sábado, 22 de fevereiro de 2014

20º Capitulo - «Nunca vou desistir de nós» - II parte

Estava um profundo silêncio naquela casa. A televisão que se encontrava à nossa frente estava desligada e o que se ouvia naquela sala era apenas as nossas respirações.
Mantinha a minha cabeça nas pernas do Stephan e olhava para ele. Com a sua mão ia acariciando-me o cabelo.
- Diz-me
- O quê? – perguntei confusa, afinal ele queria que eu dissesse o quê?
Pegou na minha mão entrelaçando-a com a dele.
- Diz-me que nunca me vais deixar que por mais obstáculos que possam existir nunca vais desistir… - fez uma pausa e olhou intensamente para mim – …de nós.
- Nunca vou desistir de nós. – chegou-se junto de mim e beijou-me como se fosse o selar de um pacto. – Ste?
- Sim.
- Porque é que estamos sempre a ter estas conversas?
- Porque temos medo de um fim.
- Nós passamos a vida a ter conversas destas! E Porquê?
- Porque só sabemos falar.
- Eu não sei só falar – disse levantando e sentando-me junto do Stephan.
- Ai não? – disse rodeando a minha cintura com as suas mãos e levando-me para o seu colo.
- Não – disse beijando-lhe uma parte do pescoço.
- Sabes beijar…
- E morder – pronunciei levando os meus dentes novamente ao seu pescoço.
- Estás doida Rita – sussurrou.
- Por ti – disse antes de tomar os lábios do Stephan.
Em cada beijo, em cada simples beijo, nos completávamos um ao outro, parecia que tudo encaixava que os meus lábios foram feitos para os dele. Cada toque é algo especial. São momentos perfeitos, em que tudo parece um sonho. Sonhava encontrar alguém que me fizesse feliz e encontrei o Stephan e como ele mo diz muitas vezes: ele é bem real.
Levei a minha mão ao interior da camisola do Stephan e senti-o a arrepiar-se. Percorrer assim o seu corpo, estar em contacto com a sua pele é algo novo para mim. Sinto-me bem. Não sinto que esteja a ser atrevida, sinto-me eu.
Tenho o meu lado mais doido e o meu lado mais calmo, o lado que maior parte das vezes é o que o Stephan vê mas hoje tenho a certeza que conhecerá o meu lado mais provocante e doido, conhecerá a Rita mais solta e que o fará conhecer cada parte de mim, cada recanto do meu corpo.
Senti as suas mãos frias nas minhas costas e a sua boca a percorrer o meu pescoço. Ergui os braços e num gesto retirou-me uma das minhas camisolas. Agarrou as minhas pernas com delicadeza levantando-se do sofá. Permaneci no colo dele entrelaçando as minhas pernas à volta da sua cintura.
Andou um pouco até ao início das escadas subiu o primeiro degrau entre beijos e caricias.
- Vamos cair Ste…- avisei separando os nossos lábios.
- Também acho que sim – disse entre risos e beijos.
Desci do seu colo e subi as escadas em passo acelerado, estava desejosa de o ter só para mim.
O Stephan veio atrás de mim. Poisou as suas mãos na minha cintura e foi caminhando encostando-me à parede. Acabei por retirar a sua única camisola e com as minhas mãos percorrer o seu tronco. As suas mãos percorriam o meu corpo aceleradamente apenas o toque dele me fazia levar a esta loucura extrema.
Retirou-me a minha segunda e ultima camisola e fez com que subisse para o seu colo mais uma vez.
- Tu deixas-me louco! – atirei já com a respiração descontrolada.
- E eu a pensar que…- tornou a beijar-me antes de acabar a frase -…que eras apenas tu que provocavas isso em mim.
- No. – pronunciei antes de o voltar a beijar.
Chegámos à altura em que estava tudo descontrolado, os nossos beijos eram tudo menos calmos. Havia paixão, loucura mas acima de tudo havia amor. Havia amor em cada toque, em cada caricia.
Após pequenos passos chegamos finalmente ao quarto do Stephan. Com brandura deitou-me sobre a cama. Cada toque dele era calmo e delicado, os beijos passaram a ser menos descontrolados e a cada momento o desejo aumentava. Tudo se resumia a mim e a ele, a nós e a entrega um ao outro.
Os nossos corpos uniram-se como se conhecessem desde sempre. Por momentos senti-me completa.


