sexta-feira, 27 de dezembro de 2013

18º Capítulo « (..) a miudita pode virar mulher e depois acredita que não vais querer saber o que vem a seguir »

É na verdade impressionante como uma simples frase, meia dúzia de palavras podem mudar tudo, todos os nossos planos, em escassos segundos tudo o que estava planeado vai a baixo. De um momento para o outro tudo mudou com aquela simples frase dita pelo Salvador, além de ter mudado o sítio onde vamos passar o Natal mudou uma coisa mais importante…o facto de o Salvador ir viver para Itália faz-me crer que mesmo que eu não queira, agora há algo que me vai ligar para sempre ao Stephan, há mais uma razão para a nossa relação existir, há algo que me vai unir a Itália além dele, mesmo assim continuo-me a questionar em relação a muita coisa. ‘’O que é amar?’’ tenho-me questionado várias vezes mas nunca cheguei a uma resposta…concreta. Cheguei a algumas conclusões quando alguém se apaixona o que a atrai mais no sexo oposto é o olhar, não digo que não o olhar do Stephan é de todo cativante prende-me a ele era capaz de o olhar durante horas sem me cansar, depois quando se começa a amar alguém o que atrai mais é o caracter, se atrai…o que eu vi nele? Apenas aquilo que não vi nos outros todos.
Depois a distância é o que mais me assusta, como dizem quem inventou a distância não sabia o que era a saudade. Por vezes acredito que já passei a fase da paixão, mais rápido que o normal. Se estivesse apenas apaixonada por ele com a nossa separação a ‘’chama’’ ia acabar por se apagar aos poucos, ia acabar o meu interesse por ele mas não foi isso que aconteceu, não é isso que está a acontecer, demos um tempo mas não foi por isso que o meu amor por ele foi ficando mais fraco, a verdade é que cada vez aumenta, cada vez sinto mais a falta dele cada vez tenho mais necessidade daqueles beijos daquela segurança que só ele me dá.
Olhei novamente para aquele relógio que permanecia naquela parede da sala, marcava 3:25 da madrugada.
- Estás…bem? – Perguntou a minha mãe sentando-se ao meu lado.
- Estou – disse limpando aquela pequena lágrima que tinha caído.
- Estás…ansiosa?
- Não sei se ansiedade é o nome adequado para o que estou a sentir.
- Então?
- Tenho medo, muito medo, não sei o que ele sente não sei como é que ele está percebes?
- Vai correr tudo bem – assegurou-me.
- Quando é que vocês vão?
- Vamos domingo à noite, dia 23. O teu pai tem coisas a fazer e vamos mais tarde.
- Não sei se me aguento tanto tempo em Itália com o Salvador e o Afonso.
- São poucos dias ora vais amanhã dia 19 e nós chegamos dia 24, porque no dia 23 já não nos devem ver, 5 dias aguentam-se bem e sempre podes fugir para casa do rapaz da crista.
- Mãe é Stephan o nome dele.
- Não era El ‘’Shaatewy’’? - foi impossível não me rir com o que ela disse, e ela apercebeu-se e riu-se comigo.
- Mãe! Shaa-ra-wy. – Soletrei ainda a rir-me.
- Então foi o que eu disse! El ‘’Shaatewy’’. – Ri-me novamente – quem te manda arranjar um namorado com um nome tão complicado?

***

- Sabes? Eu acho que a conheço de algum lado!
- Não conheces nada!
- Conheço sim, eu lembro-me dela mas não assim.
Já estávamos no avião, antes tinha estado com a Francesca e tinha-a apresentado ao Afonso.
- Como é que a podes conhecer? Ela é de Braga.
- Rita a sério que eu a conheço, não de agora mas eu lembro-me dela.
- Andas a sonhar é que só pode.

