sábado, 29 de novembro de 2014

36º Capitulo - «Todos os caminhos…vão dar a Milão.»

- É bom saber que ela está bem – abri a porta do apartamento da Gabriela e entrei juntamente com o Stephan – vamos lá amanhã de manhã?
- Sim, claro – respondeu.
- Invadindo a casa da Gabriela! – brinquei. Pousei as minhas coisas no quarto e voltei para a sala segundos depois, para ir ter com o Stephan – até me custa a ter deixado lá sozinha, esta noite.
- Teve que ser, não te deixaram lá ficar. Além disso a Gabi começou logo a barafustar a dizer que passava bem a noite só com o Miguel.
- Sim e mandou-nos para casa dela porque disse que os ares do Porto são bons para a prática sexual.
O Stephan gargalhou e eu fiz o mesmo. Realmente só a Gabriela para depois de um susto daqueles com o Miguel, nos mandar para casa dela porque devíamos estar juntos.
- Eu gostava de saber onde está o meu irmão.
- Somos dois! Aquele teu familiar é tão anormal.
- Ele anda atrás do amor.
- O amor é que não deve andar atrás dele. Manda-lhe uma mensagem, Ste. Diz para ele vir ter aqui senão nós ficamos à seca.
- Nós nunca vamos ficar à seca. Há tanta coisa para fazer.
- Tipo o quê? – ele sorriu e olhou-me daquela forma provocadora – excluindo o que estás aí a pensar!
- Eu estava a pensar que podíamos dormir, eu estou tão cansado.
- É normal bebé – deitou a sua cabeça nas minhas pernas e acariciei-lhe a face – não estavas habituado a festa todos os dias, é o que dá!
- Tu não deves andar a fazer a mesma vida que eu! Ou então tens amnésia. – comecei a rir-me enquanto ele tentava fazer cara séria – sabes que mais? Continua a deixar-me sem nada que quando quiseres eu dou-te uma tampa!
- Eras incapaz disso!
- Veremos, veremos.
- Ste lindo - coloquei as minhas mãos nas suas bochechas e apertei-as – se quiseres…podemos…
- Deves estar a gozar comigo! Agora que mandei uma mensagem ao meu irmão e que tu dizes isso?
- Calma, não é agora será depois – brinquei.
- Ainda hei de descobrir o que é que queres com isto.
- O teu sofrimento, Stephan Kareem El Shaarawy.
- Queres casar-te comigo?
- Isso é um pedido?
- Não. É uma pergunta daquelas sem segundas intenções. Para planear o meu futuro.
- Ah, entendo! – ironizei por causa da forma como falou – ainda não sei, os teus nomes são demasiado esquisitos. Rita El Shaarawy, fica estranho!
- Se não fica bem no teu nome, em qual é que há de ficar?
- Isso quer dizer que o meu nome é bonito?
- Quer dizer que tu és a única que vai herdar o meu e a única a quem vai ficar bem.
- E a futura mulher do teu irmão?
- Oh Stephan, foste tão romântico agora. Adorei o que tu disseste. Amo-te cada vez mais – ironizou – ele não vai ter futura mulher nenhuma!
- És muito mimado – juntei os meus lábios aos dele num beijo calmo e apaixonado – estás sempre à espera de miminhos! Sim, Stephan. Foste um romântico ao dizeres que me querias para tua mulher.
Tocaram à campainha. O Stephan retirou a sua cabeça das minhas pernas e eu levantei-me indo abrir a porta.
- Cunhada! – o Manu entrou, dando-me dois beijos em seguida – o que é que tu e o meu irmão querem de mim?
- A tua companhia…talvez – voltei a sentar-me no sofá e o Stephan a colocar a sua cabeça nas minhas pernas. Acariciava-lhe o cabelo enquanto o Manu nos olhava.
- Pensei que vos chegava a companhia um do outro.
- A Rita anda-me a dar tampas!
- Isso não era para dizer, fofinho – mexi-me no sofá colocando as costas, que me doíam direitas - dói-me as costas – queixei-me. Continuei a mexer no cabelo do Stephan e a tentar perceber o que fazer com aquele cabelo – exageras-te no gel hoje!
- Não ia ao lugar, tive que fazer alguma coisa.
- Ninguém diria que andam sem sexo. O cabelo dele não vai ao sítio, a ti doí-te as costas…
- Aí está! As aparências iludem – dei um pequeno beijo na bochecha do Stephan – mas como vês, nós até sem sexo somos felizes.
- Vais-te naturalizar? – perguntou o Manu, sentando-se finalmente à nossa frente.
- Eu naturalizava-te era a cabeça! Para que é que eu me vou naturalizar?
- Para seres meia portuguesa, meia italiana! Quem não quer ter dupla nacionalidade?
- Eu! Para dupla nacionalidade basta o teu irmão, meio egípcio.
- Mas os nossos filhos podem ter dupla nacionalidade, não podem?
- Claro, Stephan.
- Meu Deus, já falam em filhos!
- Lá tinhas tu que estragar o momento! – atirei – nós gostamos de falar em filhos, em casar, em nomes a herdar…nós somos assim, habitua-te! – passei os meus dedos pelo rosto do Stephan, já me tinha esquecido de como a sua pele era suava – e tu, oh cunhado? – decidi apostar chamá-lo da forma como me denominava a mim -  como andam as coisas com a Mara?
- Ela é uma rapariga tão espetacular.
- Para quem dizia que as portuguesas eram chatas…
- Ela é diferente! – defendeu – não é inconveniente como tu, é linda e é mesmo dedicada ao que faz.
- E é ruiva e toda fofinha. E é prima da Mariana, vamos lá ver se a tratas bem!
- Eu trato. Raparigas como aquelas não se encontram todos os dias.
- E ainda não foram para a cama… - acrescentou o Stephan.
- Tu andas um tarado! E é preciso ir para a cama para estar-se apaixonado, como o teu irmão está? – perguntei.
- Não mas…ajuda.
- Ajuda…és mesmo tolinho, tu.
- Tens uma borbulha! – o Stephan apontou para o meu queixo escandalizado.
- Vais-me deixar por causa da borbulha?
- Acho que sim. Sabes porque é que tens borbulhas? Falta de sexo!
- E tu a dar-lhe! Eu vou-te deixar!
- Ai vou-te deixar, ai vou-te comer, ai és tão linda, ai os nossos filhos vão ter dupla nacionalidade. Credo! Vocês já enjoam.
- Ele está a habilitar-se a que eu o mande embora. – falei para o Stephan, rindo-me em seguida.
- Já escolheram os nomes para os vossos filhos?
- Ainda não…mas temos que escolher! – disse o Stephan.
- Estava a ser irónico. Bem, eu vou-me embora que daqui a um bocado a Mara está a acabar o turno. Almoçamos amanhã os quatro? – propôs.
- Que boa ideia! Nós vamos ao hospital de manhã ver a Gabriela e depois encontramo-nos para almoçar.
- Obrigada pela conversa em que praticamente só falámos em sexo e falta dele…
- Mentira! – atirei – também falámos na tua relação com a Mara.
- Vá, até amanhã. – ele dirigiu-se à porta, saindo depois.
- O teu irmão está apaixonado. – dei um beijo na bochecha do Stephan. Virou a cara em seguida para me beijar os lábios.
Levantou a sua cabeça das minhas pernas e levantou-se do sofá. Ofereceu-me a sua mão e eu agarrei-a, levantando-me assim.
- Vamos lá acabar com as borbulhas, sou melhor que creme! – disse enquanto nos encaminhávamos para o quarto.
- Não estavas cansado?
- Estava, dizes bem: eu estava cansado.
- Mas oh Stephan, eu estou tão cansada. – parei à entrada do quarto, e encostei a minha cabeça ao seu peito.
- Deves andar a fazer vida dupla, rapariga!
- Amanhã, eu prometo que amanhã tens a tua melhor noite de sempre.
- A Gabriela não vem para casa amanhã?
- Não, só vem depois.
- Então…vamos dormir?
- Sim, por favor. Eu só quero dormir, estou tão cansada, fofinho.
- Anda então, minha namorada dupla. Vamos dormir.




