sexta-feira, 19 de setembro de 2014

32º Capitulo - « não entendo porque não queres ter esse bebé »

As minhas mãos permaneciam geladas. A tentativa de as aquecer esfregando-as uma na outra havia fracassado. Olhei para o meu lado direito conferindo que o meu irmão ainda permanecia ali, a ausência da sua voz tinha-me feito duvidar por segundos da sua presença. A voz do Salvador fez-se ouvir finalmente, mais baixa que o normal.
- O Stephan está lesionado outra vez.
- Não me interessa – menti, tentando com que aquele assunto tivesse um fim imediato.
- Ele está mal, Rita. Aquilo é grave.
- Salvador… - senti-me a fraquejar, fixei o meu olhar numa das árvores que estava à nossa frente. Não queria falar nele, não queria sequer ouvir o nome dele, muito menos iria derramar lágrimas por ele.
- Provavelmente vai ser operado no final deste mês.
- Salvador! – a minha voz aumentou de volume, descontrolei-me, estava farta daquela conversa. Levantei-me do banco em que estava sentada e virei-me de frente para ele. Os meus olhos encheram-se de água sem que eu o pudesse impedir – basta desse assunto! Não quero falar do Stephan – voltei a sentar-me de cabisbaixo – isso magoa-me…e nem tu imaginas o quanto.
- Nunca foste de fugir aos problemas…
- Nunca tive problemas como estes – admiti olhando-o de relance – estou perdida – suspirei, limpei as lagrimas que já me cobriam o rosto.
- E de quem é a culpa? – perguntou olhando-me sério, esperava mesmo uma resposta, resposta essa que eu não lhe conseguia dar.
Talvez seja culpa minha por ter escondido coisas, por ter duvidado do nosso amor ou talvez dele por me ter mentido e também escondido assuntos importantes.
- Não é das estrelas, a culpa é mesmo de nossa. Não o culpo só a ele, estaria a ser cobarde se o fizesse. Mas ouve – fiz uma pausa, respirei fundo e ganhei coragem para falar e para acreditar no que ia dizer – se não ficámos juntos por alguma razão foi…talvez não estivesse destinado a acontecer.
- Nunca acreditaste no destino, muito menos foste de desistir assim, o que é que aconteceu, Rita? Porque estás tão diferente?
- Porque mudei, Salvador! – voltei a levantar-me, estava irrequieta e nervosa, aquele assunto mexia comigo de uma maneira surreal – porque cresci, porque percebi que o amor não é uma brincadeira de miúdos, tudo parecia muito bonito no início até os problemas aparecerem e a verdade é que nem eu nem ele fomos capazes de os resolver. Deixei de acreditar em contos de fadas, passei a encarar a vida de uma forma totalmente diferente. Não me vejo a amar suficiente o Stephan para continuar a namorar com ele à distância. Quero viver a minha vida cá, quero começar uma nova fase, quero aproveitar estes anos cá, sempre ouvi dizer que os anos universitários são os melhores e eu quero desfrutar disso sem a preocupação de ter um namorado em Itália. – voltei a sentar-me desta vez mais calma. Por momentos tinha-me sentido livre, há algum tempo que não dizia tudo o que me ia na alma e agora tinha-me libertado, tinha dito tudo o que estava preso há semanas.
- Sabes bem que o Stephan nunca te iria impedir de disfrutar destes anos. Ele ia fazer com que estes anos valessem mais a pena. Tu só estás a arranjar desculpas, Rita.
- E se estiver? – perguntei levando uma parte de mim a falar num tom desafiador –  só eu posso decidir o que fazer da minha vida e se é isto que quero…é isto que vai ser.
- Tenho saudades dos tempos em que seguias os meus conselhos.
- E eu tenho saudades dos tempos em que vivia desligada do mundo, não havia preocupações, não havia discussões e eu até tinha uma família…
- Rita!
- O pai deixou-nos Salvador! Depois de mais de 25 anos de casado com a mãe ele deixou-a e além de a deixar a ela, ele deixou-nos a nós sem um motivo ou qualquer tipo de justificação. Ele foi-se embora e eu pergunto-me porquê? Nós merecíamos mais do que um abandono. – concluí colocando as mãos nos bolsos, continuavam extremamente geladas.
- Tenho a certeza que haverá uma explicação e ela chegará com o tempo – agarrou-me um dos pulsos retirando-me a mão direita do bolso para em seguida a colocar entre as suas mãos, tinha-as verdadeiramente quentes. Como era possível estando nós em pleno inverno, próximos já do Natal? – mãos frias, coração quente… - sussurrou, já tinha junto também a minha mão esquerda às suas, conseguindo assim aquecer as minhas duas mãos.
- Por essa ordem de ideias, tu estás mal: mãos quentes, coração frio.
- Anda um bocadinho…
- Podes parar por aí, não ando com paciência para ouvir os desastres amorosos dos outros, os meus já chegam.
- Obrigada, eu a pensar que tinha aqui uma irmã que me ouvia se eu precisasse.
- E sabes que tens – inclinei-me para o lado, deixando a minha cabeça cair sobre o seu ombro. – estava a brincar – esclareci – há algo que preciso de te dizer – comecei.
- O quê?
- Sinto-me incapaz de passar o Natal com vocês, nada será igual e recuso-me a passar o Natal em família porque na verdade nós já não o somos.
- Não sei se a mãe vai concordar com isso.
- Não preciso que ela concorde. Preciso apenas que ela respeite a minha decisão.
- Decisão?
- Sim, vou passar o Natal com a Gabriela no Porto, está decidido.
- Rita…
- Está decidido, Salvador. Não vai haver nada nem ninguém que me faça mudar de ideias.
- Eu não tinha tantas certezas…o Afonso…
Respirei fundo, tentando encontrar a solução para aquele pequeno problema. O Afonso…de certeza que não iria permitir que eu o deixasse sozinho na noite de Natal.
- Ele é o menino dos teus olhos. Sabes bem que por vezes ele te vê mais do que uma irmã, por vezes ele vê-te como uma mãe e ele não vai gostar nada disso.
- Sei que ele irá compreender – assegurei – eu conheço bem o meu irmão mais novo e sei que ele compreenderá os meus motivos.