***

- Aqui o mestre sou eu! – Disse o Afonso.
- Só ganhas-te porque eu me distraí. – Desculpou-se o Salvador.
- Olhem lá e que tal sairmos desta casa não?
- Onde é que queres ir?
- A algum lado!
- Correção – disse o Afonso – a algum lado frequentado por El Shaarawy.
- Que piada!
O Afonso saiu da sala e eu aninhei-me mais à manta o Salvador sentou-se no sofá ao meu lado.
- Estou admirado, ainda não foste ter com ele.
Os meus irmãos continuam a achar que está tudo igual e sinceramente não vale a pena contar-lhes porque sei que tanto um como o outro vão-se virar contra o Stephan sem razão.
- É – respondi.
- Rita…- olhei para ele – ele não sabe que tu estás cá pois não?
- Não.
- Mas está tudo…bem?
- Acho que sim.
- Eu acho que não.
- Salvador…podemos apenas sair?
- Sim, podemos.
- Eu vou-me vestir.
Peguei na manta e fui subindo devagar as escadas. Atirei a manta para a cama e olhei-me ao espelho tinha um aspeto mesmo assustador. Fui penteado o cabelo à frente do espelho. Tinha uma necessidade de cantar baixinho aquela música.

Heart beats fast [Coração bate rápido]
Colors and promises [Cores e promessas]
How to be brave [Como ser corajosa]
How can I love when I'm afraid to fall [Como posso amar quando tenho medo de cair]
But watching you stand alone [Mas vendo-te ficar sozinho]
All of my doubt suddenly goes away somehow [Todas as minhas dúvidas desaparecem de repende de alguma maneira]

One step closer [Um passo mais perto]

I have died every day waiting for you [Eu morri todos os dias esperando por ti]
Darling, don't be afraid I have loved you [Querido, não tenha medo eu amei-te]
For a thousand years [Por mil anos]
I'll love you for a thousand more [Eu te amarei por mais mil]

Poisei a escova e voltei a olhar para o espelho, consegui ver o reflexo do Salvador que estava à porta.
- É só…vestir-me. – Disse-lhe.
- É isso não é?
- Isso o quê?
- Tu tens medo Rita, estás a ficar assustada porque percebeste que o Stephan não está só de passagem.
- Ele é importante, mais importante do que alguma vez pensei que ele pudesse vir a ser.
- Isso assusta-te?
- Muito. Estou em território desconhecido não sei se devo reagir nem sei como reagir.
- E já pensaste em dizer-lhe que estás aqui em Itália.
- Não sei se o devo fazer.
- Não te conhecia tão insegura.
- Eu não sou insegura é esse o problema Salvador, há uns meses atrás era tudo tão diferente eu não pensava muito antes de dizer fosse o que fosse, agora eu penso e muito porque qualquer coisa que faça ou diga pode arruinar tudo. É esse o meu medo que tudo se acabe antes de mal ter sido construído.
- Não podes viver com esses medos Rita, livra-te deles por ti e…por ele.
- Tu não tens…medo?
- Por experiência própria digo-te que o medo…estraga tudo. – Quando acabou de falar o seu olhar estava totalmente distante.
- Há algo que eu não sei mas que deva saber?
- Apenas percebe que o medo estraga muita coisa, por isso não o tenhas.
- Vou tentar.
- Agora veste-te que estamos há não sei quanto tempo para sair de casa.
- Calma que eu já desço.

***

(Stephan)

O treino já tinha acabado, agora era aproveitar o resto do dia que amanhã vamos para Roma.
- O que é que vais fazer à tarde? – Perguntou o Prince.
- O que tenho feito todos os outros dias. – Respondi
- Vais estar com a tua miúda estes tempos?
- Era suposto não era?
- Ui que isso não anda nada animado. Estás mesmo apanhadinho.
O telemóvel tocou, uma mensagem, não tem sido muito habitual nos últimos dias. Tirei-o do bolso e vi que a mensagem era da Rita.

