sexta-feira, 14 de novembro de 2014

35º Capitulo - « Isso é só impressão tua, deixa-me apalpar »

***
Notazinha: No ultimo capitulo eu esqueci-me de pôr a ultima parte, não sei como fiz aquilo mas faltou completar o capítulo. As minhas desculpas. Atualizei há pouco tempo e para quem não viu, o capitulo acaba assim:


«Antes de voltar para Coimbra e recomeçar as aulas, havia algo a fazer. Só ficava tranquila quando fizesse aquilo. Por isso pus o meu plano em marcha e no dia antes de ir para Coimbra fui em busca do Pedro.
Consegui recolher informações sem que a Gabriela se apercebesse disso. Adquiri uma morada, talvez fosse a casa dele.
Bati à porta quando consegui chegar ao destino. Só tinha visto uma ou duas fotografias dele, este plano podia correr mal.
- Pedro? – perguntei assim que um rapaz me abriu a porta.
- Sim e tu és…?
- Rita, tu não me deves conhecer…
- E tu conheces-me?
- Eu sou amiga da Gabriela.
- Ah…
- Ela está grávida – falei de rajada.
- E…o que é que eu tenho a ver com isso? – ia falar mas ele continuou – Rita, acredito que sejas amiga dela, ela falou-me várias vezes de ti e bem – sorri enquanto ele fez o mesmo – mas…esse bebé não é meu. Pode custar a acreditar mas é verdade. E se houve razão para eu e a Gabi acabarmos…foi mesmo esse bebé, que foi concebido quando ainda andávamos. »


Agora sim, capitulo 35:



2 meses depois

- Nem acredito que vais embora, principalmente no teu dia de anos! – passou a mão pela sua barriga já grande – o Miguel não acha piada nenhuma à tia Rita se ir embora – é verdade, já sabia o sexo do bebé, era mesmo um menino.
- O Miguel sabe bem que a tia Rita só se vai embora porque é o melhor para ela.
- Hum, eu ainda tenho dúvidas disso mas bem….
- Eu não posso estar à espera que a minha vida seja fantástica do dia para a noite, eu não posso esperar que me sinta feliz quando não faço nada por isso. Eu já perdi demasiadas coisas na minha vida, não me posso habilitar a perder o Stephan. Além disso não estou a gostar do curso.
- Sempre foi o que quiseste.
- Sim mas…agora apercebi-me que não é. Além disso o clima em Itália a propício à minha pele. Lá nunca apanho borbulhas na cara! – brinquei um bocadinho.
- Vamos lá ver se o Miguel deixa… - olhei-a confusa para depois perceber o que ela queria fazer, tentava abraçar-me e conseguiu – abraço das melhores amigas! E acho que vou chorar…
- A gravidez deixa-te sensível?
- Muito! – olhei-a e tinha uma lágrima a escorrer-lhe pela face. Limpei-lha com cuidado – como é que a tua mãe aceitou isto?
- Nem eu sei. Acho que deixou de me tentar proteger e deixar-me decidir o que quero fazer da minha própria vida. Acredito que lhe custe, vai ficar só com o Afonso mas...sei que ela vai ser feliz e que tudo vai correr bem por cá.
- O Miguel não quer que a tia se vá embora.
- O Miguel sabe que a tia só vai embora para ficar perto do tio.
- Ei! Eu ainda não o aceitei como tio do meu filho.
- Gabi!
- Pronto, está bem. Se tanto insistes…mas o Miguel quer prendas do tio italiano. – deixei a minha cabeça cair sobre o seu ombro – eu vou ter tantas saudades tuas, meu amor.
- Não vou para o outro lado do mundo. Itália é ali ao lado.
- Não é não! É longe, quando ele começar a dar pontapés quem é que vai sentir?
- O pai dessa criança.
- Rita…sabes bem que isso não vai acontecer.
- Porque é que me mentiste? – perguntei calmamente, tinha que lhe perguntar aquilo. Precisava de uma resposta.
- O que é que estás para aí a dizer?
- Eu sei que o Pedro não é o pai do Miguel.
- Como é que tu…?
- Eu fui ter com ele, Gabriela. Eu queria-te ajudar, se ele fosse o pai da criança ele tinha o direito de saber, o direito e o dever de cumprir o papel dele como pai. E bem, eu fiz figura de parva porque ele me disse com as letras todas que não era o pai do teu filho e que tu o tinhas traído.
- Eu…Rita, não interessa, está bem? Sim, eu traí o Pedro e sim esta criança não é dele e pronto, ficamos por aqui.
- Não, não ficamos! Quem é, Gabriela?
- Não interessa!
- Eu pensei que fossemos amigas, pensei que confiasses em mim.
- E confio, Rita mas este assunto não interessa a ninguém. Eu sou a mãe do Miguel e ponto.
- És tão teimosa!
- Anda cá – fez com que eu encosta-se a minha cabeça ao seu ombro, colocou a sua mão na barriga e eu fiz o mesmo - viste? Assim estamos bem. Não precisamos de nenhum homem a mandar em nós. Eu vou ser feliz com o Miguel. E agora vamos festejar que a tia Rita faz dezanove anos hoje!




