terça-feira, 24 de junho de 2014

26º Capitulo - « Estou com vontades carnais. »

A minha última semana em Itália. Dizer adeus ao paraíso custa tanto. O que me espera em Portugal? Uma mudança. Voltar para Coimbra, ao fim deste ano vai ser difícil mas é o que quero. Estudar os meus próximos três anos naquela cidade que tanto gosto, que me faz sentir tão bem é mesmo o que desejo.
Ultima semana antes do Stephan começar a pré-epoca é mesmo de aproveitar.
Estava deitada a apanhar sol como em tantos outros dias. Estava sozinha já que o Stephan estava dentro de casa com o Manu.
 Ouvi um barulho vindo do interior de casa, levantei-me da espreguiçadeira e fui até à sala onde vi uma jarra partida no chão.
- Stephan El Shaarawy! – chamei alto de modo a que ele conseguisse ouvir.
- Diz amor meu. – disse saindo da cozinha chegando até à sala.
Olhei para a jarra no chão e olhei para ele esperando por alguma explicação.
- Ah, o que aconteceu ali? – disse fazendo a sua cara de inocente pouco convincente.
- Manuel! – chamei esperando que ele também aparecesse ali.
- Yeah cunhada, que se passa? – disse aparecendo na sala, olhei para a jarra e voltei a olhar para ele.
- O que é que se passou ali meu? – perguntou fazendo-se de surpreso.
- A bola? – perguntei esticando as mãos – dêem-me a bola.
O Stephan foi até à parte de trás do sofá e retirou de lá a bola de futebol. Entregou-me para as mãos.
- Vocês parecem duas crianças sabem?- perguntei. – depois vão os dois explicar à D. Lucia como é que partiram a jarra dela.
- Oh fofinha, eu não tenho culpa que a minha mãe venha cá pôr jarras a casa. – disse o Stephan defendendo-se. – eu não as pedi.
- Não têm espaço suficiente lá fora para brincarem?
- Ter temos. – disse o Manu – mas aqui é muito melhor.
- É melhor é… - disse voltando para o exterior com a bola na mão.
- Rita .- disse o Stephan caminhando atrás de mim.
Sentei-me na borda da piscina molhando os pés e coloquei a bolo junto a mim. O Stephan baixou-se tentando retirar a bola de perto de mim mas eu agarrei-a impedindo que ele a retirasse dali.
- Dá-me lá a bola. – disse sentando-se junto de mim.
- Não. – respondi agarrando a bola contra a minha barriga.
- Sabes que estão mais umas quantas na garagem certo? – perguntou gozando.
- Sei mas também sei que queres esta porque foi a última que compraste.
O Stephan levou as suas mãos à bola que estava encostada à minha barriga deixando-as lá ficar.
- Quando engravidares também vais ficar assim? – perguntou com um sorriso parvo.
- Tu fazes cada comparação! Tira lá as mãos da bola.
- Oh fofinha…
- Queres acabar a nossa relação por causa de uma bola?
- Ei! Vamos lá esquecer a bola.
Peguei na bola e atirei-a para o outro lado da piscina.
- Melhor? – perguntei virando-me para ele colocando uma das minhas pernas por cima das suas.
- Muito melhor. – respondeu encostando os seus lábios aos meus sorrindo.
- Olá meninos! – aquela voz…claro quem mais poderia ser além do Manu a interromper-nos.
- Voltaste? – perguntou-lhe o Stephan levantando-se e indo até ao seu encontro.
- Vieste bem bronzeado! – ironizei.
- Tenho a sensação que… - falou o Balotelli.
- Sim, ela está a gozar contigo. – terminou o Stephan.
- E porquê? – perguntou chegando mais perto de nós.
- Porque interrompeste este momento lindo Mario Balotelli.
- Ritita vim de férias, tinha saudades do meu puto. – disse enquanto passava a mão pelo cabelo do Stephan. Algo que ele não gostou e começou logo a mandar vir. – sabem o que temos que combinar? – perguntou despertando a minha atenção.
- Não e não sei se quero saber. – respondi rindo. – tens sempre umas ideias pouco…interessantes.
- Assim até me ofendes!
O Stephan voltou para junto de mim, sentando-se atirando-nos depois aos dois para a água.
- Sempre tão previsível Ste. – atirei quando voltamos à superfície.
- Eu sei, eu sei. – disse enquanto me tentava agarrar pela cintura – chuta lá essa tua ideia maravilhosa!
- Um jantar a quatro.
- Quatro? – perguntei apercebendo-me que a ideia era pouco boa.