Se tive receio que este momento chegasse? Não, eu ansiei por ele vezes sem conta. Imagina-se de todas as formas mas a verdade é que nunca é igual, nem sequer parecido, ao imaginado. É tudo muito mais espontâneo, muito mais sincero, sem pressas nem nada planeado, tudo natural e por fim, acaba por ser a noite que qualquer pessoa deseja. O meu primeiro envolvimento com o Stephan não podia ter sido melhor, penso que era impossível.
O acordar foi o mais natural possível, reparei que naquela manhã daquele frio Inverno estava um sol lindíssimo, não para durar creio.
Levantei-me sem intenção de acordar o Stephan, vesti algo e fui em silêncio até à janela. Era realmente bonito aquele sol, uma manhã perfeita e das últimas passadas em Milão.
Senti aqueles braços que tão bem conheço a rodear-me a cintura mas não evitei um pequeno grito do susto que apanhei.
- Olha que acordas…
- O quê? – interrompi-o – as baratas?
- Não há baratas aqui Rita!
- Só formigas.
- Ponho-te na rua se continuas a insultar a minha casa.
- Não eras capaz.
- Já disse que te amo hoje?
- Não.
Baixou-se ficando de joelhos à minha frente, pegou na minha mão direita e começou o seu discurso.
- Eu amo-te Rita, és a minha vida. És parte de mim. Junto a mim nunca precisas de ter medo, eu protejo-te de tudo e de todos porque tu és a minha vida. De um momento para o outro tornaste-te uma das razões de eu viver. És linda, perfeita, o teu cabelo está constantemente a querer ser uma refeição minha. – gargalhei com o que acabava de dizer – tens uns glúteos bastante…
- Tinha que vir porcaria! – atirei.
- Deixa-me acabar! Tens uns glúteos bastante interessantes.
- E mais nada?
- Sim, o teu corpo é todo ele interessante.  
- É o teu também – disse beijando-o a primeira vez naquela manhã.
- Podíamos ir exercitar os nossos corpos! – olhei para ele seriamente – não! Só pensas nisso sua tarada!
- Eu é que sou a tarada? – perguntei perplexa.
- Sim – disse – mas continuando, vamos correr?
- Correr? Oh Ste…
- És mesmo preguiçosa.
- Levas-me ao colo se me cansar?
- Levo.
- Temos acordo então. – disse-lhe juntando novamente os nossos lábios.



E chega o momento em que tenho que dizer adeus a Itália, guardar os bons momentos no coração e ir para Portugal.
Estava a dormir em pé literalmente, passei mal a noite e só de pensar que hoje me ia embora…
Já estávamos no aeroporto e o sono apoderava-se de mim a cada segundo.
Estava abraçada ao Stephan há muito tempo.
- Vais ficar aí? – perguntou o Salvador.
- Posso?
- Lamento mas não.
- Oh mas eu queria, - disse fechando os olhos e apoiando a minha cabeça no peito dele.- a Francy vai connosco?
- Vou – respondeu-me a Francesca com aquele tom doce na voz.
- Vou ter muitas saudades tuas. –sussurrei para que só ele pudesse ouvir.
- Eu sei princesa e eu também.
- Detesto isto. Odeio despedidas.
- Elas vão acabar um dia. – assegurou-me.
- Quem me dera…
- Estás mesmo cheia de sono.
- Estou e sem vontade de te deixar.
-Mas tem de ser, tens de ir meu amor.
Deixei os braços dele e olhei-o. Estava com uma carta na mão.
- Não, não a escrevi sozinho – sorri com o que tinha dito – esta carta foi escrita para momentos difíceis. Só a vais ler quando estiveres mal ou com muitas saudades minhas porque ela está escrita para isso, para matar saudades e saberes de tudo o que sinto que nunca te disse, sim?
- Está bem Ste mas vai ser uma tentação.
- Confia em mim, lê apenas quando precisares.
- Está bem.
- Hora de dizer adeus?
- Não é adeus! É até daqui a uns meses.
- Amo-te.
- E eu também te amo daqui até à lua e da lua até aqui.
- Eu mais.
- Shiu, eu mais.
Cheguei-me junto a ele e beijei-o, talvez o ultimo beijo…
- Ti amo – disse antes de me tornar a beijar.
- Eu também meu amor.
Afastei-me aos poucos dele sem nunca separar as nossas mãos. Dei mais um passo e aí sim as nossas mãos largaram-se a falta dele já me era sentida.
- Rita? – olhei para trás ao encontro dele.
- Eu amo mais. – sorri e continuei o meu caminho.
Daqui a poucas horas estava em Portugal e daqui a uns dias a começar 2013.


