quarta-feira, 16 de dezembro de 2015

44º Capítulo - «Le temps passe, l'amour reste»

Boa noite!
Decidi deixar aqui um pequeno recado no início do capítulo para não se sentirem «perdidas». Um ano, um longo ano cheio de conquistas e derrotas, passou na vida deste casal. E agora? Leiam e percebam como tudo mudou ;) 

Cerca de 1 ano depois

- Parabéns para nós – coloquei a minha mão sobre a dele e o seu sorriso intensificou-se.
- Talvez esteja na hora – olhei-o confusa perante aquela sua afirmação – acho que chegou o nosso momento, Rita – simplesmente não me apeteceu dizer nada. Fiquei a olhá-lo enquanto atrapalhado parecia tentar encontrar as palavras certas – eu não tenho discurso preparado nem anel nem…bem isso também não interessa – largou a minha mão e pegou no seu copo bebendo um pouco de vinho. Pousou o copo e pôs, desta vez, as suas duas mãos sobre a minha – queres casar?
- Contigo? – perguntei sem pensar muito bem naquilo que perguntava.
- Não, com o vizinho! Rita! – parecia chateado e nervoso ao mesmo tempo - havia de ser com quem? – questionou.
- Contigo claro – assentei a minha outra mão sobre as suas – e obrigada por isto – olhou-me como que esperando algo mais da minha parte, uma resposta talvez – não é obrigada que se diz, pois não? – acabei por me rir juntamente com ele – como nunca ouvi ninguém recusar um pedido de casamento e não quero ser a primeira, eu vou dizer que sim! – sorri e o Stephan gargalhou contagiando-me a mim.
- Anda, vamos lá fora – incentivou-me. Pegou no seu copo e eu acabei por pegar no meu. Caminhámos os dois por entre algumas mesas daquele restaurante, que o Stephan conhecia bem, e fomos até àquela varanda.
- Esta vista é simplesmente magnífica! – exclamei, dando uns passos em frente até ao limite daquele espaço. A paisagem era fantástica. O mar, o pôr-do-sol e todos aqueles raios de sol que ainda refletiam na água límpida com uma ligeira ondulação.
Olhei para trás reparando que o Stephan colocava o copo no chão e me olhava atento.
- Continua o que estás a fazer e não me largues a mão – pediu.
Voltei a virar-me para aquela bonita vista.
- Le temps passe, l'amour reste – sussurrei perante aquele silêncio que se tinha formado.
- Isso já é tudo familiarização com a língua francesa? – perguntou. Dei uns passos atrás sendo acolhida no conforto do seu abraço.
- Sem gritos, sem choros, sem brinquedos ou comida espalhada por todo o lado – apertou um pouco mais os seus braços em torno do meu corpo – estávamos a precisar destes momentos só para nós.
Colocou o telemóvel à nossa frente enquanto editava a fotografia que tinha tirado.
- Não me digas que vais finalmente embelezar as tuas redes socias comigo? – perguntei a rir-me – estava a ver que nunca mais te apercebias do quanto uma fotografia minha vale mais do que qualquer tua que possas pôr – falei, fazendo desta vez a cara mais séria possível.
Larguei-me dos seus braços e virei-me de frente para ele. Colocou uma das suas mãos no meu pescoço.
- Quero só elucidar as pessoas de que continuamos juntos para a tristeza de algumas delas.
- Stephan…esquece isso – pedi, virando-me novamente de costas para ele, encostando depois o meu corpo ao seu.
- Não consigo. Não foram maldosos comigo mas contigo, Rita. – olhou-me sério - e isso magoou-me mais do que qualquer coisa. Estávamos a passar por um momento complicado e as pessoas não souberam respeitar isso.
- Esquece isso Stephan, por favor. Já passou – coloquei desta vez eu as minha mãos sobre o seu rosto – está tudo bem – assegurei – deixa-me lá ver bem isso – peguei no seu telemóvel e olhei aquela foto.