- Sim, quatro. Eu, a Fanny e vocês. – falou enquanto se afastava um pouco de nós brincando com a bola do outro lado da piscina.
- Oh não não!
- Rita! – repreendeu-me o Stephan. – ela é simpática.
- Já conheço um maluco, não quero conhecer outro!
- Ela não é maluca.
- Ste, sejamos sinceros. Para estar com…ele só pode. – disse o suficientemente baixo para o Balotelli não ouvir.
- Ela é querida. 
- Ninguém disse o contrário mas prefiro ficar na ignorância.– respondi andando até à outra ponta da piscina.
- Rita, o teu telemóvel. – disse o Manu chegando junto a mim.
Saí da piscina e peguei na toalha enxugando as minhas mãos para puder atender o telemóvel. Reparei que era Melissa antes de atender o telemóvel.
- Mel – disse quando atendi.
- Preciso de sair!
- Vamos sair então!
- O Kevin não está cá e eu preciso mesmo de sair. Vamos esta noite?
- Por mim…
- Então olha fala com o Stephan, com o irmão dele e fala com o teu irmão também e a namorada.
- Tens a certeza? – perguntei pensando que ela queria uma saída só mais nossa.
- Tenho, claro que era tudo muito mais bonito que fosse só eu e vocês os dois mas fazer de vela não está nos meus planos. Vá, tu produz-te porque pode ser hoje que encontres o teu grande amor. – disse gozando.
- Acho que já o encontrei. – disse rindo com ela e olhando para o Stephan – e neste preciso momento está ali a brincar tipo os pequenitos com o Balotelli.
- Esse é que não! – disse a Melissa de repente – esse pode muito bem ficar fora do pacote.
- Mel, ele até é boa pessoa.
- Ninguém disse que não. Apenas prefiro deixar essas amizades para o Boateng.
Ri com o que ela acabava de dizer. A Melissa…namorada de Kevin-Prince Boateng e das melhores pessoas que conheci em Itália. Tem um feitio bem diferente do meu. Coisa que ela não tem é medo de falar o que tem que ser dito.
- Manda beijinhos meus ao Stephan e não te esqueças.
- Serão entregues…ou não. Vamos admitir ele gosta mais dos meus beijos.
- Isso sei eu e se fosse só dos teus beijos estávamos nós bem!
- Vou para o banho Mel.
- Acompanhada imagino. – atirou rindo.
- Não me dês ideias… - disse rindo-me também.
- Rita…são os vossos últimos dias se não os aproveitarem ninguém os vai aproveitar por vocês.
- Muito bem Dona Melissa, até mais logo.
- Ouve! – falou chamando-me à atenção – também não é preciso violar o rapaz.
- Deves pensar que me chamo Melissa Satta!
- Adeus, adeus.
- Adeus, adeus. – repeti desligando a chamada.
Atirei o telemóvel para cima da toalha e fui até à piscina, debruçando-me para falar com o Stephan.
- Aqui a tua namorada precisa de ti lá em cima.
- Essa tua necessidade louca de mim é tão…
- Stephan despacha-te! Depois a minha necessidade de ti acaba.
Ele saiu da piscina vindo ter comigo.
- Vai-me buscar uma toalha. – pediu-me enquanto passava as suas mãos molhadas pelas minhas costas.
- Não é preciso secares já que te vais molhar outra vez. – disse calmamente. Reparei no seu sorriso provocador e percebi que não tinha levado o que eu tinha dito a sério. – Stephan! Eu estou a falar no sentido literal, eu tu e banho lá em cima.
- E quem é que pensou o contrário?
- Tu! Tarado!
- Eu não era assim. – desculpou-se – tu é que me deixas assim todo louco por ti.
- Mais vale por mim do que por uma italiana qualquer, verdade? – perguntei beijando-lhe o pescoço.
- Verdade sim. – garantiu.
- Hoje à noite saímos. – informei – com a Melissa, o meu e o teu cunhado.
- Cunhados, sabes? Eu gosto disso mas ainda não nos casamos.
- Daqui a dois/três anos tratamos disso o que achas? – perguntei sorrindo-lhe.
- Acho uma ideia fantástica. E o Balotelli?
- Na… - respondi abanando a cabeça em sinal negativo.
- Ela disse que ele ficava fora do pacote? – perguntou sabendo exatamente o que perguntava. Ele sabia como era a Melissa.
- Sim, foi isso mesmo!
- É…já a conheço de ginjeira. E…o nosso encontro lá em cima?
- Já estamos atrasados! – disse enquanto pegava na mão dele dirigindo-me para dentro de casa.