- Não gosto nada deste hospital – comentou o Stephan assim que entrámos.
- São más recordações que tens daqui, não passam disso – entrelaçou a sua mão com a minha e fomos até ao andar onde estava a Gabriela.
Quando entrámos no quarto dela não podia ter ficado mais admirada. Estava com uma caixa de gelado na mão, duvido que lhe tivessem autorizado a comer aquilo no hospital.
- Quem é que te deu isso, Maria Gabriela? – perguntei entrando no quarto.
- O Salvador! – respondeu de rajada. Reparei que se arrependeu depois e ficou a olhar para o gelado mantendo o seu olhar fixo ali.
- O que é que o meu irmão…?
- Cheguei! E Encontrei as tuas gomas! – o Salvador entrou no quarto e assim que me viu a mim e ao Stephan parou ficando a olhar fixamente par a Gabriela e depois para nós.
- O que é que se passa aqui? – perguntei confusa.
- Nada de especial… - o Salvador deu uns passos em frente chegando perto da Gabriela e dando-lhe o pacote de gomas para as mãos.
- Obrigada, nós agradecemos – a Gabriela passou a mão na barriga enquanto falava.
- Devíamos… - o Salvador voltou a falar, sentou-se na cama da Gabriela e olhou-nos.
- Sim, eles merecem saber a verdade.
- Que verdade? – perguntei confusa.
- Rita – o Salvador começou a falar - sabes? Tu vais ser mesmo tia.
-Eu não estou a perceber!claro que estou a perceber! Mas quero ouvir da boca do Salvador, todas as palavras a serem ditas.
- O Miguel não é só o filho da Gabriela, o Miguel é também meu filho.
Olhei para o Stephan e vi um sorriso na sua cara. Como é que ele conseguia sorrir?
- Estou chocada – falei baixou e coloquei a minha testa no peito no Stephan.
- Isto é só a primeira impressão, isto já lhe passa.
- Não passa nada! O meu irmão e a minha melhor amiga andaram a fazer sexo nas minhas costas!
- Não foi nas tuas costas, fofinha. Deve ter sido numa cama. – o Stephan falou e olhei-o com vontade de o espancar – eu não digo mais nada…
- Rita…aconteceu. – disse a Gabriela.
- Não! Se eu estivesse grávida podia dizer: aconteceu, sim podia, mas vocês não! Porque não aconteceu, não era suposto acontecer.
- Estás…chateada? – perguntou o Salvador.
- Não, estou muito feliz mas não o consigo demonstrar porque estou chocada! – o Stephan riu-se juntamente com o Salvador.
- Não foi planeado. – disse a Gabriela.
- Claro que não foi! Que eu saiba tinhas namorado tal como ele tinha namorada – fechei os olhos e respirei fundo. Coloquei-me em bicos de pés e coloquei as minhas mãos em torno do pescoço do Stephan – hum, sabes uma coisa?
- Acho que nem quero saber!
- Stephan!
- Quando tu me olhas assim, assustas-me e sei o que queres! E que mudanças de humor são essas?
- Não tenho mudanças de humor nenhumas! Só que… - coloquei a minha mão nas suas costas, por baixo da sua camisola.
- Rita! – olhava-me chocado – primeiro nada, nada e agora isto?
- O que é que se passa aí? – perguntou o Salvador.
- Continua a olhar para o teu filho e para a mãe da teu filho, sim? Não interrompas aqui a nossa conversa!
- A tua irmã está-me a assediar. – disse o Stephan.
 - Parvo! – dei-lhe uma chapada no peito – agora é que ficas sem nada!
- Como se eu fosse ter alguma coisa!
- E ias! Hoje até ias mas já não vais ter.
- Muito bem. Nós acabámos de vos contar que eu e o Salvador fizemos um filho e que se vai chamar Miguel e vocês estão para aí a falar de sexo?
- Estamos. Ela anda-me a dar tampas e agora está toda on fire.
- E tu em vez de aproveitares estás a mandar vir comigo.
- Eu não me meto na vossa vida mas…deviam ir para casa – aconselhou a Gabriela.
- Não podemos – peguei no pulso do Stephan e olhei para as horas – porque vamos ter um almoço e está na hora! – fui em direção a eles e dei um beijo na testa da Gabriela e dei uma chapada no braço do meu irmão – vais ser pai, agora. Eu só estou a reagir assim porque ainda não estou em mim, aviso já. Portem-se bem, até um dia. – agarrei a mão do Stephan e saímos daquele quarto. – vamos ter com eles a onde?
- Ao restaurante onde estivemos ontem – respondeu. Fiquei em silêncio e continuamos a caminhar – vais-me dar uma tampa hoje à noite?
- Talvez não. – respondi tentando fazer a cara mais séria.
- Talvez?
- Sim, porta-te bem e coiso.
- Coiso?
- Sim coiso! Para lá com as perguntas.
- És mesmo doida! – deu-me um beijo na bochecha e continuamos o nosso caminho.