Obrigado por estes 3 anos
Le temps passe, l'amour reste
- Não sou a única familiarizada com a língua – brinquei, devolvendo-lhe em seguida o telemóvel – o Natal já é para o mês que vem.
- Estás preparada para viver a decisão que tomaste?
- Mais que preparada – assegurei – pode ter sido das decisões mais difíceis que tomei mas é o melhor – voltei a encostar-me a ele, peguei nos seus braços colocando-os em torno de mim – já viste como a nossa vida mudou? Estamos a viver no Mónaco! – exclamei. Ainda parecia tudo tão surreal.
Como tudo tinha mudado. O facto de o Stephan ter sido emprestado ao Mónaco por uma temporada veio mudar a nossa vida para melhor, sem dúvida alguma.
- Num apartamento com a melhor vista de todas! – brincou, encostando os seus lábios à minha cabeça – tive medo que não viesses comigo depois de tudo o que se passou.
- Já arrisquei tudo o que tinha arriscar na minha vida. Para ser sincera não pensei muito neste assunto. Não pensei nas consequências ou nos riscos. Apenas me aventurei e está a correr muito bem até agora.
- E que tal a sensação de a equipa ser mais portuguesa de que francesa?
- É ótima. Nem imaginas o quanto me sinto bem com os teus colegas de equipa. Fomos super bem recebidos e é bastante engraçado ver-te falar português com alguém sem ser comigo – ele riu enquanto eu me aconchegava mais a ele – está a ficar frio.
- Vamos lá para dentro?
- Sim, é o melhor – acabou por me largar e caminhámos os dois para dentro do restaurante. Sentei-me na minha cadeira desbloqueando em seguida o telemóvel – está para morrer alguém – comentei.
- O que se passa?
- Três chamadas da Milena.
- Que artigo é que tu não entregaste a tempo desta vez? – ironizou, rindo-se em seguida.
- Nenhum! E eu entrego sempre os artigos a tempo! – ripostei, rindo-me juntamente com ele – não te importas que eu lhe ligue?
- Não, claro que não.
- Vamos ver se ela atende – retribuí a chamada, esperando que ela atendesse – boa noite, sócia! – saudei.
- Bonsoir mademoiselle – comecei a rir-me com o seu fraco francês – vá, a sério eu odeio esta língua. Parece tudo bonito até quando dizes coisas mais feias.
- Não me digas que sabes dizer palavras feias em francês?
- Sei! E quando as ouvi a primeira vez pensei que a rapariga estava a convidar o rapaz para ir tomar um café – comecei a rir-me com a naturalidade que dizia aquilo. Estava a ser sincera, eu sabia-o – mas depois percebi que…estava a mandar o rapaz tomar o café sozinho num lugar longínquo. Mas bem falemos de coisas importantes. Preciso da tua imaginação magnífica para um artigo bomba na próxima edição.
- Então eu tinha planeado fazer o artigo sobre a investigação do cancro da mama, depois já tenho começado o de como não engordar no Natal e…que tipo de artigo bomba é que queres mesmo?
- Um daqueles magníficos e anónimos teus…é pedir muito?
- Por enquanto não consigo, Milena. Quando eu conseguir e me sentir preparada para isso, faço o testemunho da minha experiência na nossa revista, não tenhas dúvidas disso mas não por enquanto…
- Sim, eu entendo – falou interrompendo-me.
- Posso fazer uma coluna sobre a minha nova vida no Mónaco se quiseres…
- Sabes que isso era do melhor, não sabes? Há leitoras…e fãs loucas também por saber como está a vossa vida por aí.
- Pensando melhor… - olhei para o Stephan, que me olhava atento – é melhor não. É mais seguro deixar as coisas como estão. Eu prometo que tento arranjar um artigo bomba mas é melhor não ser nada íntimo.
- Olha desculpa. Eu tenho feito bastante pressão para escreveres sobre ti e não devia. As pessoas adoram o que escreves é a verdade mas também começa a ser cusquice e nós não somos uma revista de fofocas – suspirei, esperando que ela dissesse mais alguma coisa – já agora porque é que estás em Nápoles?
- Como é que tu…? – ninguém sabia, ninguém mesmo sabia para onde tínhamos ido.
- Tens um namorado burro que pôs a localização na foto.
- Stephan! – chamei a sua atenção – puseste a localização na fotografia que publicaste?
- Não… - respondeu, pegando rapidamente no telemóvel – eu tenho quase a certeza que não – a Milena ria-se do outro lado da linha – pois não pus não!
- Claro que não pôs. Eu é que já estive nesse restaurante. Tem bom gosto o bichinho – declarou – mas eu nem sabia se era mesmo mas parecia-me pela varanda. Apostei e acertei.
- Então e…já falámos tudo?
- Estás a despachar-me?
- Talvez. Só tenho mais uma noite em Nápoles há que aproveitar.
- Então eu deixo-vos. Tenta só não te esquecer que preciso de ti em Milão na próxima semana.
- O Stephan já me marcou a viagem, não te preocupes.
- Aproveitem the last night então, beijinhos.
- Beijinhos – retribuí desligando em seguida a chamada.
- É mesmo a última noite, não é?
- Parece que sim – respondi, sorrindo-lhe – mas acredita que foram dois dias que me souberam a dois meses. Agora há que voltar à rotina e cuidar do que temos.
- Pensei passar por Milão ou mesmo ir a Paris mas já não temos tempo. Prometo que pela altura do Natal vamos a Paris.
- Fica prometido – sorri. Coloquei a minha mão sobre a sua – temos que celebrar o nosso noivado de alguma maneira.