‘’ Já deves saber que o meu irmão veio para Itália. Cheguei ontem e vou andar o resto da manhã por aquele centro comercial muito giro azul e grande, tu sabes qual é. Bacio ‘’


 (Rita)

- Estás à procura de alguma coisa? – Perguntou o Afonso.
- Não…estou só a ver se…
- Fogo isto deve ser de família, é que ninguém mesmo ninguém sabe mentir! O salvador começa-se a rir, tu engasgas-te toda…
- Eh pá cala-te sim? Se vires o Stephan avisa-me.
- Não é muito difícil de o encontrar, quando vires assim um bocado de cabelo espetado para o ar vês o El Shaarawy.
- Oh vamos lá ver, tu não falas mal da crista do Stephan.
- Também já defendes a crista?
- Olha quem está ali! – Disse o Salvador.
- Quem? – Perguntei num impulso.
- O Robinho. Vamos ter com ele.
- Que desilusão, a Rita a pensar que era o namorado.
- O Stephan? Ele está ali!
- Oh pois está. – Disse o Afonso.
- A onde? – Perguntei, esperando por uma resposta rápida.
- Á direita está ao pé do Robinho.
O meu olhar foi direcionado para as indicações que eles me tinham dado, e lá estava ele. Uma sensação inexplicável invadiu-me, foi completamente perfeito como se fosse a primeira, naquele momento foi como se me voltasse a apaixonar por ele. Tive medo que este dia chegasse, mas agora que chegou só tenho vontade de correr para os braços dele e dizer que…ele é muito especial dizer-lhe tudo o que sinto, até ele me mandar calar porque esta farto de me ouvir.
Começamos os três a caminhar em direção a eles, não imaginava assim o nosso reencontro com tanta gente à volta. Quando chegamos perto deles olhei para ele e aqueles olhos olharam para mim e ele sorriu, tinha saudades daquele sorriso que me faz acreditar que nada é impossível. Continuamos a olhar os dois um para o outro o tempo tinha parado ali…mas eu não consegui resistir por muito mais tempo, atirei-me para os braços dele sem ligar muito ao que estava ao nosso redor.
- Tinha saudades tuas – sussurrei nos braços dele.
- Eu também. – Respondeu.
Larguei-me dele mas fiquei com as minhas mãos nas costas dele, olhei para ele e deu-me um beijo na testa.
- Desculpa – disse – fui tão parva, eu não te quero perder.
- Eu também não meu amor.
- Eu não sei se vocês repararam mas a gente está aqui! – Disse o Robinho.
- Guardem lá as declarações para depois. – Disse o Salvador.
- Já cá tenho a minha – disse o Stephan.
- Quem te disse que eu não tenho a minha. – Disse o Salvador.
- Porque é que eu acho que vocês estão a conspirar qualquer coisa os dois?
- São assuntos nossos – disse o Salvador.
- Ui que eles já têm assuntos deles. Nem penses em roubar-me o namorado – disse para o Salvador – e tu muito menos em me roubares o irmão – disse para o Stephan.
Eles riram-se e eu larguei-me do Stephan e fui até ao Afonso.
- Bem, bem apresento-te o teu cunhado mais novo que tem 15 anos mas é maior que eu. Afonso é o Stephan e pronto é o Afonso. – Disse a sorrir.
- Não é muito difícil ser maior que tu, oh princesa – Comentou o Stephan.
- Viram como é que ele me trata?
- Rita, ele não disse mentira nenhuma, és mesmo baixa. – Disse o Afonso.
- Boa! Virem-se contra mim.
- Chora lá um bocadinho. – Disse o Salvador.
Típico, desde pequena que ele me faz o mesmo. Lembro-me de muitas vezes dizer: ‘’ Mãe já não há chocolate’’, aí o Salvador entrava e dizia: ‘’ chora lá um bocadinho’’, já quando era mais velha e entrei para o básico dizia: ‘’ Mãe o teste correu-me mal’’ e mais uma vez entrava o Salvador:’’ chora lá um bocadinho. Conclusão há anos que me faz a mesma coisa.
- Maldito dia em que nasceste!
- Sou o teu irmão preferido! – Disse o Salvador.
- O segundo irmão preferido queres tu dizer. – Concluiu o Afonso que levou tudo a rir.