- Estou morta! – atirei-me para cima do sofá, deitei-me abrindo os braços. Tínhamos andado a correr mais de uma hora, já não o fazia há muito tempo, por isso mal me conseguia mexer.
- Não estás nada. – o Stephan deitou-se sobre mim, beijando-me em seguida o pescoço.
- Acho que estou com uma amigdalite. – falei apalpando depois as minhas amígdalas. Na verdade estava uma mais inchada que a outra.
- Isso é só impressão tua, deixa-me apalpar – colocou as suas mãos no meu pescoço e à medida que ia passando as suas mãos pelo meu pescoço, olhava-me com uma impressionante intensidade. Acabei por sorrir enquanto o contemplava – não me olhes assim, Rita!
- Tinha saudades de te olhar assim, sabes? – continuei a sorrir e segundos depois ele também me sorria.
- E eu tinha saudades de estar assim, tão próximo de ti – mexeu-se, ficando apenas com uma perna sobre mim e o seu tronco. Encostou a sua cabeça ao meu ombro e deixou-se ficar assim.
- Arrependes-te de alguma coisa, Stephan? – coloquei a minha mão dentro na sua camisola e comecei a mover a minha mão sobre as suas costas.
- Hum, não. – colocou uma das suas mãos na minha cintura por baixo da minha camisola, ficando assim em contacto com a minha pele – e tu?
- Também não.
- E continuas a amar-me?
- Sabes? Eu cada vez te amo mais. É impressionante, até. Tu estás cada vez mais chato, cada vez mais resmungão – mordeu-me o ombro fazendo com que eu parasse de falar e me começasse a rir – mas…cada vez tenho mais certezas que és tu o homem da minha vida. Já passámos por muito juntos. Não imaginas o quanto cresci ao teu lado.
- Não cresceste muito, Rita. Ainda não me chegas aos ombros – brincou – mas sabes? Eu também cresci muito ao teu lado, foste como o sol num dia cinzento. Vieste mudar tudo, para melhor claro.
- Já tinha saudades destas conversas lamechas. – virei-me no sofá. O Stephan saiu de cima de mim e deitou-se ao meu lado. Ficámos assim virados um para o outro. Continuava com a minha mão nas suas costas e ele com a sua mão na minha cintura.
- Rita? – juntei os meus lábios aos dele num curto beijo. Separei segundos depois os nossos lábios e esperei que ele continuasse com o que ia supostamente dizer – eu nunca quis que desistisses da tua vida em Portugal por causa de mim, nunca quis que abdicasses de ter um futuro maravilhoso só para vires para perto de mim mas…ter-te aqui é das coisas mais magníficas de sempre.
- Há um momento na nossa vida que temos que escolher. Ou continuamos a vida que temos planeada ou mudamos completamente os nossos planos. Pouca gente os muda mas há quem o faça, por vezes mudar de país é mudar completamente os planos e foi isso que eu fiz. Além da minha família não há nada que me prenda em Portugal. Desisti do jornalismo, sim é um facto mas eu ao longo deste tempo tenho percebido que o que me motiva e o que gosto de fazer é mesmo fotografar. É tão espantoso, eternizar momentos, capturar aqueles instantes. Quando a memória nos falha são as fotografias que nos conseguem fazer relembrar os bons momentos, entendes isso?
- Entendo, sim. E tenho a dizer que se é isso que queres fazer, luta.
- E agora é um bom momento para eu te dizer o mesmo – olhei-o desta vez com cara mais séria – nada de desistires do futebol. Acredito que a lesão te tenha deitado a baixo mas não te podes ir a baixo, Stephan.
- Eu não me irei a baixo, eu prometo. Contigo aqui, tudo vai ser diferente. Posso considerar-te a minha fonte de inspiração – falou sorrindo.
- Uh, também podias ser a minha. Podes ser a minha cobaia.
- Cobaia, Rita? – perguntou fazendo-se ofendido.
- Sim, és sexy. Eu, tu e uma máquina fotográfica acho que fazíamos um belo trabalho!
- Eu, tu e uma cama também…
- Não vai acontecer, pretendo manter-me virgem até ao casamento – ironizei, fazendo cara séria.
- Podemo-nos casar hoje se quiseres.
- Tarado! – coloquei a minha mão no seu peito afastando-o.
- Oh Rita?
- Diz.
- O que é intercâmbio? – olhei-o desconfiada.
- Espera, deixa-me pensar como te explicar isto. Intercâmbio acontece entre estudantes, é tipo o meu irmão vir para cá e um aluno italiano ir para lá. Mas…porquê?
- Tu e o meu irmão fizeram isso – olhei-o confusa.
- Ah! Não pode! – atirei perplexa – ele está em Portugal?
- E tu estás aqui. – colocou os seus braços em torno do meu corpo abraçando-me.
- Ele está apaixonado?
- Não tanto como eu – respondeu levando-me a rir – e a Gabi?
- Tem uma barriga tão bonita. - peguei no telemóvel e mostrei-lhe umas fotografias que ela me tinha mandado.