- É menina – anunciou a obstetra depois de me limpar a barriga – e aposto que vai ser muito mexerica.
- Stephan – chamei a atenção dele, parecia ter hipnotizado – é menina!
- E agora? – aquela pergunta fez-me rir tanto a mim como à obstetra.
- Agora está tudo ótimo com a Rita – disse ela – a bebé está bem e o melhor que têm a fazer é aproveitar a gravidez ao máximo.
- E vamos aproveitar, tem sido tudo tão bom – falei sorrindo – vamos ter uma menina e já temos o nosso Matteo em casa. Vai ser tão bom – voltei a manifestar a minha alegria. Não podia estar mais contente.
- Vou-vos deixar a sós – disse a médica saindo do consultório.
- Eu não estou a conseguir ter uma reação, desculpa – coloquei a minha camisola para baixo e sentei-me na maca olhando para ele que rapidamente se ajoelhou aos meus pés – vamos ter uma menina – falou como que tentando cair em si.
- Quero tanto senti-la – admiti colocando a minha mão sobre a minha barriga que já se notava.
- E vais senti-la – falou colocando as suas mãos no meu rosto – vai correr tudo bem – finalizou dando-me um beijo na testa.

- Rita? Vamos? – olhei para ele sorrindo.
- Estava aqui perdida nas memórias – admiti, levantando-me em seguida – vamos lá, então – peguei na minha mala e comecei a sair do quarto. O Stephan seguia-me com um sorriso misterioso no rosto – o que se passa? – perguntei assim que entrámos no elevador.
- Estava-me a lembrar de umas coisas, queria falar contigo mas agora só no avião que temos mais tempo.
- Está bem mas…com a carinha com que estás até tenho medo! – falei rindo-me.