***

Os dias passaram-se e estive pouco tempo com o Stephan ele teve de ir para Roma ia ter jogo e com isto tudo já estamos em véspera de Natal.
Hoje passamos o dia com os meus pais que vieram ontem. Eu, o Afonso e eles estivemos o dia todo a passear, o Salvador não veio, não sei bem porquê mas bem ficou lá por casa.
No fim da tarde voltámos para casa do Salvador mas quando abrimos a porta tive uma grande surpresa.
- Viste? Eu disse que a conhecia de algum lado! – Disse o Afonso baixo para mim.
- Há aqui qualquer coisa que não bate certo. – Respondi-lhe.
- Aposto contigo como ela é ex-namorada dele.
- Não tive conhecimento de nenhuma Francesca na vida do Salvador.
- É esse o nome da minha nova cunhada? É italiana?
- Meia. Afonso e nós estamos aqui a falar e tal mas não sabemos se coiso.
Saímos daquele canto da sala e fomos ter com eles.
- O que é que vocês estiveram ali a fazer? – Perguntou a minha mãe.
- A falar. – Respondeu o Afonso.
- De quê? – Perguntou o meu pai. O Afonso mandou-me com o cotovelo.
- Do jogo do Milan no sábado. Foi bonito.
- O namorado da Rita marcou.
Raio do miúdo que leva a conversa de tal forma a ir parar ao Stephan.
- Ainda não o conhecemos é verdade. – Disse a minha mãe.
- Mãe é Natal, como eu estou com vocês ele está com a família.
- Isso cheira-me a desculpa – disse o Salvador.
- Falemos em ti, Salvador! Então Francesca, eu nunca pensei ver-te aqui. Vocês namoram?
- Não! – Apressou-se o Salvador a dizer – Mas vocês as duas conhecem-se? – Perguntou.
- Conhecemos pois.
- De Coimbra? – Perguntou o Salvador.
Coimbra? Havia alguma coisa que não batia certo.
- Coimbra? – Perguntei.
- Não, nós conhecemo-nos numa viagem para aqui.
- Ah – disse o Salvador.
- Nós temos de preparar o jantar não é? Vá Afonso anda ajudar-nos! – Disse o meu pai.
Saíram os três da sala, o Salvador estava visivelmente nervoso.
- Eu não sei mas acho que há aí umas coisas que eu tenho que saber.
- Nós temos uma…história – disse a Francesca a sorrir.
Podia ter quase a certeza que aquele sorriso era parecido com o meu sorriso parvo quando estou com o Stephan.
- Oh que lindo e contarem.
- Não hoje – Disse o Salvador.
- Desculpa mas tu agora estás em segundo plano meu amor, substituíste-me pelo Stephan agora a Rita vai-te substituir pela Francesca.
Ela sorriu, com aquele sorriso que deixa qualquer um à vontade.
- Eu depois conto-te tudo – Assegurou-me.

***

- Vão sair hoje? – Perguntou a minha mãe.
Os meus planos passavam unicamente por passar em casa do Stephan, só isso e o Salvador sabia disso.
- Devemos ficar cá por casa.
- Então o Afonso fica cá.
- Claro que fica, a Francesca depois deve cá vir ter, vamos passar um bom serão a três. – Disse o Salvador.
- A três? – Perguntou o meu pai.
- É o Salvador não sabe contar, a quatro Salvador! Nós somos quatro. – Disse tentando remediar ali a situação.
- Isso! – Disse ele. – Quando é que voltam para Portugal?
- Dia 26, e vocês?
- Temos os bilhetes para dia 30 de manhã.
- Só digo para se portarem bem estes dias cá os três sozinhos. – Disse a minha mãe.
- Nós portamo-nos sempre bem! – Disse o Afonso.