- Eu olho para isto e apetece-me logo ter um filho. - acrescentei. 
- Podemos resolver isso se quiseres!
- Ai, Stephan! – afastei-o mais um vez de mim mas sem sucesso – eu estou a falar a sério!
- E eu também! Nunca falei tão a sério na minha vida, eu quero ter filhos contigo.
- Sabes? – levantei-me, ele deitou-se de barriga para cima e eu sentei-me sobre a sua cintura. Entrelaçámos as nossas mãos e eu prossegui – eu adorava, adorava mesmo ser mãe e tu ainda me dás mais vontade que isso aconteça – ele riu-se, levando-me a rir também – mas depois penso que só tenho dezanove anos e que se calhar não é a melhor altura. Primeiro ainda quero arranjar aqui emprego e preciso de me adaptar a esta nova vida.
- E se acontecesse?
- Se acontecesse eu não iria rejeitar o nosso filho, seria das coisas mais bonitas que podiam acontecer – ele sorriu, aquele sorriso sincero e ternurento – mas nada de sabotar a coisa. Vou começar a trazer a pilula sempre comigo que tu és perigoso! – atirei levando a que ele se risse.
- Juro que não irei sabotar nada.
- Hum, eu até acredito em ti.
- Só tens que acreditar em mim! No fim de dois anos e quatro meses de namoro, acho que confiança um no outro é o que não falta, certo?
- Certo. A confiança ganhasse com o tempo e acho que nós já ganhámos a confiança um do outro.
- E Rita…vamos começar a viver juntos e a construir a nossa vida. Se houver algo que não te agrade, se tiveres alguma dúvida, se achares que algo esteja a correr mal por favor fala comigo.
- Eu farei isso se tu também fizeres o mesmo.
- Prometo – beijou uma das minhas mãos num gesto de carinho. Separou as nossas mãos e colocou as suas nas minhas costas fazendo pressão, para eu me deitar sobre ele – estou mesmo feliz em te ter aqui.
- E eu estou mesmo feliz em estar aqui.