- Estás despenteada! – assim que eu e o Stephan nos sentámos à mesa levámos com aquela boca do Manu.
- Se estás a tentar insinuar alguma coisa, podes parar por aí! – atirei.
- Tão simpática que estás hoje.
- Olá Mara, como é que estás? – perguntei, tinha-a à minha frente com um sorriso enorme – ah, e como é que consegues aturar o meu cunhado?
- Ele é fofo! E eu estou bem, obrigada.
- É fofo – virei-me para o Stephan – o teu irmão não é fofo.
- Pois não é não. – disse ele.
- Ele é fofo! – a Mara acariciou o rosto do Manu – e nunca fui tão bem tratada por um homem.
- As portuguesas são chatas… - atirei, metendo veneno.
- Rita! Isso não é para dizer! – o Manu olhou-me perplexo.
- Tu disseste isso Manuel? – a Mara falou e eu e o Stephan começamo-nos a rir. Recebemos o olhar repreendedor do Manu e contivemo-nos nas gargalhadas.
- Disse mas já foi há muito tempo. Eu só conhecia a Rita e como podemos confirmar ela é chata por isso pensei que eram todas como ela. Mas depois conheci-te e comprovei o contrário. Tu és magnífica e nada chata.
- Ah, que lindo – disse eu e o Stephan ao mesmo tempo.
- Se eu agora quisesse ser mazinha dizia que já me estão a enjoar mas como eu sou uma pessoa decente digo que, tu finalmente arranjaste uma namorada à maneira.  
- Muito obrigada – o Manu colocou a sua mão por cima da mão da Mara e sorriu.