(Stephan)

- É hoje que conheço a minha nora? – Perguntou a minha mãe.
- Mãe!
- Stephan aqui que ninguém nos ouve, gostas mesmo dela não gostas?
- Se gosto…- respondi – mas como é que sabes que ela existe?
- Esse teu sorriso não engana ninguém – não estava nada convencido com esta resposta – e o teu irmão deu uma ajuda.
- Esse também não sabe estar calado!
- Não posso mesmo conhece-la?
- Ela deve passar por aqui depois mas porquê tanto interesse em conhece-la?
- Deve ser melhor do que…aquela. – Disse a minha mãe, com ‘’aquela’’ referia-se à Giulia.
- Mãe! Ela chama-se Giulia.
- Oh Stephan. Porque é que a defendes?
- Ela é boa pessoa.
- Engraçado nunca conheci esse lado dela.
- Já têm uma coisa em comum.
- Quem?
- Tu e a Rita, ela também não gosta dela.
- Quem é que gosta?
- Mãe nem te vou responder a isso. Sabes que o Manu gosta dela.
- Não gosta nada! – Atirou com a maior naturalidade do mundo.
- Oh mãe!
- Não te digo mais nada, uma mãe sabe quando um filho gosta de alguém sabes? E o Manu sim gosta, mas…não como devia. Ela atira-se um bocado a ti não?
- Não!
- Que ideia.
- Mãe até pode vir a Nicole Kidman.
- Gosto de te ver assim – chegou-se perto de mim – homem de uma só mulher. – Concluiu apertando-me a bochecha.



(Rita)

A horinha das prendas chegou, por incrível que pareça nenhum de nós estava muito ansioso por isso.
- Rita toma – disse a minha mãe.
Era uma caixa quadrada embrulhada com um papel verde, estava um pouco curiosa, afinal o que é que podia ser? Abanei a caixa para ver se algo chocalhava lá dentro e sim chocalhava.
- Rita! Não faças isso! – Disse a minha mãe preocupada.
- Pronto desculpa, não sabia que podia ferir os teus sentimentos a abanar a caixa.
- Os meus não mas o da…coisa podes.
Decidi matar a minha curiosidade e abri a prenda como uma criança.
- Ah! - Deixei escapar.
- Gostaste?
- Eu amei!
Não podia estar mais contente com a minha prendinha de Natal, máquina fotográfica linda, eles bem sabiam da minha paixão pela fotografia, a minha segunda grande paixão a seguir ao jornalismo.
- Agora é que não nos vai dar sossego. – Disse o salvador.
- Ai não, agora não te livras assim de umas fotos aqui tiradas por mim.
- Depois de tirares o curso eu deixo.
- Curso? – Perguntei confusa.
- Sim começas em…- pegou num pequeno papel – Janeiro.
- Eu gosto tanto de vocês! Obrigada, isto faz-me mesmo feliz.