- Está frio! – constatei.
- Entra – o Salvador abriu-me a porta e eu entrei na sua casa – como estás?
- Bem. Na verdade não podia estar melhor. – sorri e a muito custo o Salvador abriu um sorriso mas que pouco me convenceu – e tu?
- Estou mais ao menos.
- Precisas de uma namorada – olhou-me pouco convencido – pronto, se calhar não é de uma namorada que precisas mas ambos sabemos que precisas de algo. Que tal um pai? – não resisti, precisava de tocar neste assunto. O Salvador sabia de alguma coisa que eu nem fazia ideia – ouve, eu já não tenho doze anos e adorava ser informada das coisas importantes como por exemplo: o porquê de o meu pai me ter abandonado.
- Ele abandonou-nos a todos.
- Porque tu e a mãe deixaram! Eu sei que vocês sabem de alguma coisa que eu não sei.
- Nós não podemos fazer nada! – atirou de uma forma totalmente descontrolada. Olhei-o perplexa, não esperava aquela reação – quanto menos souberes, melhor é para ti. – finalizou com uma voz mais calma.
- Não devia ser eu a decidir o que era melhor para mim?
- Não compliques, por favor.
- Não estou a complicar! Eu só quero saber a verdade!
- Tu não queres saber a verdade. Quando souberes vais desejar nunca a ter pedido. Confia em mim, tu precisas de estabilidade. Mudaste completamente a tua vida, precisas de calma.
- Estou farta disto. – não elevei a minha voz, não falei com raiva, apenas disse a verdade num tom calmo – estou farta que me escondam a verdade e que tu, Salvador, não me contes nada. Sempre confiei em ti. Sempre foste e és o meu maior apoio além da Gabriela e…eu não esperava isto de ti. Estás a ter um comportamento igual à Gabriela.
- O que fez a Gabriela? – ficou com cara estranha. Queria e conseguiu mudar o assunto.
- O ex-namorado dela não é o pai do Miguel e ela não me conta quem é o pai.
- Deve ter os motivos dela.
- Os motivos dela? Somos as melhores amigas e ela está a esconder-me uma coisa importante.
- Sabes que…às vezes as pessoas escondem coisas para nos proteger?
- É essa a vossa sorte, acredito que me estejam a esconder coisas para me proteger mas…eu não vou desistir de saber a verdade nem no caso do pai, nem no caso do filho da Gabi.
- És muito teimosa. Concentra-te um bocadinho em ti. Pensa no teu futuro.
- Estou à tua espera para me tratares do futuro.
- Amanhã falo com a minha chefe. Com sorte começas a acompanhar-me em alguns trabalhos.
- Hum, tem mesmo que ser contigo?
- Pegar ou largar, minha cara irmã.
- Eu adoro-te, Salvador! – abracei-o, dando-lhe um beijo na bochecha.




- Rita, não é? – Milena, era o nome da chefe do meu irmão. Parecida simpática. Devia ter uns trinta anos no máximo.
- Sim.
- És bonita! – não esperava aquele elogio dela.
- Obrigada.
- O Salvador falou-me sobre ti, vieste para Itália há pouco tempo?
- Sim.
- E queres-me contar porquê? – olhei-a um pouco sem saber o que dizer – vá, o teu irão já me contou metade da história. Nós damo-nos bem e sem ser convencida posso dizer que sou uma pessoa de confiança e…não sei, adorava tanto ouvir a tua história.
- Eu vim para Itália por causa do meu namorado…e não sou mas…principalmente foi por isso.
- Que é…o El Shaarawy?
- Sim.
- Começaste a licenciatura em jornalismo?
- Sim mas acabei por nem fazer um ano. Queria mesmo vir para cá e além disso percebi o que queria mesmo era fotografia.
- Sempre foi o meu sonho, sabes? Depois o meu pai faleceu e deixou-me o jornal e eu decidi dedicar-me somente a dirigir isto. Bem, mudando de assunto. Fizeste um curso de fotografia?
- Sim, durou um ano mais ao menos.
- O que mais gostas de fotografar?
- Tudo. Por enquanto não tenho preferência.
- Isso é ótimo. Eu tenho uma proposta para ti mas antes uma pergunta: desististe de vez do jornalismo?
- Não…quer dizer, não sei, eu adoro escrever e o jornalismo ainda me fascina imenso.
- Hum, eu entendo. Estás disposta a aprender, certo?
- Claro.
- Então aqui vai a minha proposta. És nova, tens dezanove anos. Por mim punha-te já a trabalhar mas sem estares licenciada, aqui é complicado. Eu tenho uma parceria com uma agência, consigo pôr-te a fazer uns trabalhos lá e consigo que ganhes formação cá. Vai dar trabalho, não digo que não, mas é a tua oportunidade. Eu e o teu irmão conseguimos ajudar-te nos primeiros tempos, ele com o jornalismo e eu com a fotografia. Ainda não te vi a trabalhar mas pareces-me igualzinha ao teu irmão, fazes as coisas com amor e isso é meio caminho andado para tudo sair bem. Aceitas?
- Claro!
- Podes começar a tratar-me por tu, além de uma chefe tens aqui uma amiga.
- Obrigada Milena, obrigada mesmo. Agradeço-te do fundo do coração.
- Sou muito esquisita e por isso ando adiar contratar gente. Tu vieste assim ocupar um lugar que já precisava de ser ocupada há algum tempo. E vou parecer desesperada mas…finalmente uma mulher neste jornal! Uma amiga para mim! – falou levando-me a rir.