Colocou o seu corpo sobre o meu. Aproximou os seus lábios da minha testa e beijou-a levemente.
- Sinto-te em baixo – saiu de cima de mim e deitou-se ao meu lado.
- É complicado. – ajeitei o cabelo que me caia sobre os olhos – saber que a minha melhor amiga e o meu irmão se envolveram e vão ter um filho…como podes imaginar, não foi fácil. Sinto-me feliz por um lado…mas por outro, sinto-me tão chocada. Foi mesmo um choque, eu nunca pensei que isto pudesse acontecer. E depois magoa-me que eles me tenham escondido isto, principalmente eles, entendes?
- Sim, fofinha. Eu entendo mas lá no fundo só te quiseram proteger.
- Tal como o Salvador me está a fazer em relação ao assunto do meu pai?
- Rita, há algo que… - notei hesitação na forma como falava.
- O que foi, Stephan?
- É sobre o teu pai…ele deixou-me algo há uns meses.
- O quê? – levantei-me e sentei-me no fundo da cama. Segundos depois já tinha o Stephan sentado ao meu lado.
- Uma carta.
- Uma carta?
- Sim. Foi mais ao menos uns dias antes de termos aquela horrível discussão e eu não tive oportunidade de te contar. Além disso na carta ele disse para eu não te contar logo em seguida, segundo o teu pai precisavas de aceitar isto primeiro…
- Isto o quê?
- A ausência dele.
- Eu não quero aceitar a ausência dele!
- Mas involuntariamente, tu aceitaste. E era isso que ele queria.
- Vais-me contar, vais-me mostrar a carta? Stephan, tu não imaginas o quanto eu preciso disso.
- Eu não a tenho cá, não a trouxe para Portugal. Quando voltarmos a Itália eu mostro-te – fixei o meu olhar no chão, sentia-me perdida…novamente – ouve, Rita agarrou as minhas mãos e fez-me olhar para ele – há uma frase que o teu pai escreveu que me fez pensar durante muitos dias – baixou o olhar para segundos depois me voltar a olhar – «por mais discussões e mais palavras feias que digam um ao outro, ela neste momento vai precisar mais de ti do que qualquer outra pessoa…porque ela ama-te como nunca imaginou amar alguém» - senti os meus olhos a encherem-se de lágrimas mas eu não ia chorar, não podia. – senti-me tão culpado, Rita. Tivemos uma discussão horrível, por momentos pensei que tudo tinha acabado e depois o problema do teu pai…eu devia ter estado ao teu lado e nem capaz disso fui.
- Estás agora – encostei os meus lábios à sua bochecha e deixei depois a minha testa ir ao encontro da sua – o passado não importa, eu confio no meu futuro…eu confio em ti.