Passado pouco tempo os meus pais foram-se embora, estavam num hotel ali perto, eles até podiam ter ficado cá em casa, mesmo só com dois quartos nós arranjávamo-nos mas eles quiserem assim, e ainda bem que agora posso ir ter com o Stephan.
Tinha a perfeita noção que quando alguém me abrisse aquela porta ia enfrentar a realidade de ter os pais do Stephan ali, mas também sabia que ia ter o Stephan e que ele me iria fazer sentir segura ao seu lado.
Via-me em frente aquela porta sem saber o que fazer. Tinha um certo…medo. Ganhei a coragem que precisava e bati à porta.
- Cunhada! – Sim uma receção destas é top.
 - Manu! – Tentei mostrar alguma felicidade mas acho que não fui muito convincente.
- Vieste aqui para estares com o Stephan não é? É melhor eu deixar-te entrar.
- É capaz de ser uma boa ideia. Está frio cá fora. Buon Natale!
- Para ti também cunhada. O teu namorado está ali no sofá, descansa que os meus pais estão na cozinha.
Sim, muito mais aliviada sogros na cozinha, ainda tinha tempo para me preparar. Olhei para onde o Manu apontou e bem lá estava o meu chuchu, mas infelizmente com má companhia ao lado. Era impossível não me passar com tudo isto. Já estava muita coisa a pesar desde que conheci o Stephan e isto era a gota de água ela estava quase em cima dele e quando digo que é quase é mesmo quase em cima dele. Mãozinha no ombro dele, fotos dele nas redes sociais dela, temos que esclarecer uma coisa, Stephan meu, Manu é dela. Estava com muita raiva, raiva a mais talvez me excedi.
- Tu não desiste pois não? – Atirei – tu és capaz de largar o que é meu? Eu juro que se continuas a pôr as mãos no que não é teu…não tu não vais querer ver o que acontece!
- Acalma lá a miudita Ste!
- Vamos por partes, primeiro a miudita pode virar mulher e depois acredita que não vais querer saber o que vem a seguir e segundo aqui quem chama o meu namorado de Ste e de El e de nomes fofinhos sou eu!
O Stephan estava visivelmente assustado e não é para menos, ou muito me engano ou esta troca de palavras ainda agora começou.

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Boa noite meninas *.*
Espero que tenham tido um Natal maravilhoso, bem trago-vos o último capítulo do ano e assim uma prenda de Natal um pouco atrasada.
Espero que gostem e espero as vossas opniões :)
Aproveito e desejo-vos um 2014 melhor que 2013, cheio de coisas boas e muito amor.
Beijinhos,

Mahina 

7 comentários:

  1. Ola:)
    Aí que eles estão juntinhos outra vez *.* e eu amooooooooooooooo tanto que eles estejam assim :)
    Que taaaaaanto o próximo! Está troca de palavras está tão linda. Quero mais e quero ver os El Shaarawy‘s a agarrarem as meninas e depois a aparecerem os pais :o vai dar molho!
    Quero saber da história do Salvador com a Francesca! Quero, quero, quero!

    Fico esperando o próximo!
    Baixinhos.
    Ana Patrícia Moreira.

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  2. Olá!!
    Amei!!
    E eles estão juntos outra vez! Yupiii!! Foi lindo imaginar aquele momento em que eles se reencontrarm *_*
    Agora aquilo do Salvador e da Francesca deixou-ne curiosa! Quero saber a história deles!
    Esta entrada a matar da Rita é que quero ver no que vai dar! Mas gostei porque a outra nao tem de tar em cima do El dela!
    Agora que venha o proximo que eu quero muito!
    Beijinhos!
    Sofia

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  3. Olaaaa


    Ameiiii , e eles estão juntos de novo *_* E a outra que vá dar uma voltinha porque o Stephan é da Rita :)


    Beijinhos


    Catarina

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  4. Olá, adorei, valeu a pena esperar pois o capítulo é enorme! Fico à espera do próximo!

    Beijinhoos

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  5. Olá...adorei :)
    Só te digo que a Rita é muito corajosa...é assim mesmo...enfrentar a outra...;)
    Próximo sff bj

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  6. Olá!
    Desculpa, fui de ferias e fiquei longe! :/ Mas adorei!!!!
    "o que eu vi nele? Apenas aquilo que não vi nos outros todos." esta frase logo no inicio e linda <3
    Voltaram! Yey!! E apesar de estar curiosa quanto ao assunto Salvador e Francesca o que me interessa mesmo é Stephan e Rita. E se a Rita saltasse para cima da Giula nao era nada mal feito! Mas com força!!!
    Espero para saber como isso acaba!!

    Besito
    Ana Santos

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  7. Estou ansiosa pelo próximo...........

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