- Estás pronta? – perguntou-me o Stephan entrando no quarto.
- Estou, que achas? – perguntei virando-me para ele.
Tinha escolhido uma saia e uma blusa, nada de muito arrojado apenas o suficiente para uma noite em Milão.



- Estás linda!
- E eu a pensar que já era. – brinquei, roubando-lhe um pequeno beijo.
- E és! – disse agarrando-me a minha mão.
- Sou… - sussurrei mirando-o.
A vida realmente dá voltas e voltas e muitas vezes sem nos apercebermos. Os dias passam, nós crescemos e sem nos darmos conta começamos o longo caminho para a vida que sempre sonhamos.
Estava um pouco perdida nos meus pensamentos, mirava o Stephan e sorria.
- Olá Rita. – disse o Stephan rindo-se.
- Estava aqui a pensar…
- Muito pensas tu. – disse puxando-me para ele e depositando um leve beijo na minha testa.
- Já que tu não pensas, alguém o tem que fazer por ti, Stephan.
- Sempre tão querida.
- Já sabes como eu sou.



- Ritinha, eu tinha saudades tuas! – disse a Melissa quando chegamos junto dela. – o teu irmão?
- O meu irmão ficou a namorar como de costume. – disse rindo. – por isso só aqui nos tens aos dois já que o Manu ficou a ver se arranjava com quem namorar.
- Estás a ser mazinha! – atirou o Stephan.
- Ste, meu amor, eu sou assim. E admite, eu tenho razão.
- Tens sim.
- Vá Mel, tu conta-nos novidades.
- Eu vou buscar bebidas. O que é que querem? – perguntou o Stephan.
- O que trouxeres para ti, trás para mim. – respondi.
- Traz-me algo sem álcool que é o melhor. – respondeu a Melissa.
- Sem álcool? – perguntei surpreendida – estás bem?
- Quem te ouvir até parece que sou alguma alcoólica!
- Não é isso…apenas achei estranho.
- Bem, queres novidade?
- Quero!
- Que tal um baby Boateng para o ano?
- Não…- falei surpreendida.
- Sim, três semanas.
- O pai da criança sabe?
- Não.
- Pensas contar-lhe certo?
- Sim, quando ele voltar eu vou-lhe contar.
- Vamos ter um bebé! – disse animada.
A Melissa ia falar mas deteve-se com a chegada do Stephan junto a nós.
- Podem continuar a falar meninas. – avisou o Stephan.
- Stephan – virei-me para trás rodeando a sua cintura.
- Diz lá. – disse depositando um beijo na minha testa.
- Estou com vontades carnais. – disse em tom baixo.
- Carnais…?
- Sim Stephan, carnais…
- Que não aguentam a noite toda até chegarmos a casa.
- Definitivamente não.
Olhei para trás e pude verificar que a Melissa já não estava ali.
- Estás insaciável hoje. – disse rindo.
- Stephan faz-me lá a vontade.
- Lugar…
- Lugar, ora lugar. Stephan a casa de banho da discoteca claro!
- Eu não acredito que tu…oh Rita!
- Stephan! Eu desejo-te, porra!
- Isso eu já reparei já.
- Para tentações como tu é que existem pecadoras como eu. – disse agarrando a mão dele e dirigindo-me para a casa de banho da discoteca.