- Creio que…há uma coisa que te presente – o Stephan levantou-se da cama, andou até ao seu saco e de um bolso retirou algo que não consigo identificar. Voltou a deitar-se ao meu lado. Pegou na minha mão e colocou-me no pulso a pulseira que me tinha dado no nosso aniversário de namoro. A pulseira que eu lhe tinha devolvido quando tivemos aquela discussão.

«(…)Sim, claro o nosso amor é muito forte e dizer amo-te é muito bonito mas sabes? É preciso senti-lo!– estava completamente fora de mim, levei a minha mão, que tremia, à pulseira de pérolas que ele me tinha oferecido há uma semana – sabes uma coisa? – retirei a pulseira e ofereci-lha mas ele continuou como estava nem a mão esticou – fica com ela, dá-lhe uso! Oferece-a à tua amiga.»

- Sempre tiveste momentos de parvoíce e quando me devolveste a pulseira foi um desses momentos.
- Ah, muito obrigada. É sempre bom saber que o meu namorado me acha parva.
- Tal como tu dizes, o passado não importa.
Ouvimos a porta bater mas nem nos mexemos. Provavelmente era a Gabriela e meu irmão.
- Se estão despidos, vistam-se! – a voz da Gabriela soou pela casa.
- Hum-hum, é que nem me vou mexer. – disse o suficientemente alto para ela me ouvir.
- Chegámos! – atirou ela entrando no quarto – e vocês estão vestidos! – caminhou na direção da cama e deitou-se no meio de nós por cima dos lençóis – vou ter que deixar de ir às aulas…
- Porquê? – perguntei.
- O senhor doutor não deixa. Repouso mais repouso e ainda mais repouso. A minha vida está acabada! – fingiu chorar o que nos levou a rir – Vá, agora a sério! Que porra! Eu gosto de me mexer e agora vou ter que estar em repouso e ter cuidado e essas tretas todas.
- É para o bem do Miguel.
- E vou ficar aqui sozinha! Passar os meus dias sozinha, nesta casa.
- Sabes que tens sempre uma solução – o Salvador que até agora estava calado a olhar-nos encostado à porta, falou.
- Não! Não e não!
- Porque não? – perguntei percebendo ao que o Salvador se referia. Ele queria levá-la para Itália.
- Porque não! Além de querer que o meu filho nasça no meio de pessoas decentes… - brincou, levando o Stephan a olhar para ela sério. Acabou por se rir e acabar o raciocínio – é complicado ir para um país que eu não conheço, onde não tenho nada.
- Tens-nos a nós. – falei.
- A mim não devia ter! Ela insinuou que eu não era decente! – brincou, falando depois mais sério – devias vir connosco.
- Eu não sei…
- Ouve, Gabriela. Nós vamos ter um filho, sim. Mas eu não quero que fiquemos juntos só por causa disso. Tu sabes bem que eu sou completamente apaixonado por ti – demasiado choque em tão poucos dias. Olhei estupefacta para o Salvador que pronunciava aquelas palavras – e tu também já me admitiste que o és por mim. Tu tens que vir connosco
- Deixando o choque de lado – falei – porque isto ainda é um bocadinho difícil de digerir. Pensa em ti Gabriela e também pensa no Miguel, vai ser bom para vocês. E eu preciso tanto mas tanto de ti lá. Encara isto como um recomeço. O Miguel, o amor que eu não sabia que existia pelo meu irmão – eles riram-se – e Itália.
- É inevitável – suspirou – todos os caminhos…vão dar a Milão. 