Dia 31 de Dezembro, o ultimo dia do ano, o dia em que pensamos em tudo o que se passou ao longo de cada mês. Refletimos e acabamos por chegar a conclusões. Maior parte das vezes massacramo-nos por dentro e pensamos no que podíamos ter feito de diferente mas este ano é diferente, eu não me arrependo de nada e se voltasse atrás não fazia nada diferente. Talvez 2012 tenha sido o ano em que a minha vida voltou a fazer sentido, em que a Rita voltou e na sua melhor forma. Acabo o ano comprometida, com um namorado de sonho e uma família ‘’recomposta’’, posso assim dizer.
O dia foi atarefado, passagens de ano com toda a família dá trabalho a preparar. Nunca me habituei a passar passagens de ano fora de casa, nunca as passei e este ano não vai ser diferente. Os planos é passa-la cá em casa, em Coimbra claro, e depois sim a verdadeira festa onde entra Gabriela (que faz a contagem decrescente comigo) , Francisco, Salvador, Rafael ( melhor amigo do Salvador) e a Francesca.
- Quantos é que já comes-te hoje? – perguntei à Gabriela referindo-me aos bolos da minha avó.
- Hoje sete!  – olhou para mim pensativa – mas daqueles pequeninos! – acrescentou logo a seguir.
- Vais ficar uma bola! – disse a rir.
- Culpa da tua avó Ritinha. – sentou-se no sofá junto de mim – O Pedro gosta à mesma.
- Não sei, nunca o vi Gabi e nunca me falas-te muito dele, por isso não sei.
- É bonito.
- Não confio muito em ti desde que disseste que o Buffon, repito Buffon , era ‘’interessante’’ – fiz as aspas com os dedos.
- Rita, Gianluigi Buffon é tão charmoso.
- Sim, claro.
- Não tenho culpa que agora só vejas à tua frente o Stephan!
- Não vejo só Ste à frente Gabi…
- Pois não! – ironizou – Mas pronto eu mostro-te o meu príncipe. – atirou-me o telemóvel para a mão.
Olhei para o visor do telemóvel e vi um rapaz completamente diferente do que eu imaginava, Pedro era um rapaz alto e moreno tinha uns olhos verdes bonitos. Não tinha ar de bad boy nem nada parecido, tinha um ar calmo muito diferente da Gabi.
- É bonito, quando é que vou ter oportunidade de o conhecer?
- Não sei, quando decidires ir para o Porto passar uns dias comigo.
- Vou pensar nisso.

O dia passou rápido, entre correrias para estar tudo pronto a horas e com as loucuras de fim do ano, foi um dia bem passado.
E eis que chega a hora de dizer adeus a 2012, um ano que de calmo não teve nada mas que teve os últimos meses do ano mais bem passados de sempre. Chorei e ri, conheci o Stephan e tive os melhores momentos de toda a minha vida até agora.
- 10, 9 , 8 , 7 – era o que se ouvia naquela sala, uma mistura de vozes fazia a contagem decrescente e na minha cabeça só me ocorriam memórias.


