?
- Quem é que engatas-te agora? Loira, morena ou ruiva?
Talvez se ele me disse-se o que disse agora á uns dias não me devia ter afetado muito, mas hoje aquilo que ele disse, deixou-me mal. Mal por saber o que o meu próprio irmão pensa de mim. Pela pessoa que eu era.
- Manu, não há mais loiras, nem morenas nem ruivas. Há apenas uma morena a minha única morena.
- Tu assentaste! Foi preciso fazeres 20 anos para isso?
- Cala-te e vai-te embora, ela não te precisa de conhecer. Não hoje, não agora, nem nunca.
- Precisa pois, e até acho que vai ser agora.
Olhei para onde ele olhava, era ela cabelo despenteado, pijama mas sempre perfeita. Olhava para mim, com cara de não saber o que fazer.
Fui ter com ela e peguei-lhe na mão, trouxe-a para ao pé de mim e abracei-me a ela.
- Este é o meu irmão, o Manu – disse-lhe enquanto lhe dei um beijo na bochecha. – ele percebe pouco de português.
- Olá, eu sou o Manuel mas tudo me trata por Manu.
- Ela não deve ter percebido nada do que tu disseste – disse.
- Percebi – respondeu ela, em Italiano. – O meu italiano é fraco, mas ainda percebo alguma coisa. Eu sou a Rita.
- Já tenho cunhada e tudo, eu tenho namorada chama-se Giulia.
- Eh pá mas o que é que lhe interessa se tens namorada ou não?
- Não sei, agora que me conheceu pode estar interessada mais em mim que em ti.
- Sogni! (sonha) – disse ela, o que me surpreendeu.
O meu irmão olhou bastante sério para ela, isto é uma das mil e uma coisas que gosto nela, o facto de dizer o que lhe vai na cabeça sem se importar com os outros.
- Eu vou voltar para a cama tenho sono. – disse em português pelo que o meu irmão pouco percebeu.
- Vai, já lá vou ter contigo. – dei-lhe um beijo na bochecha e larguei-lhe a mão, e ela subiu para o quarto. Que vazio.
- Eu acho que ela não gosta de mim – disse o meu irmão.
- Arrivederci, Manu. – ouvimos lá de cima.
- Ela não tem que gostar de ti!
- Tem sim, temos que ter uma boa relação.
- Cala-te, vai mas é ter uma relação com a tua casa que da minha já devias ter saído á muito tempo.
- Fazes anos!
- Tens alguma prenda para mim?
- Não.
- Então adeus! A maior prenda que me podiam oferecer está no meu quarto. E eu vou para lá, até porque tenho sono.
- São 3 e meia da tarde! O que é que vocês andaram a fazer á noite?
- Aquilo que tu não fazes! – olhou para mim – Dormir! Mas não chegou, vá vai-te lá embora.
- Pronto está bem , eu vou mas vou voltar.
- Adeus!
Quando finalmente me livrei dele fechei a porta. Agora sim ia ter com a minha pequenina.

(Rita)

Voltei para cima, no fim daquela mini apresentação ao irmão dele. Por incrível que pareça não me senti nervosa nem estranha, senti-me apenas normal. Só que agora sinto a falta, a falta dele, mesmo estando ele no andar de baixo á mínima distância sinto-me perdida. Não sei para onde me virar, não sei o que fazer, apenas me sentei na cama, na esperança de ele aparecer e me tirar deste estado.
Apareceu passado uns minutos.
- Desculpa, aquele meu irmão.
Eis então que renasci, um simples toque, uma simples palavra dele faz com que eu volte ao meu estado normal. Levantei-me e fiquei á frente dele.
- Não te preocupes, ele até parece simpático.
- E chato.
- Não digas isso do teu próprio irmão, eles são assim as melhores coisas da nossa vida.
- A melhor coisa da minha vida és tu.
- El…
- Rita…
As mãos dele foram parar á minha cintura, a diferença de alturas é enorme o que me faz sorrir, ele é mesmo grande ou eu é que sou demasiado pequena. Puxou-me para bem perto dele, e ficamos mesmo perto um do outro sem distâncias que nos separassem, eramos só os dois sem distâncias entre nós. Tê-lo assim tão perto de mim é uma sensação maravilhosa, tudo o que ele desperta em mim é maravilhoso, não sei se vai continuar a ser tudo assim, maravilhoso, mas por enquanto é, e o melhor quer tenho a fazer é mesmo aproveitar.
- És perfeita.
Quando disse aquilo, senti-me a rapariga mais feliz do mundo, será que o sou? Ser, posso até nem ser mas ele faz com que eu me sinta a pessoa mais amada, mais acariciada e a pessoa mais especial do mundo.
             Ele sorriu, e eu sorri. Encosta-mos as testas.