- Tu és doida! – disse-me já dentro de uma das pequenas divisões da casa de banho. – olha lá como é que queres fazer isto?
O Stephan não podia ter feito pergunta mais estupida, claro que me desmanchei a rir. Na realidade nunca pensei encontrar-me numa situação como aquela.
- Rita!
- Essa pergunta era escusada Stephan!
- Não, esta pergunta precisava de ser feita. Temos aqui um problema a resolver.
- O espaço? Também acho que isto é pequeno mas nós arranjamo-nos.
- Não Rita. O problema é mesmo os teus gritos.
- Ei! Oh Stephan é que até parece! Até parece que grito assim muito!
- Não meu amor, ninguém disse isso mas lembra-te que estás numa casa de banho pública.
- Eu sei, eu sei e eu prometo-me controlar e se não conseguir o teu ombro sofre.
- Vou ficar mordido?
- Vais Ste e bem mordido.
- Tu sempre foste assim?
- Assim…assim como?
- Assim toda louca!
- Não Ste, a culpa é tua. És tu o culpado de eu ser assim. E por falar em loucura a minha está a subir a níveis máximos.
Levou as suas mãos ao pequeno cinto que tinha na saia retirando-o e cuidadosamente colocou as suas mãos no interior no interior da minha camisola. Subi para o seu colo e rapidamente ataquei os seus lábios da forma mais louca que consegui.
Esqueci o sitio onde estávamos, o tempo parou ali a única coisa que me importava era entregar-me a ele de corpo e alma sem pensar em nada mais.
Foi um momento de entrega um ao outro diferente onde o que reinou foi a loucura acima de tudo.

- Temos que repetir isto mais vezes. – falei enquanto ajeitava a minha camisola.
­- Tu…tu és completamente louca!
- Aprendi com o melhor, fica sabendo.- disse piscando-lhe o olho. – agora vamos lá que a Melissa deve andar à nossa procura.
- A esta hora já está é em casa a dormir. – disse o Stephan rindo.



- Tens a certeza que é isso que queres, Rita? – perguntou-me o meu pai mais uma vez.
- Tenho, tenho mesmo. É isto que quero. Não me vejo a estudar cá mas sim em Coimbra.
- Ainda bem que vais ficar com a tua tia Helena, se ficasses sozinha andávamos sempre preocupados. – disse a minha mãe.
A ideia inicial era mesmo em ficar na nossa antiga casa em Coimbra mas depois preferiam que eu ficasse em casa da minha tia Helena e a ideia não me podia ter agradado mais. A minha tia tem os seus cinquenta anos, é irmã da minha mãe, vive em Coimbra desde sempre e é viúva desde os seus 37 anos. Admiro-a por ter conseguido seguir com a sua vida.
Mas há algo que me assusta nesta história de viver com a minha tia que é: a minha tia vai acolher um estudante espanhol que vem para cá estudar durante um ano. Nunca entendi bem isso, principalmente porque está a licenciar-se em comunicação social e vai para o segundo ano, porque raio não ficou lá na Corunha a continuar a sua licenciatura?
Na verdade…não vejo a hora de voltar a Coimbra.