- Filha… - falou com a voz quase a falhar-lhe.
- Porquê? – achei que não era preciso dizer mais nada, aquele ‘’porquê?’’ era o suficiente. Contrariamente ao que eu esperava ele não respondeu, o silêncio permaneceu e por momentos pensei que tivesse desligado a chamada – porquê? – voltei a perguntar desta vez mais alto, precisava de uma resposta.
- Não tem nada a ver com vocês – falou num tom diferente, a voz já não me parecia tão frágil. Não era de todo aquela resposta que eu esperava ouvir.
- Não me interessa com quem tenha a ver! Eu quero uma resposta decente! Porque é que nos abandonaste assim? Não houve uma explicação, porquê? – falei completamente fora de mim sem medir o tom de voz.
- Não estou a gostar do teu tom de voz, Rita.
- Não me interessa se estás a gostar ou não do meu tom de voz! Eu também não gostei que tenhas ido embora sem falar primeiro connosco! A mãe não nos diz nada sobre razão de isto tudo estar a acontecer por isso quero uma resposta vinda de ti!
O silêncio apareceu outra vez, desta vez muito mais constrangedor, eu tinha sido agressiva, tinha até chegado a ser mal-educada e ele nem uma palavra havida dito. Aquele não era o meu pai.
- Obrigada… - as lagrimas apareciam-me novamente a escorrer a cara sem que eu as pudesse controlar – obrigada por teres estragado mais um pouco da minha vida, obrigada por teres arruinado a nossa família – desliguei a chamada sem esperar alguma resposta da sua parte.
Isto não podia estar a acontecer, não agora que a minha vida estava já virada de pernas para o ar.