- Rita! O teu telemóvel!
- Stephan…estou aqui ao teu lado, escusas de gritar. – virei-me na cama e agarrei-me a ele. Coloquei uma das minhas pernas sobre as suas.
- O teu telemóvel, amor da minha vida - deu-me o telemóvel para a mão. O número era desconhecido, não o tinha na minha lista. Larguei o Stephan e levantei-me, sentando-me na cama e atendendo depois o telemóvel.
- Sim? – falei ao atender.
- Rita! – era a voz da Gabriela, uma voz diferente, uma voz de sofrimento - Rita, eu estou tão mas tão aflita, oh meu Deus!
- Gabriela? Fala comigo, o que é que se passa?
- Eu estou mal, eu senti umas dores estranhas e oh Rita, eu não quero perder o Miguel.
- Onde é que tu estás?
- No hospital, eu estou no hospital mas…eu não me sinto bem. Eu preciso tanto de ti, eu não quero perder o Miguel!
- Gabi, quem é que está contigo?
- O meu pai. Veio hoje de Madrid e… - a voz falhou-lhe, senti a sua respiração profunda – eu preciso de ti, Rita. Eu nunca senti tanto medo como hoje. Tenho um mau pressentimento, tenho mesmo.
Olhei em volta, o Stephan olhava-me preocupado. Levantei-me da cama e comecei-me a vestir.
- Eu apanho o próximo voo e…eu estou aí ainda hoje – acabei por dizer, desliguei a chamada e petrifiquei pensando em tudo aquilo.
- Fofinha – o Stephan levantou-se vindo até mim – o que se passa? – colocou a sua mão no meu rosto e inclinei ligeiramente a cabeça sentindo-o assim mais perto.
- A Gabi…ela está no hospital por causa do bebé e…eu não consigo ficar aqui sem fazer nada. Não consigo ser indiferente a este assunto.
- Vamos lá ficar muito tempo? – afastou-se abrindo uma gaveta.
- Não sei, mas…vamos? – perguntei, esboçando um ligeiro sorriso.
- Achas que eu te ia deixar ir sozinha? Principalmente é o nosso miúdo que está em causa, ele e a mãe chata.
- Oh Ste… - coloquei as minhas mãos nas suas costas e abracei-o.
- Chora lá um bocadinho! – gozou levando-me a gargalhar.
- Eu não choro.
- Só se não calhar. – fez-me dar meia volta e colocou as suas mãos sobre a minha barriga puxando-me para si. Em seguida beijou-me uma das bochechas mordendo-me depois – vamos lá, temos uma grávida que precisa de nós.



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Boa noite, meninas!
Espero que gostem deste capitulo. Sei que já passou quase um mês desde a ultima vez que publiquei aqui um capitulo mas a inspiração tem sido complicada, bastante até!
No meu ponto de vista a história ganhou agora um novo rumo, que espero que seja bom, na vossa opinião.
Beijinhos
Bom fim de semana,
Mahina ღ

4 comentários:

  1. Oi
    Adorei imenso
    acho espetacular teres voltado a juntar o meu casalinho maravilha
    Estou preocupada com o Baby e quem é o pai?
    Amo as tuas fics
    Publica mais pleaseeeeee
    Fico ansiosa a espera do próximo...
    Beijinhos
    Nana

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  2. A Gabi está grávida do pai da Rita! O meu choque é imenso!!!!
    Eu lembro-me de ter-te confessado isto e de ter dito que era uma ideia louca e descabida mas neste cap é só nisso que penso!
    Nem imagino como a Rita ficará quando souber! Oh meu Deus!!! A melhor amiga grávida do pai? Tudo demasiado perturbador!
    Ela vai ficar tão magoada. A única coisa que a imagino a fazer é a isolar-se na Itália, bem longe da Gabi e da família que a enganou!
    Oh Jesus nem quero imaginar!
    No meio de tudo a única coisa boa (e com boa quero dizer fantástica, espetacular, maravilhosa) é que a Rita e o Stephan voltaram! Esta sim é a minha menina! Muito bem, a atirar-se de cabeça para a felicidade. Oh pah fiquei mesmo feliz!!!!
    Espero o próximo com os níveis de ansiedade no máximo!!

    Besazo
    Ana Santos

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  3. Olá :)
    Gostei muito e quero mais capitulos...nem que demorem um ano :P
    Não sei porquê...mas o pai do bebé é o pai da Rita e se ela sabe...ela vai ficar em choque :/
    A Gabi não pode perder o filho please :'(
    Próximo rápido please bjs :*

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