Olhava através da janela do avião. Ainda não tínhamos descolado. O Stephan tinha dispersado para tirar fotografias com uns fãs que tinham aparecido.
- Então jeitosa? – olhei para o lado sorrindo.
- Não me estás a tirar fotos pois não? – questionei, retirando a manta que tinha no lugar dele. Coloquei a manta sobre as minhas pernas – tornei-me a tua modelo?
- Creio que sim. Agora que descobri que tenho uma namorada gira já não quero tirar mais selfies – comecei a rir-me e ele mostrou-me a fotografia – é gira não é?
- Não sei, não sei – sorri-lhe e encostei a cabeça ao seu ombro – vais publicá-la?
- Posso?
- Acho que os teus seguidores vão achar estranho publicares uma foto com menos de 24 horas de diferença.
- Por isso é melhor não publicar?
- Não sei, tu é que sabes beleza.
- Devias publicá-la tu – disse entregando-me o seu telemóvel.
- Eu? – acenou com a cabeça – então eu publico – afirmei mexendo no seu telemóvel.

De volta a casa
- Está bom, socialite? – brinquei dado que o Stephan era muito pouco ativo nas redes sociais.
- Está bom sim – agarrou a minha mão entrelaçando-a com a dele – tens falado com o Afonso ou com o Salvador?
- Não, Stephan. Nem com o meu pai, nem com a minha mãe…e não sei se algum dia voltarei a ter com eles a relação que tinha antes.
- Eu não queria nada que isto fosse assim…
- Não – coloquei as minhas mãos o seu rosto e aproximei-me mais dele – não digas isso. Quando o dizes parece que tens culpa desta quebra de relações.
- E não tenho?
- Não, claro que não – disse-lhe, largando a sua cara e ajeitando-me no banco – odeio quando te culpas disto, Stephan – virei-me para ele, olhando-o séria – sair de Itália foi a melhor coisa que nos aconteceu neste ano, sem dúvida.
- Rita…
- Eu não vou chorar, prometo – encolhi-me tapando-me com a manta e olhando-o – pois…se calhar até vou mas…deixa-me chorar – pedi.
- Sabes o que é que eu pensei? – abriu um sorriso magnífico, levando-me a acalmar por dentro – podemos mandar uma camisola ao Afonso do Mónaco.
- Era uma boa ideia.
- Achas que ele vai gostar? – acenei com a cabeça e sorriu-me – então já temos o que mandar para o Afonso no Natal.
- Eu tenho tantas saudades do meu irmão – admiti – é o meu irmão mais novo. É sangue do meu sangue. Custa-me tanto estar longe dele.
- Eu sei Rita – agarrou-me uma das mãos.
- Eu não falo com ele porque simplesmente não sei como o abordar. Não sei sequer o que ele pensa disto tudo. E se ele me perguntar o porquê de me ter afastado deles? O que é que eu vou responder? – coloquei as minhas mãos sobre o meu rosto – às vezes apetece-me tanto apanhar um avião e ir ter com ele. Apetece-me dizer-lhe que eu estou aqui para ele e que nunca o vou deixar mas não consigo – retirei as mãos da minha cara e olhei para o Stephan – será que ele tal como a minha mãe acha que eu não liguei nada ao meu pai e o coloquei em segundo plano? – senti os braços do Stephan a receberem-me – tu sabes bem o quanto me custou esconder-lhes tudo, não sabes?
- Sei, claro que sei – senti os seus lábios na minha testa e fechei os olhos, tentando libertar-me de todas as recordações que teimavam não me deixar – tem calma – respirei mais calmamente e encostei a minha cabeça ao seu peito – está tudo bem, já passou.