Nestes momentos pergunto-me como é que uma pessoa em tão poucos dias fez-me tão feliz, coisa que não era á muito tempo.
Ele trouxe a Rita divertida, a Rita louca e o mais importante de tudo ele trouxe a Rita apaixonada, Rita essa que ficou cá dentro, bem guardada num canto durante bastante tempo.
Ainda não acredito o quanto ele é especial, o quanto ele me faz sentir bem, quero tanto agarra-lo e leva-lo para casa, como uma criança com um brinquedo, quero aperta-lo contra mim, ficar com ele, cuidar dele e nunca ficar sem ele.
Foi preciso algo muito forte, para logo na nossa primeira conversa no nosso primeiro toque eu ter sentido algo tão...especial. Pensei sempre que fosse preciso um ‘’milagre’’ para eu me voltar a apaixonar, e parece que ele conseguiu fazer esse ‘’milagre’’.
- És tipo…- faltavam-me as palavras.
- Um anjinho caído do céu.
- Não, não mesmo, de anjinho não tens nada!
- Tenho sim!
- A onde?
- Isso agora…tens muito tempo para descobrir.
Descobrir, pois sim, ele de anjinho não tem nada o que se prova facilmente quando mantém as mãos dele no meu rabo desde que estamos mais próximos e tenho a certeza que não demorará muito até me apalpar, já que anda a passear com as mãos entre as minhas costas e o meu rabo, mas Rita não é Rita se não fizer igual ou pior.
As minhas mãos foram parar aos calções dele, mesmo ao rabo dele. Olhou-me espantado, ele já devia saber que eu não sou de me deixar ficar atrás, não com este tipo de provocações.
- Tu até és bem constituído!
- Só assim por a caso tu também!
- Olha lá eu estou-me a referir á constituição mesmo do corpo.
- Então e eu também – sorriu e apalpou-me – esses teus glúteos.
Sorri, e abanei a cabeça, ele é sempre o mesmo, que lata que ele tem.
Os nossos corpos parecem que têm íman, melhor do que isso é mesmo as nossas bocas que têm a necessidade de estar coladas a maior parte do tempo.


***
Cheguei ao quarto dele, já vestida. Entrei na casa de banho e ele continuava no mesmo sítio de á bocado. Eu já tinha tomado banho, já me tinha vestido e ele continuava no mesmo lugar, em frente ao espelho de boxers a compor o cabelo a única diferença é que já tinha tomado banho, coisa que se nota bem porque está todo molhado nas costas.
- Tu costumas chegar atrasado aos treinos certo?
Olhou-me, e percorreu-me de alto a baixo com o olhar.
- Como é que sabes?
- És pior que as mulheres! Eu já tive tempo de tomar banho, de me vestir de me pentear!
Olhou outra vez para o espelho, continuava a compor a crista.
- Isto hoje não consegue ir ao sítio!
Percorri as gavetas daquela casa de banho, e ele continuava fixado naquele espelho. Finalmente eu encontrei o que queria, uma tesoura.
- Se quiseres eu consigo pôr-te isso no sítio.
- Nem penses! – afastou-se logo de mim – Rita!
- Anda lá, deixa-me cortar, só um cabelo! O meu sonho sempre foi ser cabeleireira.
- Olha que engraçado, eu nunca gostei de ir ao cabeleireiro!
Eu estava mesmo numa de gozar com ele.
- Oh El, por favor! Eu só corto um cabelo, quero uma recordação tua.
- Eu dou-te assim uma fotografia muito grande, e poes num quadro!
- Não quero um cabelo!
Eu já andava atrás dele pela casa, as nossas figuras eram um pouco más, ele estava só de boxers e eu atrás dele com uma tesoura.
- Stephan! – gritei, ele já tinha desaparecido.
Desci as escadas e não o encontrei na sala, que agora vista de manha bem, era bem gira.




A casa dele era bonita, e tinha vidraças, o que dava para ver o lindo dia que estava, estava sol, mas o frio sentia-se ainda.