- Três! – ia falar mas ele não deixou- agora calas-te que eu quero falar. –fez uma pausa -Rita..
- Sim- olhou-me com cara de mau- pronto desculpa não era para falar.
É assim , sei o que tempo que nós passamos juntos foi mínimo , e para ti talvez não teve nenhum significado – fez uma pausa – mas para mim teve e muito acredita. Talvez nunca mais te veja, ou nunca mais oiça falar de ti , ou talvez…talvez isto seja só o inicio. O facto de talvez nunca mais te ver assusta-me , de nunca mais ver esse teu sorriso perfeito. Mas eu tenho esperança, tenho esperança que um dia possas vir a ser minha.
Sinto-me mal sabendo que a primeira mulher que me fez tremer que me fez ficar nervoso quando estou junto a ela se vai embora.
Tu despertas-te em mim um sentimento que não conhecia , um sentimento muito especial que me faz querer agarrar-te e nunca mais te largar, não lhe posso chamar de amor porque ainda não é tão forte mas talvez lhe chame de paixão.
Não vou desistir de ti acredita, porque sei que te hei de ver neste mesmo sitio e chamar-te de namorada.

- Rita…
- Espera, não me vais pedir em casamento pois não?
- Não!
- Ah, ainda bem, podes continuar.
- Rita, nós conhecemo-nos há pouco mais de um mês, aqui neste mesmo sitio, foi quando te vi pela primeira vez e sinto que de certo modo o San Siro vai estar ligado a nós para sempre, parece pouco tempo eu sei, 30 dias,  mas eu sinto que te conheço há anos, no pouco que estivemos juntos sei tanto sobre ti, acordas mal-humorada quando não te deixam dormir até às horas que queres, quando estás nervosa mexes no cabelo, demoraste mais tempo do que eu a dizer que me amavas, porque querias ter certezas, simplesmente tudo isso é perfeito em ti. És teimosa, és refilona e quando não te fazem as vontades és uma chata, por outro lado, as tuas qualidades, demoras pouco tempo até te relacionares com alguém, és uma querida, és uma irmã mais velha muito preocupada porque adoras o Afonso, és…muito especial. As nossas diferenças todas completam-nos.


3 , 2 ,1 –  a contagem decrescente chegou ao fim, 2013 chegou finalmente – FELIZ ANO NOVO – ouviu-se.
Percorri a sala saindo de casa em direção à varanda o fio fazia-se sentir e bem, peguei no telemóvel e iniciei chamada para o Stephan.
- Apesar de já teres entrado em 2013 há mais de uma hora, cá vai feliz ano novo meu amor.
- Para ti também princesa.
- Vais sair?
- Possivelmente sim e tu?
- Também a minha vontade era mesmo estar ao pé de ti mas isso agora não é possível não é verdade?
- Isto custa…
- Se custa…
- Diverte-te sim? Muito, diverte-te muito mesmo mas livra-te de fazeres asneiras Stephan!
- Não te preocupes.
- Eu confio em ti.
- Eu também.
- Diverte-te meu amor.
- Tu também. Ti amo.
- Eu também te amo Stephan. 

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Boa noite :)
Trago-vos a segunda parte, espero que gostem muito.
2013, vai ser cheio de : amor e drama essencialmente.Vai ser o ano em que se decide o futuro deles :)
Espero manter-vos agarradas à história e as vossas opiniões. 
Beijinhos
Mahina 

4 comentários:

  1. Olá

    Ameiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii *_*


    Beijinhos


    Catarina

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  2. Buenos dias!!
    Ole ole ole houve física em Italia! Ui que agora que o Ste viu o que tem vai querer saber mais e mais!
    Opa as despedidas deles ate a mim me deixam triste! A rita tem e de ir estudar para Itália no fim do ano!
    E o Ste nao começava so dia 5 ou la o que era? Nao podia ir visitar a namorada a Portugal nesses dias!?
    Va ja estou a espera do próximo!

    Besito
    Ana Santos

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  3. Olá :D
    Adorei, gosto tanto deste casalinho, pena a grande distância que os separa...
    Espero pelo proximo ;)
    Beijinhos
    Ritááá xD

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  4. Olá. Adorei este capitulo :)
    Espero pelo próximo sff
    Bjs

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