- Combinei com a minha psicóloga esta tarde. Ela vem cá a casa. Não te importas, pois não? – perguntei assim que o Stephan se preparava para sair.
- Não, claro que não. Qualquer coisa que precisares liga-me, por favor.
- Assim o farei. Levas o Matteo, não levas?
- Sim. Não sei é dele! Matteo? – chamou.
Apareceu na sala já com a pequena mochila na mão.
- Mãe – falou. Levantou os braços e sentei-o ao meu lado no sofá. Comecei a calçar-lhe os sapatos – um, dois, três, quatro, cinco, seis, sete… - olhei para ele, estava confuso. Incrível como trocava sempre o oito em português com o oito em italiano – otto? – não o dizia com nenhuma confiança e comecei a rir-me.
- É oito – corrigi-o. Peguei-lhe ao colo e entreguei a pequena mochila dele ao Stephan – e o resto?
- Nove e dez! – falou todo feliz.
- Agora em italiano – incentivou o Stephan.
- Não, pai! – abanou a cabeça e fez aquela cara terrível.
- Pensas que quê? O teu filho já sabe o que lhe apetece fazer e o que não apetece. E contar até dez em italiano é coisa que não lhe está a apetecer.
- Gua, mãe! – pediu colocando as suas pequenas mãos sobre as minha bochechas.
Coloquei-o no chão e andei em direção à cozinha para ir buscar o seu copo com água. Dirigi-me depois novamente à sala e entreguei-lha.
- Não é para te molhares todo – avisei.
Bebeu a água sempre com o seu olhar preso ao meu o que me levou a rir.
- Mãe o pu? – o mesmo boneco de sempre e a mesma pergunta de sempre. A saga do pu iria continuar por muitos anos.
- Queres levar o pu?
- Sim, quelo – acenou com a cabeça – dá pai – pediu a mochila ao Stephan, que lha entregou rapidamente.
- O pu não está aí – avisei- está no quarto. Eu vou lá.
- Não! – parecia chateado, colocou a mão aberta e esticou o braço como que impedindo-me de ir ao quarto – eu mãe – concluí que aquele «eu mãe» significava que ele ia lá buscar o boneco.
- Já está muito independente! – falou o Stephan – e já constrói umas frases jeitosas.
Apareceu pouco tempo depois com o boneco na mão. O Stephan pegou-lhe e eu aproximei-me deles dando um beijo a cada um.
- Tchau! – disse abanando a mão.
- Adeus, meninos! – sorri-lhes e acabaram por sair.
Sentei-me no sofá e segundos depois ouvi a campainha. De certeza que se tinham esquecido de alguma coisa. Encaminhei-me para a porta e abri-a apercebendo-me de que era a minha psicóloga e não eles.
- Bom dia, Rita – saudou-me – posso entrar?
- Claro, entre Elizabeth – entrou e fechei a porta. Fiz-lhe sinal para nos encaminharmos para o sofá – podemos ficar aqui?
- Sim, sim. Está tudo bem?
- Penso que sim. Voltei há poucos dias de Nápoles, fomos só os dois.
- Correu bem?
- Sim – sorri-lhe – menos quando voltámos. No avião estivemos à conversa e veio o assunto de sempre ao de cima.
- Já pensaram em ter mais filhos, Rita?
- Não sei. Desde que perdemos a Ellie que a nossa vida mudou por completo e provavelmente o Stephan até tem medo de tocar neste assunto. Ele sabe o quanto eu sofri, o quanto eu desesperei quando tive o parto prematuro – começava novamente a ficar com frio quando tocava naquele assunto – aquelas duas semanas foram as mais desafiantes da minha vida. Tinha a minha vida dentro de uma incubadora. Era tão pequena, tão frágil…
- Como é que reagiu? Como é que viveu esse momento?
- Mal. É difícil para mim falar dele. Talvez por isso é que só agora estou a falar disto pormenorizadamente consigo – fiz uma pausa e respirei fundo – todos os dias me recordo daquelas mãos mínimas e daqueles pés tão lindos. Decidi não contar nada a ninguém e talvez esse tenha sido o meu maior erro.
- Como assim?
- Pouca gente da minha família soube de tudo o que se passou. As duas semanas em que a Ellie viveu ninguém a viu, ninguém lhe tocou, ninguém soube da sua existência a não sermos nós. Foi a nossa decisão e não me arrependo dela.
- Duas semanas? Foi esse o tempo que teve para conhecer a sua filha?
- Sim. E a primeira e a última vez que me deixaram pegar nela foi no dia em que ela partiu. Eu percebi, eu tinha o pressentimento que algo não estava bem. Os médicos deixaram-me pegar na minha filha. Foi a primeira vez que a tive nos braços mas foi o momento em que caí em mim e percebi que ma iam tirar a qualquer momento…para sempre. Aquele ser tão bonito, indefeso e inteiramente meu. Por todas estas razões e mais algumas não sei quando é que voltaremos a pensar em ter filhos. Eu tenho medo…imenso medo.