- Não vais, Rita! Quero que passes o Natal em Castelo Branco connosco, a avó e os tios – a minha mãe falou num tom ameaçador, iria ser difícil convence-la a deixar-me ir para o Porto.
- Mãe, por favor – pedi.
- Não. O Natal é para ser passado em família.
- Nós já não somos uma família! – atirei – porque todos agem como se tudo estive igual? Não está, tudo mudou, mãe!
Não me olhou, não falou…apenas desatou a chorar compulsivamente como nunca tinha visto acontecer. Instintivamente cheguei logo perto dela, abraçou-se a mim com uma força enorme, senti as suas lágrimas no meu ombro já húmido.
- Eu não queria que isto acontecesse, eu juro que não – falou soluçando – desculpa – pediu alguns minutos depois. Largou-me e olhou-me com os olhos inchados.
- Desculpa eu, tenho sido muito egoísta, só tenho olhado para os meus problemas e só me tenho preocupado comigo. Não é por mal, é só que…eu preciso mesmo de passar o Natal longe de vocês. Preciso de me isolar disto tudo.
- Posso impedir-te, certo?
- Sim…mas agradecia que não o fizesses, se vou para Castelo Branco enlouqueço.
- Fala tu com o Afonso e…porta-te bem. Só cedo a isto porque sei como as coisas com o Stephan te afetaram.
Outra vez o Stephan. Ele parecia algum tipo de desculpa, as pessoas podiam-me passar a mão no ombro e deixarem-me fazer o que eu queria apenas porque o Stephan me magoou, porque o Stephan e eu não deu, porque o Stephan e eu terminámos. Seria o Stephan o centro do meu mundo? Talvez as pessoas que me rodeavam o vissem assim: O Stephan, o centro do mundo da Rita. A verdade é então que perdi o centro do meu mundo.
A minha mãe via-me frágil mas olhando bem para ela não sei qual de nós as duas a pior. E tal como eu disse, passou-me a mão no ombro e só concordou que eu fosse para o Porto porque as coisas com o Stephan me afetaram.
Caminhei em passo lento até ao quarto do Afonso, bati à porta duas vezes, o suficiente para ele gritar um: entra!
- Olá – saudei entrando no quarto que me parecia desconhecido.
- Conversa séria? – perguntou desconfiado. Assenti com a cabeça e largou o computador para se sentar junto a mim na sua cama – então? – perguntou-me.
- Sabes que eu e o Stephan acabámos, certo? o Stephan, sem me aperceber era eu que o fazia o centro de tudo. Eu estava a usar isto tudo para conseguir fugir a um Natal com a família, que na verdade já não é família. O Afonso assentiu com a cabeça e olhou-me esperando que continuasse – e com isto que aconteceu com os pais…eu não consigo passar o Natal com vocês, percebes isso? – perguntei de rajada, as palavras tinham-me saído umas a seguir às outras, falei rápido de mais, talvez não tivesse percebido já que me olhava com alguma confusão.
- Vais deixar-me? – aquela pergunta tinha-me partido o coração em pedaços, eu não o ia deixar apenas me iria afastar durante os dias.
- Eu preciso de ‘’fugir’’ daqui – falei em tom de súplica, esperando que ele me compreendesse.
- Muito bem, tu não consegues lidar com a separação dos pais e eu? Eu sou mais novo que tu Rita, e isto para mim não está a ser fácil principalmente este ano em que o Salvador está em Itália e tu em Coimbra, eu sinto-me só aqui.
- Eu entendo, a sério que eu entendo – agarrei as suas mãos num ato involuntário – mas também peço que me entendas. Eu estou magoada e não é passar o Natal com vocês que me vai fazer melhorar, eu iria ser má companhia, iria estar maldisposta e a culpa é minha, eu sei que a culpa é minha por não conseguir separar os problemas, por não conseguir voltar a ser a mesma Rita mas…eu não posso fingir que estou bem.
- Tudo bem – respondeu não muito convencido.
- Por favor, não me faças isto Afonso. Eu preciso de ti.
- E eu também preciso de ti! Por isso é que não compreendo porque te vais afastar de mim agora, nas férias que é quando nós temos esta oportunidade de estar mais tempo juntos.
- Dá-me só uns dias, por favor. Apenas só uns dias no Porto longe disto tudo.
- Quando é que vais?
- Amanhã à tarde.
- Vamos ao cinema? – perguntou ainda pouco entusiasmado.
- Sim, eu dedico-te este fim de dia e a tarde de amanhã toda.
- Preciso de voltar a ver a minha irmã porque tu não o és. Sei que só te vou voltar a ter por completo quando te acertares com o Stephan.
Não me dignei a responder ou a barafustar, ouvir aquilo da boa dele tinha-me deixado suficientemente fragilizada para não conseguir contestar tal assunto.