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Boa noite!
Espero que este capitulo vos tire muitas dúvidas ;) !
Fico à espera dos vossos comentários.
Beijinho, 
Mahina 

5 comentários:

  1. Olá :)
    Ahhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhh QUE CAPITULÃO :O
    Eu aqui a pensar que o bebé era filho do pai da Rita e afinal n é...uffa :P
    Ainda bem que é filho do Salvador ;)
    Próximo bjs

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  2. Amei
    Quero mais
    por favor
    Publica rapidamente
    Beijinhos
    Nana

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  3. Olá!!
    Essa "boca" sobre as dúvidas era para mim?? Eu estava pertíssimo de resolver o mistério. Não é o pai da Rita mas é o irmão dela. Até eu fiquei em choque, joder! E o mais chocante é que não foi um acidente do género grande bebedeira e ups! Eles estão apaixonados um pelo outro! Oh é chocante mas ultra fofinho ao mesmo tempo.
    Se o pai da Rita tivesse engravidado a Gabriela não seria nada de fofinho, apenas perturbador e dramático. Ainda bem que tens melhores ideias do que eu! Mas então o mistério sobre o pai da Rita continua de pé. Tu desfaz isso rápido, caso contrário vai surgir outra das minhas ideias alucinantes! XD
    E coitado do Ste! Ele está a passar fome. Como futura nutricionista, tenho a dizer que isso faz mal à saúde. Por outro lado, o exercício físico faz muito bem!
    Estes caps deixam me animada. Gosto de sentir o amor e o humor no ar! Até o Manu conseguiu arranjar alguém para tortuosamente amar xD
    E entretanto o tempo de espera pelo comboio passou e já estou quentinha a caminho de casa. É por isso que levo os caps para todo o lado :-D
    Espero o próximo!

    Beso
    Ana Santos

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  4. Olá!
    Bem digamos que eu já sabia à algum tempo da existência desta fic, e sei que me fiquei pelos primeiros capítulos, não por vontade minha, mas porque fiquei sem tempo, mesmo. Nem cheguei a comentar nenhum, mas ontem pensei, porque não devorar trinta e tal capítulos?! E foi mesmo isso que fiz. Como já muitas pessoas te disseram tu escreves maravilhosamente, perfeitamente, incrivelmente bem, a sério que sim, e cada capítulo prende a atanção, mas prende tanto! Acho que me fizes-te sentir todas as emoções, é que conseguiste mesmo! Eu consegui rir até doer a barriga com o feitio da Rita como aquelas coisas parvas de o Salvador e o Afonso fazerem conchinha, os patos no lavatório ou até o andacá-chegaparalá com o El. Também me derreti tanto com as conversas Rita-Ste, asério que sim, aqueles telefonemas super fofos, ela a gozar com o 'amo tu' dele, coisa mais boa. Depois acabou por ser aquele passado que até a mim me assustou, ela é forte, tão forte que nem ela sonha, fizeste-me chorar a sério. As idas dela a Itália, as depedidas (que me matavam do coração, era tão cruel separá-los assim, mas tinha de ser!). Mas o que valia a pena no meio disso tudo?! O reencontro, vale sempre a pena quando dois corações pertencem um ao outro.
    A Gabi, ai a Gabi é um doce, uma atrevida de primeira, mas uma melhor amiga exemplar, e ter engravidado do Salvador?! Foi sem dúvida surpreendente, mas até interessante! o Afonso, oh que amor de miúdo, amo amo e pronto, eu que estava tão contra o Rafael, até acabei por gostar, visto que a Rita ia cometer uma loucura, mesmo!! O Filipe, se mudou ou não não sei, mas o Ste está lá, vai protegê-la de tudo. O Balotelli, ai jesus aquele homem é completamente doido, mas fizeste-o fofo, assim como todos os colegas do italiano! O Juan foi muito engraçado, entrou na vida da Rita secalhar quando ela precisou mais e isso foi bom para ela. E o Manu, aiaiaia que riso de rapaz, tão doido, tão trapalhão, finalmente encontrou uma namorada, vamos ver se é para durar! Ah ia-me esquecendo, "sou a mãe do filho do Stephan" eu ia morrendo, literalmente!! Não faças muitas destas, porque eu fiquei mesmo do género 'não pode ser, ela não vai fazer isto, ele era um mulherengo, mas a Rita não merece, por favooor não' depois quando li, lá fiquei descansada. Agora,..Gabi em Milão, vai tudo compor-se. (E a Ritinha que anda a matar o rapaz, a ver se isto promete ;) )
    Amo o que escreves e espero que o faças para o resto da tua vida, estes mimos são bons demais.

    Espero o próximo muito ansiosa, muitos beijinhos.

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