E aqui está o capítulo! E agora só espero que comentem e me digam o que acharam! Estou ansiosa por ler esses comentários!
Mahina


4 comentários:

  1. Ciao! (estou dada para te cumprimentar de acordo com as personagens, não sei se estás a notar ahahah)
    Eis que um mês depois eu comento um capítulo que já li há um mês. Isto se calhar é estranho, mas olha deu-me para retomar este hábito. E que capítulo este para se comentar! Na altura que o li, eu lembro-me de ficar com as lágrimas nos olhos, de ficar com o coração pequenino por tudo o que aconteceu com a Ellie. Como é que uma personagem que pouco esteve presente me conseguiu deixar tão triste? Oh porque era a bebézinha deles, a primeira a nascer da Rita e isso iria ser tão especial. Mas, de certa forma, conseguiste fazer com que o seu desaparecimento também fosse especial e que me dê grandes expetativas para o futuro deles enquanto casal, enquanto pessoas. Porque se nota perfeitamente que eles estão unidos, que estão próximos um do outro.
    Mal posso esperar para o 45!! E, mesmo que demore, cá estarei eu para comentar à nossa maneira e aqui no blog ;) vais achar-me maluca mas pronto ahahah

    Beijinho,
    Ana Patrícia.

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  2. Neste momento estou na pausa da aula de fisiopatologia. A stora é...assustadora e sei que quando estiver a estudar terei vontade de chorar, mas não tanta vontade como agora.
    Eles perderam a bebé??? O meu coração está mais pequeno que as chances do Mónaco ser campeão!
    Ai ai, eu quando vi a ecografia fiquei tão feliz e depois quando voltamos ao presente, eu pensei que a Ellie estava a dormir e que a Rita ia precisar de uma psicóloga por outras coisas (para o assunto do pai dela. Ele morreu?). Nunca pensei que ela tivesse perdido o bebé :'(
    Por outro lado, sinto que isto significa que ainda muita coisa vai acontecer, certo?
    Eu adorei, apesar da notícia heartbreaking!

    Beso
    Ana Santos

    P.S . Sim, putain, merde, va te faire foutre é realmente fraquinho comparado ao meu predileto "vai pa p*ta que pariu" xD sou nortenha, portanto isto é mais do que normal ahahah

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  3. Neste momento estou na pausa da aula de fisiopatologia. A stora é...assustadora e sei que quando estiver a estudar terei vontade de chorar, mas não tanta vontade como agora.
    Eles perderam a bebé??? O meu coração está mais pequeno que as chances do Mónaco ser campeão!
    Ai ai, eu quando vi a ecografia fiquei tão feliz e depois quando voltamos ao presente, eu pensei que a Ellie estava a dormir e que a Rita ia precisar de uma psicóloga por outras coisas (para o assunto do pai dela. Ele morreu?). Nunca pensei que ela tivesse perdido o bebé :'(
    Por outro lado, sinto que isto significa que ainda muita coisa vai acontecer, certo?
    Eu adorei, apesar da notícia heartbreaking!

    Beso
    Ana Santos

    P.S . Sim, putain, merde, va te faire foutre é realmente fraquinho comparado ao meu predileto "vai pa p*ta que pariu" xD sou nortenha, portanto isto é mais do que normal ahahah

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