- Custou-me deixar o Afonso, de verdade – admiti sentando-me junto da Gabriela.
- Mas estares aqui é o melhor para ti, certo?
- Sim mas sinto que…não sei…o estou a perder por causa disto. Ando-me a afastar tanto deles que tenho medo que seja de vez.
- Vais ver que não será – assegurou-me.
- E tu? Não devias estar a passar o Natal com o teu pai e os teus avós?
- O meu pai está em Madrid, disse-me para eu ir lá passar o Natal com ele mas estou sem vontade de viajar e os meus avós…não me apetece aturar as minhas primas, passo por lá daqui a uns dias para estar com eles.
- Como é teres sido criada só pelo teu pai?
- É normal, ele sempre fez de mãe e de pai. É o meu herói mesmo tendo pouco tempo para mim agora. – olhei para o chão fixando ali o meu olhar – Rita – agarrou as minhas mãos e olhei-a – as coisas com o teu pai e a tua mãe vão-se resolver eu conhece-os desde pequena e sempre foram um exemplo de casal, deve ser só um mal entendido que se irá resolver.
- Não tenho assim tantas certezas disso, Gabi.
- Estamos aqui para nos divertirmos, percebido? – a campainha tocou e a Gabriela levantou-se – deve ser o nosso menino! – correu até à porta, abrindo-a em seguida.
- Estás mais gorda! – atirou o Francisco assim que entrou.
- Obrigada, minha balança. – agradeceu a Gabriela brincando.
- Já tu estás mais magra. Já sei do teu desastre amoroso – Francisco sempre tão direto – ouve meu amor – veio na minha direção e agarrou a minha face entre as suas mãos, olhou-me com aquele olhar doce que tanto me reconfortava – não quero que te vás a baixo por causa de um rapaz!
- Ela já foi a baixo – disse a Gabriela – agora temos que voltá-la a pôr em cima, o nosso dever é cuidar da nossa princesa, voltar a fazer com que a Rita volte a ser a Rita.
- Obrigada – agradeci levantando-me – obrigada pelo apoio, pelas palavras boas, obrigada por tudo de verdade mas eu não consigo, isto é demasiado para mim. Sinto-me fraca, sinto-me perdida, eu preciso de encontrar o meu caminho e só eu o posso fazer. – dei um beijo na bochecha da Gabriela e depois na do Francisco – eu vou para o quarto, preciso de descansar, preciso de ver se é esta noite que ponho todas as ideias no lugar. Obrigada por tudo…de verdade – agradeci uma última vez encaminhando-me para o quarto.


- Rita para por aí! – a voz do Stephan elevou-se e comecei a sentir-me frágil…cada vez mais frágil – não entendo porque não queres ter esse bebé.
- Porque só tenho dezoito anos, porque não me sinto com maturidade suficiente para ter uma criança…porque nada disto faz sentido. Respeita a minha decisão.
- Mas…não devia-mos ser os dois a tomar esta decisão? – perguntou desta vez mais calmo agarrou as minhas mãos, levou-as aos seus lábios e beijo-as num ato de carinho.
- Stephan, eu não quero abortar, a sério que não quero mas…não me sinto planeada para isto. Um bebé costuma trazer felicidade e no meu caso só vai estragar a minha vida por completo. Tenho objetivos para o futuro e por enquanto este bebé não se inclui neles.
- Mas…é nosso – levou uma das suas mãos à minha barriga e acariciou-a levando-me a tremer – é a prova do nosso amor, é uma testemunha do nosso frágil mas perfeito amor.
- Stephan – implorei. As emoções estavam-me à flor da pele, tinha uma enorme vontade de chorar. – não me faças isto – ele estava a afastar-se de mim e as minhas palavras estavam a ser inúteis – diz que ficas comigo! – gritei para que ele me conseguisse ouvir – diz que ficas comigo mesmo se eu fizer um aborto.
- Não posso Rita…
- Stephan! – gritei já em vão. Ele tinha desaparecido…

Acordei sobressaltada, aquele sonho parecia tão real. Olhei em volta percebendo onde estava, em casa da Gabriela no mesmo quarto que ela deveria estar mas…não estava. Levantei-me da cama e percorri o pequeno caminho até ao corredor.
Encontrei a Gabriela sentada no sofá, os seus braços abraçavam as suas pernas encolhidas, prestei atenção e o seu choro quase silencioso. Caminhei em direção a ela e sentei-me ao seu lado, fazendo-a estremecer quando deu pela minha presença.
- Assustaste-me – falou, limpando as lágrimas rapidamente.
- Podemos falar?
- Claro… - soltou as pernas e sentou-se normalmente olhando-me.
- Há uma coisa que me anda a atormentar há uns dias.
- O que se passa?
- Gabriela…tenho um atraso…de uma semana e meia.
- O meu já dura há uns dois meses. – falou sem se aperceber do que dizia, notei-o pela forma preocupada que me olhou depois de falar – eu… - gaguejou.
- É isso? Tu estás grávida, Gabriela? – perguntei perplexa, afinal dois meses não era uma semana e meia.