Sai pela porta e dei um passei-o ca por fora, a piscina ainda estava com água em pleno Outubro. A casa dele era mesmo linda, típica casa de jogador de futebol.




Apareceu atrás de mim já vestido, deu-me um beijo no pescoço e eu elevei a tesoura que ainda tinha na minha mão.
- Rita! – afastou-se de mim.
- Achas que eu algum dia te ia cortar o cabelo? O que gostei mesmo foi de ver a tua cara de assustado!
- És mesmo má!
- Tens uma casa muito gira.
- Decorada pela minha mãe.
Agarrou-me por trás, e ficamos ali em frente á casa.
- É o teu dia de anos, não era suposto estares com os teus amigos e com a tua família?
- Tenho todo o tempo para estar com eles, contigo é que não.
- A sério! Eu estou a falar a sério.
- Com a minha família estou amanha á tarde e á noite, com os meus amigos estou hoje no jogo.
- Stephan, ouve, não me vejas como impedimento para alguma coisa que queiras fazer, tu fazes anos e de certeza que queres estar com os teus amigos.
- Não te importavas se eu os trouxesse cá para casa?
- Claro que não. Eles devem achar estranho eu estar cá, mas eu não me importo.
- Obrigada.
- De quê?
- De ser como és.
Deu-me a mão e voltamos para dentro. Decidimos comer um lanche, visto que as horas já estavam bem adiantadas.
Enquanto ele foi para a cozinha, o meu irmão ligou-me.
Disse-me que ia ver o jogo, e que queria que eu fosse com ele, mas não disse nada mais. Algo não bate certo, há alguma coisa que me está a falhar aqui.
- Vou ver o jogo com o meu irmão.- disse-lhe entrando na cozinha.
Ele estava de avental a fazer não sei bem o quê.
- Que bom, se eu marcar, coisa que de certeza que vai acontecer!
- Estás com muita fé!
- Vais ver que vou marcar, e é para ti.
- Sem corações!
- Sem corações.
- És tão única Rita.
Ele estava com um sorriso enorme na cara, sorriso esse que é simplesmente perfeito, chegou perto de mim e beijou-me




Ouvimos a tosse de alguém, isto mais parece um filme interromper o nosso momento romântico.
Afastamos as nossas boca e olhamos para o lado, cá estava o rapazito outra vez.
- O que é que estás aqui a fazer? – perguntou-lhe o Stephan.
- Tenho a chave!
Eles iam falando em italiano, umas coisas eu percebia melhor outras pior mas entendia maior parte.
- E porque razão tens tu a chave da minha casa?
- Tu deste-ma!
- Não devia estar bem nesse dia!
- Mas tu estás bem em algum dia?
Bem, isto de bocas de irmão para irmão faz-me rir tanto.
- Olá Rita!
Pronto, outro que não sabe dizer o meu nome, um dia quando tiver paciência para isso eu ensino-lhe. Mas como é que ele sabe o meu nome?
- Como é que sabes o nome dela? – perguntou o Stephan.
- ‘’És tão única, Rita’’ – disse a gozar completamente, que mania que esta gente tem de carregar nos i’s , saiu um ‘’ és tão uníca ‘’
- Que lata! – disse eu – ouvir atrás das portas!
Disse aquilo em português, e o Stephan fez o favor de traduzir.
- És a primeira namorada do meu irmão! Tenho que verificar se não és uma coisa do outro mundo.
- Ela só é uma coisa do outro mundo, no sentido de ser perfeita.
***
Estava com o meu irmão nas bancadas do estádio, estava prestes a acabar o jogo. Estava 1-0 o jogo com o Génova, o Stephan marcou aos 77 minutos, o que me fez sorrir bastante, e ficar muito contente por ele.
O meu irmão mandou uma boca: ‘’ Olha o teu namorado marcou’’, já lhe disse várias vezes que ele não é meu namorado, mas ele insiste no mesmo, diz que não tarda muito vamos ser namorados.
Durante o jogo tentei arrancar informação do meu irmão o que não resultou muito, disse-me que tinha vindo para Milão por causa do trabalho, mas eu conheço-o sei que há mais alguma coisa, eu sei que sim.
Passados uns bons minutos, que estes rapazes são piores que mulheres, fomos ter com o El. O Salvador deu os parabéns ao El , e deixou-me com ele, disse que estava cansado e que ia para o hotel, ele anda muito estranho.
Quanto estávamos sozinhos deu-me um beijo e entramos no carro.
Falamos do jogo a maior parte do tempo até chegarmos a casa.
- Qual é a sensação de marcar um golo? – perguntei.
- Deu-te para o jornalismo?
- Deve ser veia que tenho, o meu irmão deve-me ter passado.
Olhou para mim, sorriu e voltou a olhar para a estrada.
- Sabes é uma sensação que não tem explicação, principalmente quando acontece o que aconteceu desta vez, dar a vitória. Quando marco um golo que dá a vitória ao Milan, é uma experiência única.
- Se não tivesses vindo para esta profissão o que é que tinhas seguido?
- Economia.
- Economia? – Perguntei espantada – tu? Economia?
- Espantada? – Perguntou
- Muito, não é uma coisa que eu ligasse a ti.
Continuamos a conversa, falar sobre mim, falar sobre ele.
Passado pouco tempo chegamos a casa dele.
Demorou pouco tempo, até a casa ser invadida por rapazes.