- Porque é que não me contaste? – perguntei elevando o tom de voz.
- Olá princesa. Sim eu estou muito bem e tu? Sabes estou cheio de saudades tuas. Acabei de chegar a casa e tenho uma lesão na coxa. Nem me deixas falar Rita! – disse com um tom de voz chateado.
- Desculpa…mas sei lá…eu preocupo-me contigo e quando o meu irmão disse que te tinhas lesionado na coxa, eu sofri um pequeno ataque do miocárdio.
- Eu estou bem, são só umas semanas. Vai tudo ficar bem.
- Oh, já viste? Agora se nos quiséssemos aventurar numa casa de banho de uma discoteca a coisa ficava complicada.
- Eu estou lesionado na coxa não incapaz de…
- Ah, é a mesma coisa. Mesmo que quisesses eu não estou aí para nos aventurarmos.
- Quando vieres cá temos que nos aventurar é num sítio diferente.
- Acho que a tua piscina é uma boa ideia e o teu carro também. É pena não haver praias em Milão porque acho que nós nos daríamos bem numa.
- Estamos em Setembro. Para o ano no verão fazemos disso.
- Fazemos mesmo?
- Fazemos!
- Não vejo a hora de chegar o Natal.
- Rita, ainda nem começaste as tuas aulas.
- Fazes-me falta…não sei se aguento mais três anos sem ti. – tinha a certeza que a minha voz tinha mudado, a vontade de chorar tinha aparecido.
- Rita, então? Lembras-te o que nós prometemos?
- Sim…
- Desistir não é palavra para nós! E um dia tudo vai ficar bem, vamos ficar juntos, eu sei. Vamos esperar um pelo outro como fazemos há tanto tempo.
- Quero ter filhos contigo!
Pude ouvir a gargalhada do Stephan do outro lado da linha.
- Já reparei nisso, já! Tens mostrado essas vontades nos últimos tempos, minha doida.
- Por isso não me troques nem me deixes por favor.
- Estás carente?
- Muito. A precisar de uma daquelas nossas noites.
- Sonha comigo hoje.
- Eu sonho sempre contigo Stephan.
- Rita? – alguém me chamava e percebi que era a minha tia.
- Ste, eu vou ter de ir. Amo-te.
- Sonha comigo que eu sonho contigo. Também te amo.
Atirei o telemóvel para cima da cama e rumei até à sala.
- Sim. – disse entrando e vendo a minha tia com um rapaz ao lado, aquele devia ser o espanhol. Lembro-me de ela me ter dito o nome dele mas sinceramente não me recordo.
Olhei para ele de alto a baixo. Era alto, tinha o cabelo castanho claro e podia jurar que tinha uns olhos verdes bastante expressivos.
- Rita este é o Juan. – disse a minha tia apontando para ele – e esta é a Rita a minha sobrinha.
Cheguei perto dele e cumprimentei-o com dois beijos na cara. Ele sorriu, tinha um sorriso bonito.
- Encantado. – falou continuando a sorrir.
- Somos dois. – disse retribuindo-lhe o sorriso.



- Não me digas que tens o espanhol a viver em tua casa e não aproveitas? – atirou a Vera.
Estávamos sentadas numa explanada perto da Universidade. Amanhã começavam as aulas e a vontade era pequena.
- Desculpem o atraso! – desculpou-se a Ana sentando-se junto de mim e da Vera. – o que é que eu perdi?
- A Rita tem um espanhol em casa e não aproveita! – disse a Vera novamente.
Que saudades que eu tinha delas. Conhecia-as no secundário e agora encontra-las no mesmo curso que eu é quase um sonho.
- Então é normal! – disse a Ana – ela já tem um italiano!
- Ele é que deve andar ruido de ciúmes com o espanhol lá por casa.Não sei se anda.- contaste-lhe certo? – perguntou a Vera atendendo à minha cara de atrapalhada.
- Hum…sim…claro que sim…Não!!! Claro que não! A razão? Nem eu sei.- Não! Não! Na verdade não lhe contei. – admiti.
- Bonito…- disse a Ana.


_ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ 


Boa tarde meninas :)
Aqui vos deixo mais um. 
Espero as vossas opiniões. 
Já espreitaram a minha nova fic? Be my forever
Obrigada por estarem desse lado.
Beijinhos,
Mahina