______________________________________________________________


Boa noite!
Espero que a vossa semana tenha sido boa. Deixo-vos aqui mais um capitulo e aguardo as vossas opiniões.
Bom fim de semana!
Beijos,
Mahina

3 comentários:

  1. Olá :)
    Bem!...queres ver que vem aí bebés? :O
    Coitadinha da Rita :/...separada do Ste, os pais separados :/
    Ela não merece nada disto :/
    Quero o próximo :)
    Bjs :*

    ResponderEliminar
  2. Olá!!
    Primeiro de tudo: ainda bem que eu decidi fazer uma "pausa" na leitura desta história caso contrário estarias neste momento com um processo em tribunal por homicídio por negligência, já que o meu coração não iria aguentar as esperas entre estes capítulos que já assim conseguiram danificar o meu pequenino coração! Ele não merecia (ainda falo do meu coração ) .
    Aviso-te já que é melhor sentares-te confortavelmente porque isto ainda vai demorar!
    Eu quando vi o bebé fiquei "ai ai que não pode ser! Oh Ste mas tu não sabes o que fazes? " mas depois lá veio o resultado negativo e tudo mudou. Os dois ficaram estranhos e a partir daí foi uma espiral de afundamento!
    O momento em que a Rita faz amor com ele e não se sente como antes foi para mim um momento chave que provou que algo não estava bem e que seria difícil de resolver!
    Eu num certo momento pensei que a Gabi e o Juan coiso. Mas agora ela está grávida e o juan diz que o "alguém" é comprometido e a Gabi não é.
    Também tive um pensamento de "será que o Filipe e o juan tipo...coiso?" é, eu tenho uma imaginação muito fértil. Eu leio isto nos intervalos da faculdade. Desperta a minha imaginação que está oprimida no tempo de aula, até desperta demais :-P
    E depois aquela discussão. Ai acho que a minha colega até ouvir o meu coração a estilhaçar. Foi tão triste. Eles já estavam magoados e ainda se magoaram mais. Foi mesmo heartbreaking!
    E aquela escorregadela com o Rafael. Eu só gritava "não, Rita, não não não!" (interiormente claro). É quase como uma traição ao Ste. Em rigor não é, porque estão separados, mas sentimentalmente é! Porque eu ponho as minhas mãos no fogo pelo Ste: ele não esteve com outra mulher nem antes nem depois de eles terminarem.
    E quando li aquele sonho e percebi que era um sonho suspirei de alívio. Porque se ela estivesse grávida podia tanto ser do Ste como do Rafael e isso seria um verdadeiro pesadelo. E afinal ela tem MESMO um atraso. Ai eu peço a todos os santinhos da escrita que ela não esteja grávida caso contrário vai ser muito mau. A única "vantagem" que isso poderá ter é que se ela estiver realmente grávida poderá saber de imediato quem é o pai do bebé porque houve um espaço de tempo considerável entre os momentos em que ela esteve com o Ste e com o Rafael e é só fazer as contas. E com uma semana de atraso e com a percepção de tempo que eu tive a ler os capítulos, o filho seria do Rafael. Ai não ai não! Vai ser falso alarme, tem de ser falso alarme!
    E a Gabi...parece-me tudo menos falso alarme. Isto vai ser difícil. Oh meu Deus que ideia louca me apareceu agora. Grávida do pai da Rita?? Não, desfiz já essa a ideia. Não é possível. Ela mesma disse que os pais da Rita eram um casal exemplo e que iriam resolver tudo. Não podia ser cínica a esse ponto.
    Vá está tudo. Sei que digo muita coisa e a maior parte é estúpida, mas já deves estar habituada. Da minha parte é sempre assim!
    Ah acho que nunca te disse, mas como não estás pelo Facebook (pelo menos não no nosso círculo de leitoras e escritoras), se precisares ou quiseres contactar-me é só usar o mail fics-love@hotmail.com
    E já agora: feliz primeiro aniversário. A tua evolução na escrita é notável. Pude perceber isso quando há uns caps atrás, integraste algumas recordações do início da história. Parabéns!
    E entretanto já passei 20 minutos a escrever isto numa nota no telemóvel e a minha viagem de comboio está prestes a chegar ao fim, portanto despeço-me!
    Keep going, girl!

    Besito
    Ana Santos

    P.S. Não volto a fazer comentários gigantes, prometo! XD

    ResponderEliminar