(Stephan)

Ter marcado aquele golo, foi algo fantástico, e estar com ela aqui, é mais fantástico ainda.
Nunca pensei que ela concordasse em trazer os meus amigos com ela cá, vai haver muitos comentários sei que sim  mas ela pouco se importa com isso.
Ela estava no sofá, estava a falar com a Erika, a namorada do Mattia, e eu estava ao pé de alguns dos meus amigos.
- Quem é a rapariga?– Perguntou o Prince.
- É minha amiga. – Respondi.
- Então se é tua amiga, eu posso ir lá ter com ela, quem sabe se também não podemos ser amigos!– disse o Niang.
- Atreve-te! – Disse-lhe – Olha que eu tenho frigideiras na cozinha!
- É amiga é! Diz que sim!
- É uma amiga especial. – Disse.
- É gira a miúda! Que idade é que ela tem? – perguntou o Prince.
Vi-a aproximar-se e respondi rápido.
- Mas não é para ti! Tem 17 anos.
- Qualquer dia acusam-te é de pedofilia!
Olhei para o lado para tentar perceber se ela tinha ouvido, e ela estava com a mesma cara do que eu, assustada e petrificada. O tempo parou ali.

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Olá meninas ^^
Nunca é demais agradecer os vossos comentários, um grande OBRIGADA :)
Espero as vossas reações :)
Beijo,
Mahina 

5 comentários:

  1. Olá olá olá!
    Cada vez fico mais surpreendida com os teus capitulos. Vais-me dizendo coisinhas e eu começo a fazer os meus filmes, mas saem sempre ao lado. Inseguranças em relação a este capitulo porque!? o.O
    Sinceramente não vejo onde possam existir. Mostras o lado do El e o quão especial ela é para ele, babei completamente. E o Manu...bem esse já conhecemos de ginjeira e foi mais um momento à la Manu *-*
    Desculpa a sinceridade mas o capitulo está LINDÃO <3
    Agora...esta última parte espero bem que não haja danos culaterais porque pedofilia...NÃO! É de livre e espontanea vontade dos meninos andarem um com o outro.

    Espero o próximo mi amore <3
    Besos.
    Ana Patrícia Moreira.

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  2. Olá!
    Ai cada vez gosto mais disto!!! Parece impossivel mas é a verdade! Ja tinha comentado que se continuasses a escrever como tens escrito, ia ser uma historia espetacular e nao me estas a desiludir nadinha!
    Adoro estes dois, picam-se, mimam-se, surpreendem! Adoro! sao diferentes dos casais que se costuma ler, sao unicos!
    E este Manu? Um pouco inconveniente nao? A Rita devia ensina-lo a dizer o nome dela, so mesmo numa de o chatear um pouco ahahahah
    E o Salvador? Hum isto tambem nao me esta a cheirar la muito bem!
    Pedofilia? Epá calma! A idade nao é aos 16? Eu nao sei, mas isto ja esteve com melhor cara!
    Espero o proximo, guapa!!!

    Beso
    Ana Santos

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  3. Olá...gostei muito e espero pelo próximo sff bj

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  4. Oláaaaa


    Ameiiii :)))



    Sabes quem é a dona desta fic : http://uma-noite-sem-ti-uma-noite-sem-amor.blogspot.com/ queria contactar com ela para puder seguir a fic :)


    Beijinhos


    P.S : Sigo

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